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Edição 445

Conversas da “Consumição”

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As adaptações… “As adaptações que os diversos organismos vivos possuem são um aspeto central no estudo da biologia. Todas as características que adequam os seus possuidores a algo, geralmente, são ditas adaptativas e permitem que os seres vivos desenvolvam uma certa harmonia com o ambiente, ajustando-se, assim, para a sua sobrevivência em um determinado local.” [fonte: wikipedia]

Existem outras – e uma delas refere-se ao ciclo da água -, que sob a perspetiva das crianças, podem assumir a seguinte ambiência:

Adaptem-se o melhor possível ao Vosso lugar e escutem!

Era uma vez […]

– Ontem, estivemos a ver a história do ciclo da água. Ela cai das nuvens e vai para a….

– Ribeira…

– Da ribeira corre para o…

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– Rio! E corre também para a torneira. Antes de chegar ao mar!

– Têm razão, alguma dela corre do rio para as torneiras. Na história que vos contei, também vimos que nem toda a água que existe no planeta Terra é água potável. Nem toda serve para nós bebermos. Onde é que existe água que não podemos beber?

– No charco!

– Não podemos beber, porquê?

– Porque é a casa dos animais.

– Quais?

– Rãs, libelinhas, aranhas, alfaiates, aranhas…

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– As aranhas não moram nos charcos; quando fizemos o nosso, estava lá uma porque caiu.

– E tu salvaste-a.

– Exatamente! Onde é que a aranha mora?

– Na teia.

Destramente, na Educação Pré-Escolar fazem-se adaptações para que o processo Ensino-Aprendizagem seja contemplado com atividades, relativamente à Educação para o Desenvolvimento Sustentável, junto das crianças. É relevante que, na infância, se promovam os princípios da preservação e da partilha dos bens comuns de toda a humanidade, como é o caso da água.

Matilde Neto (educadora de infância) | APVC

http://facebook.com/valedocoronado

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http://valedocoronado.blogspot.com

 

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Edição 445

Metro para a Serra-Muro, já!

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Nunca é demais lembrar, e os tempos assim o exigem, que a construção do Metro de Superfície para a Trofa estava projetada para a 1ª fase da construção do Metro do Porto, com a conclusão da obra prevista para 2003. Para que tal acontecesse era preciso arrancar a linha do caminho-de-ferro, o que veio a acontecer em 2002, provocando a extinção do meio de transporte habitual, que servia as populações há quase um século. O comboio acabou, mas o Metro ainda não arrancou!

A situação financeira do país tem sido a desculpa dos governantes, mas não passa de um chorrilho de mentiras, pois entretanto foram feitas muitas obras de prolongamento do Metro do Porto, como por exemplo: a ligação (linha D) do centro de Vila Nova de Gaia ao extremo Norte do Concelho do Porto, junto ao Polo Universitário, na extensão de 5,7 quilómetros, com sérios constrangimentos nas escavações do túnel, no centro do Porto para além de ter obrigado à construção de uma nova travessia rodoviária sobre o Rio Douro – a Ponte do Infante – uma vez que o tabuleiro superior da Ponte D. Luís teve de ser fechada ao trânsito automóvel e convertido para o Metro; a ligação entre o Polo Universitário e o Hospital de S. João, na extensão de 1,2 quilómetros, com pequenos melhoramentos para o acesso à Escola Superior de Enfermagem; a conclusão da primeira fase da rede, sem a ligação à Trofa, entrando em funcionamento a ligação (linha E) da Baixa do Porto ao Aeroporto Sá Carneiro, numa extensão de quase 15 quilómetros.

Com a 2ª fase da construção do Metro do Porto, o Metro de Superfície chegou a Gaia, a Gondomar e a Pedras Rubras (para tudo isto houve dinheiro!), mas para a conclusão da 1ª fase, que ainda falta a ligação do ISMAI à Trofa, a desculpa tem sido a crise financeira. A Assembleia da República recomendou ao Governo, por mais de uma vez, para retomar o projeto de ligação do Metro do Porto até à Trofa, de acordo com resoluções publicadas em Diário da República. Também foi debatida, na Assembleia da República, uma petição assinada por mais de 8 mil pessoas a exigir o Metro até à Trofa. Tudo, sem qualquer efeito prático. O que tem existido é falta de vontade política.

A empresa Metro do Porto tem disponibilizado um serviço alternativo, em autocarros, entre o centro da Trofa e o ISMAI, cujos custos, até à data, já ultrapassaram os 2 milhões de euros. Por ser desajustado, não cativa as populações, que ficaram sem o seu meio de transporte habitual. Mesmo assim, regista mais de 120 mil validações por ano e viajam nesses autocarros mais de meio milhar de pessoas por dia. E a maioria não utiliza este serviço alternativo, pois tem de utilizar o seu próprio meio de transporte, para se deslocar para o trabalho.

Uma boa solução é a construção do Metro à Trofa em duas fases, sendo que a 1ª fase deverá ser a ligação do ISMAI à Serra-Muro, que servirá a maioria da população que ficou sem transporte. Aliás, esta proposta constou do programa sufragada nas últimas eleições autárquicas e que mereceu o voto maioritário dos trofenses. A 1ª fase terá um custo insignificante, pois o canal já existe e não necessita de grandes obras. A futura estação do Metro Serra-Muro, que já está projetada, tem uma excelente localização, para servir as populações da Trofa, que necessitem de viajar de Metro para o Porto, assim como uma parte significativa das populações do Muro, Guidões e Alvarelhos, para além da população laboriosa das Zonas Industriais de Lantemil-Bougado, Soeiro-Coronado, Monte Grande-Guilhabreu e Carriça-Muro, que são em número significativo. Sem esquecer o CICCOPN e o Parque de Avioso da Maia. O número de utentes aumentará exponencialmente, com o prolongamento da linha do Metro de Superfície. É um potencial enorme, que não tem tido cabimento nos pseudo-estudos de viabilidade do investimento.

A solução da 1ª fase, com a ligação do ISMAI até à Serra-Muro é uma opção inteligente. A futura estação Serra-Muro, para além da excelente localização, tem bons acessos e bons espaços para o estacionamento de viaturas. O poder central, não pode, nem deve escudar-se em estudos enganadores de reavaliação do projeto ou de verificação de condições para potenciar os rácios de custo-benefício do investimento, pois o que está em causa é a reposição de um meio de transporte, que foi surripiado às populações, há mais de uma década. Esta é a triste realidade. Metro para a Serra-Muro, já!

José Maria Moreira da Silva

moreira.da.silva@sapo.pt

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www.moreiradasilva.pt

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Edição 445

Garrafas de vidro para servir entradas (C/Video)

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Reglassbottle nasceu através da reutilização de vidro. André Maia dá uma nova vida a garrafas e transforma-as em travessas com utilidade na restauração.

Uma garrafa colocada num forno a centenas de graus centígrados, durante um determinado período de tempo, deforma-se e adquire a forma plana. À primeira vista, parece que este processo é realizado em vão, mas André Maia viu nele uma oportunidade de negócio.

A Reglassbottle é um projeto que nasceu, há cerca de três meses, com o objetivo de dar uma nova vida a garrafas utilizadas. Depois de ver a primeira peça sair do forno, por iniciativa do pai, André Maia resolveu dar-lhe utilidade. Se algumas terminam o processo de criação quando se tornam planas, outras passam por outras etapas, para tomarem outras formas. É desta forma que são criadas pequenas travessas, com utilidade na restauração, a área que André Maia está a explorar, inicialmente, para dar saída às peças já criadas.

Verdes, azuis, castanhas e brancas. São muitas as tonalidades de peças que a Reglassbottle tem à disposição, mas a variedade depende das garrafas conseguidas através das doações. A recolha é o primeiro passo do processo. André Maia recolhe as garrafas “em cafés e restaurantes da zona da Trofa”, separa-as e lava-as por fora e por dentro, para retirar “impurezas e resíduos”. “Às vezes, as pessoas pensam que eu estou a pegar em lixo, mas não, isto é material reciclável e a minha matéria-prima”, explicou, argumentando que esta é a etapa mais morosa e uma das evidências da sensibilidade ambiental que também sustenta a Reglassbottle. “O custo que tenho a preparar as garrafas é bastante superior àquele que eu teria se comprasse garrafas novas. Mas a ideia é utilizar um produto reciclado, dando mais sentido ao projeto”, sustentou.

Quando estão limpas, as garrafas seguem para o forno, “onde são sujeitas a temperaturas de forma controlada” para atingirem a forma plana e o aspeto cristalino. E daí seguem para o embalamento, uma etapa também “amiga do ambiente”. André Maia prescindiu das embalagens “mais estéticas” de madeira e preferiu fazê-las em cartão canelado, conferindo-lhe também a proteção necessária para o transporte.

De acordo com o destino da peça e com a vontade do cliente, André Maia personaliza as peças, inscrevendo desenhos ou letras, através de jato de areia, respeitando a premissa de espírito ambiental.

Para além da aplicação como travessas, André Maia já tem ideias na algibeira para apresentar brevemente, como na área da decoração.

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“A aceitação do projeto tem sido ótima. As peças têm tido um impacto maior do que estávamos à espera. Ainda não é aquilo que desejamos, mas estamos bastante contentes”, confessou André Maia, que avançou que, para já, o mercado é “quase local”. “Primeiro, vamos tentar chegar ao maior número de pessoas possível, expandir a marca e os produtos a nível nacional e depois vemos se temos condições de exportar”, confessou.

As peças podem ser vistas através do site da marca, em http://www.reglassbottle.pt/, ou através do Facebook, em https://www.facebook.com/Reglassbottle.

 

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