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A Polícia Judiciária (PJ) anunciou hoje a captura de três alegados membros de um grupo criminoso associado a uma série de pelo menos uma quinzena de assaltos à mão armada, incluindo o concretizado dia 06 a uma ourivesaria da Trofa.

Três outros membros de grupo já tinham sido detidos, na sequência deste assalto, aguardando julgamento em prisão preventiva ou prisão domiciliária.

Um sétimo suspeito morreu na mesma altura, após ter sido alvejado pelo dono da ourivesaria.

De acordo com o relato policial, o grupo terá visado, além de ourivesarias, vários postos de abastecimento de combustíveis e uma instituição bancária.

Também concretizou assaltos a residências através do método de “homejacking” (ameaça e/ou violência sobre os locatários) e de viaturas por “carjacking”, bem como roubos na via pública.

Segundo a polícia, a actividade do gangue prolongou-se por vários meses e desenvolveu-se nas zonas do Porto, Gondomar, Maia, Trofa, Matosinhos, Valongo e Paços de Ferreira.

No decurso das investigações, a PJ apreendeu a arma de fogo que se suspeita ter sido utilizada em vários assaltos, quatro viaturas – duas delas roubadas por “carjacking” – e dinheiro em montante não revelado, “que tudo indica ser proveniente da prática delituosa”.

Os três arguidos agora detidos, com idades entre os 16 e os 18 anos e sem profissão, vão ser presentes a interrogatório judicial para aplicação das medidas de coacção tidas por adequadas.

Numa operação separada, também anunciada hoje, a PJ/Porto deteve três alegados responsáveis por vários crimes de roubo à mão armada, sequestro e posse de arma proibida, cometidos em Janeiro deste ano no distrito do Porto.

Os detidos são todos homens, com idades entre 20 e 23 anos, e os factos por que estão indiciados ocorreram sempre em período nocturno e essencialmente nas zonas do Porto, Gondomar e Santo Tirso.

Num dos casos, registado na cidade do Porto, a vítima foi ameaçada com uma faca e desapossada violentamente da sua viatura, avaliada em 48 mil euros.

De acordo com o relato policial, a vítima foi fechada na bagageira do veículo, onde andou trancada por mais de seis horas e por centenas de quilómetros, passando por Vila Nova de Famalicão e Castelo Branco.

Só conseguiu libertar-se na zona de Penela.

Ainda de acordo com a PJ, os suspeitos recorreram à violência física para obrigar a vítima a fornecer o código do seu cartão bancário aos assaltantes, de modo a que pudessem concretizar vários levantamentos de dinheiro da sua conta pessoal.

Dias depois, na zona de Gondomar, mais duas vítimas, que também se conduziam em viatura de gama alta, viram barrada a sua viagem.

Ameaçados com uma arma caçadeira, foram obrigados a entregar as viaturas e bens pessoais ao grupo criminoso, relata a PJ.

Numa outra situação, na área de Santo Tirso, usando igualmente a arma caçadeira, os assaltantes tentaram apropriar-se do dinheiro existente no interior de uma roulotte snack-bar.

De acordo com a PJ, o objectivo foi gorado “dada a pronta reacção e oposição do casal proprietário do estabelecimento”.

No decurso das investigações, a PJ recuperou as duas viaturas roubadas e apreendeu a arma de fogo utilizada nos crimes e que estava em situação ilegal.

Lusa