Caros Leitores,
Faço votos para que este mês vos esteja a correr de feição e que tenham tido a merecida oportunidade de ver alguns dos filmes que tenho vindo a mencionar. Trago, desta vez, outras propostas, algumas que parecem extravasar o universo da Língua Portuguesa, mas que não deixam de ser pertinentes.

A 9 de agosto, estreia o filme PORTUGAL NÃO ESTÁ À VENDA, a segunda longa-metragem de André Badalo depois de um trajeto pautado por várias curtas-metragens, videoclips e filmes institucionais. Segundo a folha de sala, promete ser um filme que pretende tocar questões delicadas, tais como a situação Portuguesa junto das comunidades europeias. Parafraseando: «“Portugal Não Está À Venda” é uma trágico-comédia de heróis contemporâneos, enraizados numa profunda portugalidade, “amaldiçoados” por “fados” tão absurdos quanto reais. Procurando uma reflexão descomprometida sobre o trágico presente, Português e Europeu.»

A 30 de agosto, estreia O HOMEM QUE MATOU D.QUIXOTE, de título original THE MAN WHO KILLED D.QUIXOTE, do irreverente membro dos Monty Phyton, Terry Guilliam. O filme surge da co-produção entre Portugal, Espanha e França, um formato de produção cada vez mais pertinente no panorama atual, pois constitui a forma mais eficaz de obter financiamento. É uma forma de catalisar meios logísticos e humanos, permitindo o desenvolvimento da indústria cinematográfica, assim como o incremento dos intercâmbios económicos e culturais entre os Países envolvidos, existindo, para este efeito, vários acordos traçados entre o ICA – Instituto de Cinema e Audiovisual e vários países. Segundo a folha de sala, podemos adiantar: “Toby, um executivo de publicidade desiludido, é arrastado para um mundo de fantasia saltitante quando um sapateiro espanhol acredita que ele é Sancho Panza. Ele gradualmente se torna incapaz de distinguir os sonhos da realidade.”

De 1 a 11 de agosto, decorrerá a 71.ª edição do Festival de Locarno, na Suíça, com presença lusa em competição. O filme 3 ANOS DEPOIS, de Marco Amaral, competirá na secção “Pardi di domani” e SOBRE TUDO SOBRE NADA, de Dídio Pestana, foi selecionado para a secção “Signs of Life”. Podemos ainda ver em competição no festival duas coproduções portuguesas: GRBAVICA, de Manel Raga Raga (Portugal/Bósnia Herzegovina/Espanha), na secção “Pardi di domani”, e, COMO FERNANDO PESSOA SALVOU PORTUGAL (Portugal/França/Bélgica), do realizador norte-americano Eugène Green e com elenco português, no programa “Signs of life”. Por forma a sublinhar o relevo que o cinema Português tem tomado junto da crítica e de mercados internacionais, será organizada uma mostra, inserida no programa “First Look”, de cinco a sete filmes portugueses em fase de pós-produção.

Remato com uma última proposta, à qual devem procurar estar atentos, ora nas redes sociais ora nos websites de câmaras municipais e outras instituições, sessões de cinema ao ar livre, que são a ocasião ideal para conviver em família, entre amigos e conhecidos e a oportunidade de assistir a uma sessão de cinema, tirando assim o melhor usufruto das noites quentes de verão. De certo, uma boa forma de passar um serão junto da melhor companhia, perceba-se.

Até à próxima rubrica, e até lá, boas sessões de cinema!