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Edição 413

Com uma política verdadeiramente de esquerda com o povo e ao serviço do povo, definitivamente fundaremos a «Terra da Fraternidade».

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No passado 2 de março de 2013 participei numa das maiores manifestações de sempre, e diga-se, que sou um homem vivido nestas experiências. Da Batalha aos Aliados, a cidade do Porto transbordou em emoções contraditórias. A Raiva e a Alegria de mãos dadas desceram Santa Catarina. Em Passos Manuel nasceu a esperança que superou o desalento e nos Aliados desaguou a vontade de intensificar a luta, derrubar muros, soltar ventos de liberdade e multiplicar a ânsia da libertação das troikas que nos amordaçam, sugam e empobrecem. Sim, desta vez foi claro o objetivo político: A demissão do governo, o termo desta política de direita, a expulsão da troika. As palavras de ordem, os objetivos anunciados pela organização, a larga maioria dos cartazes, tarjas e panos refletiam essa vontade indomável de ressuscitar os valores de Abril, a democracia de Abril, a liberdade de Abril. «O Povo unido jamais será vencido», «25 de Abril sempre, fascismo nunca mais», «demissão», e as palavras messiânicas daquela canção que seria senha da mais bela revolução do mundo, porque foi a minha e foi a nossa revolução, «Grândola vila morena, terra da fraternidade, o povo é quem mais ordena, dentro de ti ó cidade», troavam com vigor, passo a passo, conquistando a esperança, adquirindo a força e a energia necessárias na luta pela saúde, pela educação e pelos direitos ameaçados e roubados ditatorialmente pelo governo e pela troika.

O governo do PSD/CDS, que apenas faz mal aos portugueses, a quem retira direitos e sobrecarrega de impostos para enriquecer os ditos mercados ( bancos ) através de um juro altíssimo e indevido, o presidente da república que não sai do seu palácio, que apesar de dizer umas coisas acertadas de vez em quando, nada faz em socorro do povo português e de Portugal e a maioria parlamentar do PSD e do CDS que apoia esta politica e de onde saíram homens «decentes» como Dias Loureiro e Duarte Lima, apenas merecem uma resposta do povo português: um estrondoso pontapé no traseiro e serem corridos o mais rapidamente possível do poder. Depois necessitam de um fracasso aparatoso nas urnas nunca antes visto em Portugal. Espero que o povo português tenha memória e que não se esqueça de todo o mal que esta gente lhe fez e faz.

Em termos políticos necessitamos de uma alternativa. Esta só poderá residir na Esquerda. Com algumas das forças políticas de esquerda, nomeadamente do PCP, do PEV e do BE, já contamos. E com o PS contaremos? Ou irá o PS continuar a persistir no cumprimento do memorando que assinou e nesta política que nos conduziu aqui?

Esta política produziu uma queda do PIB de 7,7% desde o pedido de resgate, queda do investimento na ordem dos 50%, queda da procura interna de 20%. Esta política aumentou a dívida pública (50,8 pontos percentuais do PIB, metade da riqueza produzida pelo País, desde 2008), produziu centenas de falências, disparou o desemprego, agigantou a miséria e a exclusão social. Mais de um milhão e quatrocentos mil desempregados, dos quais menos de um terço recebe subsídio de desemprego, significa que a simples satisfação das necessidades básicas está em causa, significa um ilimitado contingente de homens e mulheres, jovens e menos jovens, sem recursos para pagar a casa, a água, a luz, a escola dos filhos, a comida que era suposto pôr na mesa.

As políticas das troikas e do memorando estão condenadas ao fracasso. E quando Passos Coelho diz que está tudo «em linha» com as previsões do Governo, mais não quer dizer que todo o dito plano de ajustamento é um plano deliberado com o fim de reduzir o País e o povo à miséria e que está tudo a correr nesse sentido.

Está o PS de acordo com isto? Ou estará disposto a romper com o memorando e com a Troika?

A manifestação nacional do passado 2 de março, com mais de dez por cento da população na rua, é bem representativa da vontade de romper com esta política, com o memorando e com a Troika. Só a renegociação da divida, como já amiúde se disse, deixará espaço para o investimento e o desenvolvimento de industrias produtivas, uma melhor distribuição da riqueza e o aumento da procura interna. E das duas uma: ou a Europa aceita isto, ou teremos de romper também com a Europa e com o Euro, reconquistando definitivamente a soberania nacional. A «Grândola Vila Morena» já a cantamos em protesto pelas ruas deste país. Reconquistando a soberania confirmamos ser «o povo quem mais ordena». Com uma política verdadeiramente de esquerda com o povo e ao serviço do povo, definitivamente fundaremos a «Terra da Fraternidade».

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Guidões, 4 de março de 2013. Atanagildo Lobo

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Edição 413

“No mundo do cavalo, a Feira da Trofa é uma das três melhores do País”

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A Confraria do Cavalo preparou a vertente equestre da Feira Anual da Trofa e considera que evento “é um dos três melhores” do País. Puro-Sangue Lusitano da Coudelaria Santa Margarida foi, pela segunda vez, o Campeão dos Campeões.

 “Em termos nacionais, há três feiras de topo no que diz respeito ao mundo do cavalo lusitano e a da Trofa é uma delas”. Esta foi a garantia deixada por Hélder Santos, grão-mestre da Confraria do Cavalo, no rescaldo de mais uma cerimónia de entronização, que já é marca da Feira Anual da Trofa.

Na noite de sábado, foram entronizados mais cinco novos confrades: Piedade Pidwell (Coudelaria Santa Margarida), Celeste Correia (Coudelaria Manuel Maia Correia), Jorge Oliveira (Coudelaria Quinta de Santo Isidro), Nuno Costa (Coudelaria Vale do Ave) e João Ralão (Secretário Geral da Associação Portuguesa de Criadores de Cavalos Puro Sangue Lusitano).

Os confrades são escolhidos em sede de assembleia, na qual “os nomes são discutidos” e os requisitos passam por ter “um reconhecido mérito no mundo dos cavalos ou uma relação estreita com a Feira da Trofa”. “Com os confrades honorários procuramos trazer figuras de reconhecido mérito internacional e muito relacionadas com o cavalo lusitano, ou tenham uma longa história de trabalho em prol do Puro Sangue Lusitano ou que por outros motivos, mas que sendo ainda mais jovens, têm reconhecimento por feitos desenvolvidos em torno da promoção do cavalo lusitano”, explicou Hélder Santos.

“Filho da terra”, Jorge Oliveira estava “muito orgulhoso” de ter sido convidado para fazer parte do quadro de honra da Confraria. Ligado ao setor leiteiro, através da Quinta de Santo Isidro, situada em Santiago de Bougado, Jorge Oliveira aventurou-se no hipismo e o objetivo é “atingir um nível de qualidade igual ou maior” como tem com a exploração de gado Holstein Frísia.

“Na Trofa, o hipismo é uma atividade que tem crescido muito em relação a outras. O cavalo é hoje uma referência e prova disso é a Feira”, afirmou em jeito de argumento que sustente a existência da Confraria do Cavalo na Trofa. “Ter nascido na Trofa é uma mais-valia para a nossa terra. O facto de o cavalo não ter origem no Norte não será desculpa para que não fosse assim”, acrescentou.

Hélder Santos complementa, referindo que “no concurso de modelo e andamentos, que é a prova rainha, houve 108 efetivos de elevada qualidade, reconhecida pelo júri e confirmada pela quantidade de medalhas de ouro atribuídas”. “A medalha é um título de mérito que se dá a partir de determinado valor que se atribui ao cavalo, por isso quer dizer que a qualidade do evento é muita. E não só em termos de seleção, também se nota o esforço que os criadores fazem para trazer os melhores da sua coudelaria à Trofa”.

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A Confraria do Cavalo espera “atrair outras coudelarias” para participarem na próxima edição, mas já garantiu que em 2014 “haverá surpresas muito agradáveis”.

 

Coudelaria Santa Margarida faz pleno

E pelo segundo ano consecutivo, El Rei da Sernadinha arrasou a concorrência e arrecadou o título de Campeão dos Campeões da Trofa. O Puro-Sangue Lusitano castanho, pertencente à Coudelaria Santa Margarida, de Luís Pidwell, conquistou o júri e venceu a prova rainha da vertente equina da Feira Anual da Trofa: o concurso de modelo e andamentos. “Para quem cria cavalos, este é o prémio máximo”, sublinhou Luís Pidwell, que acrescentou que este cavalo é “um vencedor”, já que, para além de dois títulos na Trofa, já conquistou “vários prémios na sua classe”, inclusive “na Golegã e Lisboa”.

“Há três anos que vimos aqui e gostamos muito, pois somos bem recebidos. Tem um ambiente muito agradável”, afiançou.

A Coudelaria Santa Margarida fez o pleno, ao ser consagrada como melhor coudelaria e ao ver distinguido um dos seus apresentadores: Fábio Ventura.

“Não esperava a distinção porque, como é óbvio, quando vimos, sabemos que há sempre vários apresentadores e nunca sabemos com o que podemos contar. Depende muito dos animais, da forma como eles nos deixam trabalhar. Para ser o melhor apresentador é preciso muito trabalho, ver e procurar saber quais são os critérios do júri, saber como eles querem que o cavalo seja apresentado e, acima de tudo, estar muito atento às outras apresentações para sabermos o que podemos melhorar nas nossas”, referiu o jovem, em declarações ao NT e à TrofaTv.

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Para Joana Matos, Chanceler da Confraria do Cavalo, este ano ficará marcado como “uma das melhores edições” da Feira, pelo “feedback dos criadores, convidados e público”. “Tentamos melhorar ao nível da organização na chegada dos animais, da sua instalação e tentamos preencher o programa para que não houvesse momentos mortos no picadeiro e, assim, conseguirmos ter público sempre presente”, explicou.

Um dos momentos altos foi “a tarde de domingo, altura que contou com mais público”, a par “da gala de sábado à noite”, que foi “um espetáculo bonito”, adiantou.

No recinto da Feira estiveram “entre 350 a 380 cavalos”, que participaram em atividades como modelo e andamentos, horse paper, cavalhadas, equitação de trabalho (maneabilidade, ensino e velocidade), horse ball e atrelagem.

Na sexta-feira à noite, o picadeiro foi palco da já tradicional garraiada, que atraiu várias centenas de pessoas.

 

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Raças Autóctones com os melhores exemplares

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 Os concursos pecuários das raças Arouquesa, Minhota e Barrosã contaram com “os melhores exemplares”. Associações e criadores notaram a evolução da Feira Anual da Trofa.

 As raças Arouquesa, Minhota e Barrosã contaram com os “melhores exemplares” nos concursos pecuários da Feira Anual da Trofa. Este ano, as competições decorreram durante os três dias do certame e a raça Arouquesa foi a primeira a entrar “em campo”, na tarde de sexta-feira.

Segundo Fernando Moreira, presidente da ANCRA – Associação dos Criadores da Raça Arouquesa,

os animais a concurso foram “magníficos”, o que comprova os “27 anos” de “desenvolvimento e melhoramento da raça”, que cada vez mais vai tendo “melhores exemplares”. “Dada a distância”, o efetivo de animais presentes “não foi na sua totalidade”, mas, para o presidente, os que estiveram presentes “representaram bem a raça”, o que “orgulha muito” a associação.

Quanto ao alargamento de mais um dia para o concurso das raças autóctones, o presidente da ANCRA declarou que era “bom” não só para “a região”, como também para “os expositores e criadores de gado”, para a população local e para “as pessoas que vêm de fora”. “É neste tempo conturbado que fazemos esforços para transformar as adversidades em oportunidades e em expectativas futuras que o nosso povo bem precisa”, mencionou, concluindo que a organização “está de parabéns”.

Também Nélson Valente, vice-presidente da associação e criador de gado, elogiou a organização do certame, que tem “melhorado o espaço”. Quanto ao concurso, o criador estava “muito feliz” por mais uma vez estar a participar, pois “continua a ser um grande concurso” e são todos “bem acolhidos”.

O criador José António Ribolhos sentia-se “feliz” por ter ganho “três prémios”, dois primeiros e um quarto. “Gosto de tratar destes animais e tenho o melhor exemplar. Também a filha deste é a melhor que ainda aí”, contou.

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O criador, que já há “uns anos” que vem à Feira Anual, mencionou que esta está “cada vez melhor”, mesmo na qualidade dos animais participantes.

Como já vendo sendo habitual, a manhã de sábado foi dedicada à raça Minhota. Este ano, o concurso contou com a presença do secretário de Estado, Francisco Gomes da Silva, que entregou o 1º lugar ao criador do melhor exemplar de novilhos inteiros e de vacas após o primeiro parto.

Para Teresa Moreira, presidente da APACRA – Associação Portuguesa dos Criadores de Bovinos da Raça Minhota, estes são “animais excelentes”, “com dupla e até tripla aptidão”: produção de carne, leite e trabalho, apesar de nos dias de hoje ser “pouco utilizado no trabalho”.

Para a presidente da APACRA, os animais a concurso eram “geneticamente muito bons”, tendo notado “uma diferença muito grande em relação aos anos anteriores”. “É de louvar o sacrifício que os criadores fazem para suportar as despesas para conseguirem animais com este porte. Não imagina as quantidades das rações e de comida que um animal destes já comeu para estar neste ponto”, enalteceu.

Quanto ao certame, Teresa Moreira denotou a sua evolução, reconhecendo que tem sido feito “um esforço muito grande” por parte da Junta de Freguesia de S. Martinho de Bougado e da Comissão de Agricultores “em melhorá-lo”. “Têm dado mais dignidade ao espaço para exposição de animais e para a realização do concurso. Mesmo estando na crise em que estamos, tem-se notado uma grande evolução e, contrariamente àquilo que acontece, a Trofa vai mostrando bastante dignidade”, concluiu.

“Contente” com este certame estava também António Sousa, criador de Lousada, que arrecadou “dois primeiros lugares e um terceiro”. “É uma feira bem organizada, com bons prémios e um gado da raça que não tem paralelo”, denotou.

O último dia do certame ficou destinado à raça Barrosã, que, segundo José Leite, secretário Técnico do Livro Genealógico da Raça Bovina Barrosã, contou com “os melhores animais”, no que diz respeito aos bois de trabalho, às vacas, às novilhas e aos touros. Tendo sido realizado no domingo, o concurso contou com “uma maior assistência” relativamente a anos anteriores. “Um concurso de elevado nível, com grande participação e grande participação do público também. É para nós salutar ver as pessoas a baterem palmas, porque de facto valeu a pena e foi um concurso que me deixou completamente realizado”, frisou.

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Para José Leite, a Feira Anual da Trofa, bem como a Agro, em Braga, são as que têm “as melhores condições”. No caso da Trofa, dá para trabalhar com o “grande apoio” da Junta de Freguesia e da Comissão de Agricultores. “Vemos que há muito trabalho por trás e depois há muita entrega e empenho destas pessoas para que este evento corra como sempre correu que é de uma maneira maravilhosa”, finalizou.

No balanço dos concursos pecuários das raças autóctones, António Sá Padrão, elemento da Comissão de Agricultores, estava satisfeito com os “muitos exemplares” presentes. Este ano as competições decorreram num só local, o que para António Sá Padrão “melhorou” a realização das mesmas, uma vez que havia “mais espaço” o que trouxe “mais ânimo às associações”. “Foi bom, teve mais público, que encheu o nosso recinto, onde decorreu a exposição de gado e onde se entregou os prémios”, salientou.

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