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Edição 674

Crónica de Vasco Bäuerle

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Caros Leitores,
Faço votos para que este mês vos esteja a correr de feição e que tenham tido a merecida oportunidade de ver alguns dos filmes que tenho vindo a mencionar. Trago, desta vez, outras propostas, algumas que parecem extravasar o universo da Língua Portuguesa, mas que não deixam de ser pertinentes.

A 9 de agosto, estreia o filme PORTUGAL NÃO ESTÁ À VENDA, a segunda longa-metragem de André Badalo depois de um trajeto pautado por várias curtas-metragens, videoclips e filmes institucionais. Segundo a folha de sala, promete ser um filme que pretende tocar questões delicadas, tais como a situação Portuguesa junto das comunidades europeias. Parafraseando: «“Portugal Não Está À Venda” é uma trágico-comédia de heróis contemporâneos, enraizados numa profunda portugalidade, “amaldiçoados” por “fados” tão absurdos quanto reais. Procurando uma reflexão descomprometida sobre o trágico presente, Português e Europeu.»

A 30 de agosto, estreia O HOMEM QUE MATOU D.QUIXOTE, de título original THE MAN WHO KILLED D.QUIXOTE, do irreverente membro dos Monty Phyton, Terry Guilliam. O filme surge da co-produção entre Portugal, Espanha e França, um formato de produção cada vez mais pertinente no panorama atual, pois constitui a forma mais eficaz de obter financiamento. É uma forma de catalisar meios logísticos e humanos, permitindo o desenvolvimento da indústria cinematográfica, assim como o incremento dos intercâmbios económicos e culturais entre os Países envolvidos, existindo, para este efeito, vários acordos traçados entre o ICA – Instituto de Cinema e Audiovisual e vários países. Segundo a folha de sala, podemos adiantar: “Toby, um executivo de publicidade desiludido, é arrastado para um mundo de fantasia saltitante quando um sapateiro espanhol acredita que ele é Sancho Panza. Ele gradualmente se torna incapaz de distinguir os sonhos da realidade.”

De 1 a 11 de agosto, decorrerá a 71.ª edição do Festival de Locarno, na Suíça, com presença lusa em competição. O filme 3 ANOS DEPOIS, de Marco Amaral, competirá na secção “Pardi di domani” e SOBRE TUDO SOBRE NADA, de Dídio Pestana, foi selecionado para a secção “Signs of Life”. Podemos ainda ver em competição no festival duas coproduções portuguesas: GRBAVICA, de Manel Raga Raga (Portugal/Bósnia Herzegovina/Espanha), na secção “Pardi di domani”, e, COMO FERNANDO PESSOA SALVOU PORTUGAL (Portugal/França/Bélgica), do realizador norte-americano Eugène Green e com elenco português, no programa “Signs of life”. Por forma a sublinhar o relevo que o cinema Português tem tomado junto da crítica e de mercados internacionais, será organizada uma mostra, inserida no programa “First Look”, de cinco a sete filmes portugueses em fase de pós-produção.

Remato com uma última proposta, à qual devem procurar estar atentos, ora nas redes sociais ora nos websites de câmaras municipais e outras instituições, sessões de cinema ao ar livre, que são a ocasião ideal para conviver em família, entre amigos e conhecidos e a oportunidade de assistir a uma sessão de cinema, tirando assim o melhor usufruto das noites quentes de verão. De certo, uma boa forma de passar um serão junto da melhor companhia, perceba-se.

Até à próxima rubrica, e até lá, boas sessões de cinema!

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Edição 674

João Seabra e Joel Ricardo Santos no Coronado ConVida

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O Coronado ConVida está de volta. Este ano, de 30 de agosto a 2 de setembro, a gastronomia e o artesanato da região, bem como a animação, vão estar presentes no Largo do Divino Espírito Santo, em S. Mamede do Coronado.

O certame começa com uma noite dedicada à moda. A 30 de agosto, quinta-feira, pela passerela vai desfilar o melhor das lojas da freguesia. No dia seguinte, a noite é dedicada à comédia, com João Seabra e Joel Ricardo Santos a protagonizarem um dos momentos mais esperados. O primeiro dia de setembro é dedicado ao folclore. No domingo, 2 de setembro, decorre a Festa dos Êxitos Portugueses. A partir das 10 horas há zumba e às 14 horas atuam o grupo de dança As Rebeldes, Pedro Cruz, Sylvia, Rafaela Santos, Ricardo Mateus, Rui Fontelas, Manu, Marta Miranda, Daniel Miranda, Vítor Faria, Deniz Pereira, Porfírio Manuel, Pedro Vieira, Ben, Sérgio Santos e Bruno Fernandes.
A 8.ª edição apresenta algumas novidades nomeadamente o número de dias de certame. De oito passaram a quatro, “atendendo ao feedback ao longo das edições anteriores”, explicou José Ferreira, presidente da Junta de Freguesia do Coronado. Outra das novidades está relacionada com a organização do espaço. “Este ano, vamos usar umas bancas diferentes, abertas, o espaço para o público será mais fluído e os expositores podem mostrar melhor os seus produtos. A praça da alimentação e do espetáculo serão deslocalizadas”, adiantou o autarca. O objetivo é tornar “o Coronado ConVida uma iniciativa mais intensa, atrair mais gente e dar a conhecer a vila do Coronado”. “Queremos que este Coronado ConVida, que é uma referência já na nossa comunidade, cresça de forma sustentada”, finalizou José Ferreira.

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Edição 674

Crónica de José Moreira da Silva

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Eles comem tudo e não deixam nada”

O argumento utilizado pela governação, para não construir obras importantes e estruturantes nalgumas localidades é que o país está em crise. Tem sido este o argumento esfarrapado do poder central, mas a verdade é que não há vontade política para serem efetuadas essas obras há muito prometidas, só porque não se localizam na capital. Apenas isso!
Em Coimbra foi retirado, há duas dezenas de anos, o comboio urbano e suburbano, para ser construído no mesmo ramal, o metro de superfície. Nos anos posteriores foi anunciado o começo das obras, só que o poder central nunca adjudicou qualquer obra nesse sentido, e as pessoas de Coimbra, Miranda do Corvo e Lousã ficaram sem o seu meio de transporte. Hoje, depois de muitos anos passados e muitas promessas, nem comboio nem metro de superfície!
O mesmo aconteceu na Trofa, em que uma parte significativa dos trofenses ficou sem o seu meio de transporte tradicional, o comboio que tinham desde 1932 e foi desativado em 2002, com a promessa de ser construído em quatro anos o metro de superfície, aproveitando o canal existente. Só que o metro foi contruído até à Maia, ficando por construir pouco mais de meia dúzia de quilómetros. Muitos anos passados e muitas promessas, e uma parte significativa de trofenses nem comboio nem metro têm para se deslocar para os seus locais de trabalho!
A Estrada Nacional 14 é uma via de acesso a vários núcleos habitacionais e a várias zonas industriais importantes, onde existem empresas com forte vocação exportadora. Por isso é que foi anunciado há muitos anos a construção de uma variante, desde a Maia até Famalicão, embora nada tenha sido feito nesse sentido, mantendo-se a mesma situação caótica em termos de trânsito, pois são precisas horas para percorrer apenas uma dúzia de quilómetros.
Estes são apenas três exemplos de um poder centralista e macrocéfalo, que alega a crise financeira para não serem feitas estas obras importantes e estruturantes, numa zona do país que também é Portugal. Ao contrário do que acontece na capital, em que estão projetadas grandiosas obras, quer em termos de engenharia quer em termos financeiros.
A rede do Metropolitano de Lisboa vai ser prolongada em mais quatro quilómetros e serão construídas quatro novas estações (Estrela, Santos, Campolide e Amoreiras), para além de uma ligação pedonal subterrânea, entre a futura estação das Amoreiras e o bairro de Campo de Ourique. Neste prolongamento da rede do metro da capital, a governação vai investir quase mil milhões de euros, em apenas quatro quilómetros e seis novas estações, em zonas onde existem transportes alternativos (elétricos e autocarros).
Também em Lisboa está a nascer uma obra megalómana, um novo corredor verde, que vai ligar Campolide a Alcântara, o parque de Monsanto ao rio Tejo, através de caminhos pedonais, ciclovias, túnel, junção de bairros, um parque urbano e mais tarde a ampliação do terminal de contentores e a construção de um troço da linha férrea subterrânea. São muitos milhões de euros, para uma obra que só será feita porque está localizada na capital.
A dívida dos hospitais Santa Maria e Pulido Valente (ambos de Lisboa) cresceu sete milhões de euros por mês em 2017. Se o Centro Hospitalar Lisboa Norte alcançasse custos por doente padrão iguais aos do Centro Hospitalar de São João (Porto), teria obtido (em 2014-2016) uma poupança de 211 milhões de euros. Este valor seria suficiente para o Estado financiar, por exemplo, a realização de três milhões de consultas externas ou o tratamento de 30 mil doentes com hepatite C, para falar só em termos de saúde.
Estes são outros três exemplos de um poder centralista e macrocéfalo, para quem já não há crise financeira. Por tudo isto é que é muito apropriado dizer, como na canção: eles comem tudo e não deixam nada! É uma vergonha nacional, pois para Lisboa tudo, ou quase tudo, enquanto para o “resto do país” nada, ou quase nada.

moreira.da.silva@sapo.pt
www.moreiradasilva.pt

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