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Edição 667

Crónica: A máquina de propaganda – Parte VI – Que se lixe a legislação

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Longe da irregularidade que hoje o caracteriza, se é que ainda existe, para lá de uma página de Facebook gerida sabe-se lá por quem, Correio da Trofa (CT) começou a laborar a todo o gás em Março de 2013. Sete meses depois, a coligação PSD/CDS-PP venceu as eleições Autárquicas de 2013, desocupou a sua sede de candidatura e, conforme aqui relatei na edição anterior, deu lugar a um novo inquilino, nada mais nada menos que os seus amigos do CT. Quatro meses depois do acto eleitoral, a 31 de Janeiro, o CT enviou pela ultima vez um exemplar à Entidade Reguladora da Comunicação Social (ERC), obrigação a que todos os jornais deste país estão vinculados, caso queiram respeitar a legislação em vigor.
Desde então, a ERC solicitou à entidade proprietária do jornal o envio de exemplares mais recentes, tendo ficado sem resposta por parte do jornal nascido e criado no seio da coligação Unidos pela Trofa. Como consequência, o CT foi cancelado oficiosamente pela ERC, tendo sido oficialmente cancelado no dia 13 de Julho de 2016. E onde estava o CT, a 13 de Julho de 2016?
Ora, em Julho de 2016, o CT publicava sem interrupções, com publicidade da autarquia paga com dinheiros públicos, chegando como habitualmente a algumas bancas e a muitas mais repartições públicas, do Centro Comercial da Vinha ao Aquaplace. Era seu director Miguel Ângelo Pinto, função que exercia já há alguns meses, e que ilegalmente acumulava com a de assessor do PSD de Santo Tirso, sendo presença habitual em acções de pré-campanha de Andreia Neto. Ora, à luz do regulamento da Comissão de Carteira Profissional de Jornalistas (CCPJ), à qual todos os jornalistas estão vinculados, “o exercício da função de jornalista é incompatível com o desempenho de: e) funções de assessoria política ou técnica”.
Na altura em que pela primeira vez escrevi sobre este caso, no blogue …e a Trofa é minha, corria o mês de Outubro de 2016, fui interpelado por alguém que se apresentou como sendo o próprio Miguel Ângelo Pinto:
“Boa tarde. Li com interesse o texto publicado. E de facto não há coincidências. O Miguel Ângelo Pinto de que fala é uma e a mesma pessoa. Eu. Com um ligeiro senão: já deixei há uns meses largos o jornalismo com a consequente entrega da Carteira Profissional de Jornalista. Como tal, não tenho qualquer ligação ao jornal Correio da Trofa, de que fui de facto diretor, nem tão pouco exerço no presente qualquer função jornalística. (…)”
Acontece que o nome deste jornalista, que revelou ter estado no CT mas com o qual já não trabalhava, continuava a constar na ficha técnica do jornal. Portanto, das duas uma: ou mentiu o jornal, usando o nome de um jornalista como director que não o era e que não o podia ser, ou mentiu o jornalista, que afinal acumulava funções que não eram legalmente compatíveis. Independentemente de tudo isto, estávamos perante uma ilegalidade, porque nem o jornal pode usar um nome que a si não está vinculado, ou laborar sem director, nem um jornalista e director de um jornal pode ser assessor político no concelho vizinho. Contudo, e após relevada esta situação, o nome de Miguel Ângelo Pinto continuou a surgir na ficha técnica do CT em mais algumas edições. Mas não por muito tempo.
A 8 de Dezembro de 2016, publiquei no blogue …e a Trofa é minha a resposta da ERC às minhas questões. O Correio da Trofa estava ilegal há vários meses, o que não impediu que vários militantes e representantes eleitos do PSD e do CDS-PP continuassem a colaborar com ele. Na edição seguinte, o nº 82 de 22 de Dezembro de 2016, o nome que constava na ficha técnica como director ainda era o de Miguel Ângelo Pinto. Na edição seguinte, publicada a 12 de Janeiro de 2017, o director passa a ser o jornalista Manuel Neto. Como dizia o outro, “é fazer as contas”.

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Edição 667

Festa de Rua a 5 e 6 de maio

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A Praceta de S. Cristóvão do Muro volta a ser palco da Festa de Rua, a 5 e 6 de maio. Artesanato, velharias, arte, gastronomia, moda, música, carros antigos e coleções. Há espaço para tudo na 5.ª edição da iniciativa. As inscrições para todos aqueles que se queiram juntar à festa e divulgar a sua arte já estão abertas. Pode inscrever-se na sede da Junta de Freguesia do Muro, por e-mail jfmuro@iol.pt ou através da página de Facebook www.facebook.com/JUNTADEFREGUESIADOMURO/.
Organizada pela Junta de Freguesia do Muro, a iniciativa tem trazido para a rua as típicas barraquinhas e diferentes atividades culturais.

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Crónica: O remanso para entorpecer comunistas e bloquistas

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Os socialistas conduzem a governação desde novembro de 2015, sempre com os comunistas e os bloquistas a servirem de penduras, numa “geringonça” que começa a dar sinais de “enjoo” perante semelhante companhia, numa viagem acidentada que talvez vá terminar mais cedo que o previsto. Pelos sinais que os socialistas vão dando nesta reta final, o término desta viagem vertiginosa poderá acabar antes da data prevista.
A governação está a dar fortes sinais de abrandamento e até já entrou em modo de velocidade de cruzeiro adaptada à agenda eleitoral das eleições legislativas, que em situação normal se realizariam no segundo semestre do próximo ano. É o comum nos políticos vulgares, quando se instalam na cadeira do poder terem como meta, somente as eleições e os lugares para os seus familiares, amigos e apaniguados.
A desaceleração que se sente na governação do país é um remanso para entorpecer comunistas e bloquistas, que têm sido até hoje a “muleta” de estimação dos socialistas. Como as sondagens têm indicado que os socialistas estão perto da maioria absoluta, já dão sinais de que se vão descartar de tais “penduras”, que podem ser um empecilho na corrida eleitoral. É o seu sentido de gratidão!
A previsível antecipação das eleições legislativas, que está a ser desejada apenas pelos socialistas tem sufocado os tradicionais gritos de revolta comunista e bloquista contra as políticas governamentais ou a falta delas. É o que vai acontecer com o próximo orçamento que, aconteça o que acontecer vai ser aprovado com o seu voto favorável.
A atitude queda e muda dos comunistas e bloquistas, quanto ao clima de “medo e pressão” junto dos trabalhadores precários do SEF, mas também quanto à precariedade e aos falsos recibos verdes tem defraudado muitos trabalhadores, pois estavam esperançados que a “geringonça” alterasse estas situações gravosas. O mesmo se passou em relação às populações, quanto à agregação das freguesias, que continua tudo igual (embora tenha existido uma promessa de alteração), mas também quanto à obra da linha do metro em locais onde foi surripiado o comboio há muitos anos, com a promessa de ser substituído pelo metro de superfície. Tudo como dantes…
Quedos e mudos também estiveram em muitas situações da governação, como foi o caso do ajuste direto de pulseiras eletrónicas em mais de um milhão de euros e aos dois sistemas informáticos comprados pelo Ministérios da Justiça por 2,6 milhões de euros e deitados ao lixo sem chegarem a ser usados. Também não se sentiram os seus protestos veementes contra o efeito negativo no défice de 2017 provocado pela injeção capital na CGD (3.500 milhões) e agora com a injeção de quase 800 milhões no Novo Banco.
A postura envergonhada dos comunistas e bloquistas, também se sentiu em relação a muitas situações, como por exemplo: a posição espanhola de recusar entregar a Portugal a cidade portuguesa de Olivença; a posição de abstenção do nosso país em relação à Rússia após o primeiro ataque químico em solo europeu desde a II Guerra; a situação dos emigrantes portugueses na Venezuela; a situação catastrófica dos incêndios; a falta de políticas contra a desertificação do interior; o delapidar do nosso sistema de saúde.
Estes são apenas alguns (tristes) exemplos do remanso da governação socialista que faz entorpecer comunistas e bloquistas, contrastando com o imenso ruído que fizeram num passado recente. Agora comportam-se como “penduras” envergonhados da “geringonça”, apenas como “muletas” de estimação do atual governo!

moreira.da.silva@sapo.pt
www.moreiradasilva.pt

Crónica escrita em 31/03/2018, para ser publicado no Jornal “O Notícias da Trofa”, tendo em atenção as regras do novo acordo ortográfico.

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