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Ano 2011

Corrida de Cavalos enche Parque (c/ vídeo)

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Milhares de pessoas assistiram à Corrida de Cavalos, no centro da cidade da Trofa. Pista em linha reta, inédita em Portugal, recebeu inúmeros elogios.

Dois anos depois, a Trofa voltou a receber a Corrida de Cavalos. Desta vez, o evento fez lembrar outros tempos, ao realizar-se no centro da cidade. A antiga linha de comboio transformou-se em pista e, ao longo de 1400 metros, milhares de pessoas vibraram com as provas.

A tarde de calor fez com que o público aliasse o melhor local para assistir ao evento com várias formas de se proteger das temperaturas altas. À sombra ou debaixo de um guarda-sol, tudo servia para fugir ao calor.

Cumprida a primeira corrida, a euforia deu lugar a algum desencanto. José Alves, de Lousado, lamentava o “muito pó” que levantou com a passagem dos primeiros concorrentes e que “prejudica os cavalos que estão atrás da corrida”. Mas o problema existiu por momentos, já que a organização arranjou uma solução através de um trator que percorreu e molhou a pista.

Enquanto se melhoravam as condições, outros torciam pelo clube da terra, que jogava ao mesmo tempo, em Arouca. No meio da multidão, um adepto, facilmente identificado por um boné com o emblema do Trofense, afirmava que gosta “muito de ver corrida de cavalos” e “esperava” pela vitória do clube, “no mínimo por 1-0”. O Trofense lá cumpriu com uma vitória por 3-1.

Engenhosamente equipado com uma cadeira, o trofense Manuel Silva pensava que tinha arranjado o melhor local para assistir à corrida, na zona da antiga estação. O evento fazia-lhe lembrar “quando se ia para Santo Tirso na segunda-feira de Páscoa, em que a estação estava cheia de pessoas”.

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Já Conceição Gomes, também trofense, é repetente como espectadora das corridas de cavalos e considerou “boa ideia” a alteração da pista: “Assim está mais fixe”.

Organização quer repetir a prova brevemente

Na pista, a corrida dividiu-se por seis provas a trote ou a galope, com concorrentes portugueses e estrangeiros. A luta foi renhida, mas para os vencedores, o esforço valeu a pena. Os elogios à pista – a linha reta foi uma novidade em provas realizadas em Portugal – foram uma constante, assim como a garantia de sucesso da organização.

Nelson Santos voltou à Trofa para ganhar. Depois de experimentar a nova pista, afirmou que prefere a linha reta, apesar de “ser mais perigosa e de obrigar a uma melhor gestão dos cavalos”.

Gaspar Vaz, outro dos vencedores, estava contente por triunfar na última prova, marcada por uma falsa partida e por reunir concorrentes “compatíveis”. O jóquei considerou “fantástica” a moldura humana, “que há muito não se vê em nenhum lado”.

A organização gostou da primeira experiência de corrida em linha reta e já quer repetir. Manuel Oliveira, diretor da Corrida e vice-presidente da Liga Portuguesa de Criadores e Proprietários de Cavalos de Corrida, apelidou o evento de “espetacular”. “Esta foi uma aposta muito forte da Junta de Freguesia. Há bocadinho sugeri à senhora presidente de Câmara, que estamos dispostos a organizar uma prova inserida nas festas de Nossa Senhora das Dores”, referiu.

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A adesão em massa das pessoas já não é novidade para o diretor da corrida: “Na Trofa, normalmente, é sempre assim. Milhares de pessoas a assistirem e foi, realmente, emocionante do princípio ao fim”.

“Espetáculo único e inédito”

José Sá, presidente da Junta de Freguesia de S. Martinho de Bougado, que promoveu o evento, estava “satisfeito” com o sucesso alcançado, confirmado pelo feedback deixado pelos jóqueis. “Também a população teve a oportunidade de assistir a um espetáculo único e inédito neste local”, frisou.

O autarca aproveitou ainda para “agradecer a todos os patrocinadores, que facilitaram a realização deste evento e que se tornaram também nos grandes colaboradores”.

Cumprida a corrida, “completa-se” também “o programa da edição de 2011 da Feira Anual da Trofa”, afiançou José Sá.

A Câmara Municipal também colaborou na realização desta corrida. Joana Lima defendeu que “qualquer iniciativa deste género é importante para a Trofa”.

“É imperativo cativar as pessoas a visitarem o nosso concelho, que é aprazível e que lhes dá sempre o melhor que tem e o que pode”.

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Apesar do sucesso alcançado na pista, Joana Lima espera que esta seja “a última prova” realizada no local, pois quer ver avançar rapidamente as obras da regeneração urbana. “Penso que foi uma aposta ganha, mas não é uma aposta futura. Espero que para o ano estejamos em obras, porque será sinal de progresso e de desenvolvimento”, concluiu.

Este evento foi organizado pela Liga Portuguesa de Criadores e Proprietários de Cavalos de Corrida e contou para o Campeonato Nacional.

 

Veja mais imagens da corrida na edição papel do jornal O Notícias da Trofa, desta semana.

 

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Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

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A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

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O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

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