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Ano 2011

Concelho da Trofa: 13 anos a ver carneiros nas nuvens

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A divisão administrativa do país teve poucas alterações no decorrer do último século. Só foram criados 12 novos Concelhos, desde o início do século passado: oito na Primeira República; só um no Estado Novo (Vendas Novas, em 1962); também só um, em duas décadas e meia de democracia, de 1974 a 1998 (Amadora, em 1979); três no decorrer do ano de 1998. Neste ano, profícuo na criação de novos municípios, foram criados: Vizela, em 19 de março; Odivelas e Trofa em 19 de novembro.

A criação de um novo Concelho é sempre um facto marcante na vida dos munícipes desse Concelho. Os sonhos, muitos deles bem antigos, são concretizados e a esperança de uma vida melhor nasce no interior de cada um. Foi assim em todos os novos Concelhos; foi assim, com muito maior força e vigor, no Concelho da Trofa. Sonhos e esperança, uma legitimidade dos Trofenses. Já lá vão 13 anos!?!

Os outros Concelhos, criados no mesmo ano em que foi criado o Concelho da Trofa, tiveram uma dinâmica e um desenvolvimento interessante com a construção de equipamentos e atividades permanentes na área da cultura e do desporto. O mesmo não aconteceu no Concelho da Trofa, que quando nasceu como Concelho, os Trofenses estavam cheios de sonhos e esperança que depressa se desvaneceram.

Era a esperança na construção de um Concelho harmonioso e solidário com saneamento básico e água ao domicílio em todo o Concelho, equipamentos culturais e desportivos distribuídos por todas a Freguesias, novas redes viárias (variantes à EN14 e EN104 e circular à Trofa); parque escolar com qualidade; Metro de Superfície; realização de eventos de nível superior, construção do edifício dos Paços do Concelho. Ou seja: a construção de um Concelho modelo, um Concelho exemplar.

E o que se passa 13 anos depois e mais de trezentos milhões de euros (mais de sessenta milhões de contos) desbaratados? Muito marasmo e pouco ou nada em termos de obras, muita tristeza e uma dívida colossal de “bradar aos céus”. Um passado para esquecer, um presente sem chama e sem ideias e um futuro hipotecado. Não foi para isto que milhares e milhares de Trofenses, naquele histórico dia 19 de novembro de 1998, desceram às ruas de Lisboa para “Ir Buscar o Concelho”. Os Trofenses continuam a ver carneiros nas nuvens, como vêem obras feitas na Trofa; não porque estejam lá, mas porque procuram vê-las.

Foram 13 anos a defraudar as muitas expectativas. O Concelho da Trofa, em tempo de “vacas anoréticas”, é gerido com uma vacuidade absoluta, que é uma forma peculiar de nada fazer. A gestão municipal, tem sido um vazio total de ideias e obras e tem estado mais preocupada com a poda das anonas do que com o desenvolvimento do Concelho. Uma Câmara Municipal deve ser gerida por pessoas com ideias e capacidade de trabalho e terem a nobre missão de servir o Concelho e não estarem só preocupadas com um futuro melhor para si, para os seus filhos, enteados, irmãos, sobrinhos, amigos e amigos dos amigos.

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O Concelho da Trofa depara-se com a sua própria “decapitude” neste estado de entropia em que se encontra, pois em tão pouco tempo chegou a um estado de decadência e laxismo tal, que perdeu massa crítica, inteligência, força anímica e até já se fala em desmembrar-se. A desilusão tem sido uma constante. Não parece, nem é, a Trofa de há 13 anos atrás.

Os Trofenses mereciam muito mais e melhor! Mesmo assim, a falta de obras que justifiquem tanto dinheiro desperdiçado, as desilusões, as dívidas, o atoleiro em que se encontra e a falta de rumo não eliminou, nos Trofenses, a capacidade de sonhar e continuar a ter esperança em dias melhores. Pode viver-se sem obra e sem dinheiro. Mas é impossível viver-se sem sonhos nem esperança. Os Trofenses são assim. O futuro vai ser melhor. O futuro tem de ser melhor! A Trofa merece!

José Maria Moreira da Silva

moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

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A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

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Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

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O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

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