Rui Silva comandou o destacamento da GNR dos concelhos da Trofa, Santo Tirso e Valongo durante seis anos. Na hora da despedida, para abraçar outro projeto, não deixou de elogiar os militares que comandou.

Em outubro de 2005 assumiu o comando do destacamento de cinco concelhos. Trofa, Santo Tirso, Valongo, Vila do Conde e Póvoa do Varzim estiveram debaixo da alçada do Capitão Rui Silva. Em 2009, a área de responsabilidade do comandante do destacamento da GNR diminuiu para os três primeiros municípios, dando-lhe possibilidade de “otimizar as valências” e “proporcionar uma ação mais próxima do cidadão”.

Depois de quase seis anos a comandar o destacamento, Rui Silva deixou o cargo para abraçar um novo projeto: o comando do destacamento de trânsito do distrito do Porto.

Ao passar a pasta, Rui Silva deixa para o sucessor resultados muito positivos, inclusive no concelho da Trofa.

No que respeita aos crimes contra o património (como assaltos, furtos), em 2005, a Trofa contava com 630 crimes. Os números subiram no ano seguinte (662), sofreram uma pequena quebra em 2007 (653) e atingiram o “apogeu” em 2008 (846) e 2009 (710). No entanto, “graças à ação da GNR”, 2010 registou um número inferior ao registado em 2005, com 527 crimes.

“Estou bastante satisfeito, porque conseguimos cumprir os objetivos a que nos propusemos, que era reduzir a criminalidade”, afirmou Rui Silva em entrevista exclusiva.

Esta redução da criminalidade explica-se com o reforço da prevenção e do patrulhamento: “Conseguimos estes resultados com ações de sensibilizações e outras operações. Não temos o objetivo de dar a entender que na Trofa existe criminalidade violenta, mas estas operações servem para prevenir que esses delitos venham a ocorrer”.

Por isso, não é “à toa” que o destacamento da GNR apresenta outros números “satisfatórios”. “Desde 2010 que não registamos quaisquer assaltos à mão armada em postos de abastecimento, em agências bancárias ou em farmácias”, salientou Rui Silva.

Isto “é fruto da permanência contínua dos militares na estrada”, que através das operações “não têm o objetivo de autuar o cidadão, mas sim prevenir ou demover alguém que pretenda cometer um crime”.

GNR alargou áreas de intervenção

Mas a ação da GNR também se estende à proteção da natureza, aos programas especiais e à investigação criminal.

A primeira “envolve um patrulhamento”, que mesmo não sendo “o desejado”, tem tido “capacidade de resposta” e possibilitado algumas “investigações de incêndios que puderam indicar quem foram os seus autores”.

Falar em programas especiais é falar na “Escola Segura”, no “Comércio Seguro”, no “Táxi Seguro” e no “Idosos em Segurança”. “Esta área está a crescer, o efetivo foi reforçado e é objetivo desenvolver mais iniciativas”, acrescentou.

No que concerne à investigação criminal, tem-se registado “um trabalho profícuo com os tribunais, especialmente o de Santo Tirso”. “Temos tido sucesso nos processos e conseguido debelar alguns flagelos, como o tráfico de estupefacientes, que tiveram, direta ou indiretamente, repercussões na Trofa”, frisou Rui Silva.

Apesar de não serem os mais importantes, os grandes processos de apreensão ganham proporções especiais pois “têm impacto na comunicação social”. “Enquanto as outras operações acabam por ser o nosso dia a dia, estas podem envolver trabalho de um ano, em que é preciso carregar prova para o processo”, explicou.

E de entre os processos que liderou, Rui Silva elegeu o que resultou na apreensão de 200 armas, com 24 arguidos presentes a tribunal, como aquele que o deixou mais satisfeito, já que teve que comandar, num só dia, 400 militares.

Na hora da despedida, Rui Silva deixa largos elogios aos militares que comandou: “É possível manter o trabalho que tem sido feito até agora, pois a GNR tem excelentes profissionais”.

 

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