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Edição 452

Colaboradores da Unicer reabilitam loja solidária da Cruz Vermelha

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Uma equipa de colaboradores da empresa de bebidas Unicer desenvolveu um projeto de reabilitação da loja solidária da delegação da Trofa da Cruz Vermelha. Resultado orgulhou voluntários e deixaram satisfeitos responsáveis da instituição.

A meio da tarde de 5 de dezembro, o sorriso de Cláudia Fernandes falava por si. A colaboradora da Unicer, que liderou um projeto solidário apoiado pela empresa de bebidas, recebeu rasgados elogios dos responsáveis da delegação da Trofa da Cruz Vermelha Portuguesa (CVP), pela reabilitação do espaço da loja solidária, situada na Rua de S. Martinho, em Bougado.

O trabalho fez parte das dez propostas selecionadas por um júri da Unicer, no âmbito do Projeto de Natal da empresa, que foi lançado no Dia Internacional do Voluntariado (5 de dezembro).

Ao tomar conhecimento da existência da loja solidária da delegação trofense da Cruz Vermelha, Cláudia Fernandes entendeu que era necessário dar-lhe uma nova cara. “A minha primeira impressão foi entrar em pânico pela forma como as coisas estavam. Pela ajuda que a CVP dá neste tipo de loja, era importante que o espaço estivesse mais organizado e arrumado”, explicou.

Depois de ter “luz verde” do júri, Cláudia montou uma equipa, composta por colegas de trabalho, e começou a trabalhar. “Procuramos fornecedores que nos pudessem ajudar a fazer uma planificação em 3D, para podermos saber onde podíamos colocar as estantes e a melhor forma de coordenar todo o projeto”, contou.

No dia 5 de dezembro, com tintas, rolos, tabuleiros, estantes lacadas, fita-cola e outros materiais, a equipa pôs “mãos à obra” e deu um novo sentido aos “sorrisos” que a instituição trofense procura criar, diariamente.

“Magia” foi a palavra utilizada pela vice-presidente da delegação da Trofa da CPV, Maria José Ribeiro, para traduzir o resultado da reabilitação do espaço que “precisava de uma intervenção”. “Ficamos muito felizes quando nos apresentaram o projeto, imaginamos que podia ficar bem, mas ficou muito além do que pensamos. A loja ficou maravilhosa”, frisou.

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A responsável agradeceu “à Unicer e seus colaboradores, aos proprietários da loja, que cedem o espaço gratuitamente e permitiram a intervenção, e à dona Conceição, que nos oferece a luz do espaço”.

“Pessoas e empresas” doam, periodicamente, roupa e outros artigos utilitários que são colocados na loja solidária. A instituição oferece a quem mais precisa e vende, a preços baixos, ao restante público, e as verbas são utilizadas para “comprar alimentos para o refeitório social”, a Porta de Sabores. “No mês passado, servimos mil refeições e o número de famílias que ajudamos no refeitório está a aumentar de mês para mês”, sublinhou.

A reabilitação do espaço da loja solidária foi uma das dez propostas que a Unicer levou a cabo a 5 de dezembro, no âmbito da “responsabilidade social” da empresa. Nesse dia, para além dos voluntários que trabalharam na Trofa, outros ajudaram mais pessoas “de Norte a Sul do país”, explicou Orquídea Dias, responsável pelo projeto de Natal da Unicer.

Depois de implementadas, as propostas vão ser analisadas para se eleger a melhor, sendo que “a beneficiária será a instituição apoiada”, com “oferta de bebidas para o ano de 2014”, concluiu.

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Edição 452

Jovem de S. Romão lança livro com “testemunhos e reflexões pessoais”

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Com 19 anos, Emanuel António Dias decidiu escrever “reflexões pessoais para dar a ver ao Mundo que, às vezes, nem sempre tudo tem que ter uma razão, que nem sempre tudo tem que fazer sentido e, ao mesmo tempo, mostrar que cada um de nós tem uma história que deve ser partilhada”. O jovem residente em S. Romão do Coronado vai lançar o livro “Porque nem tudo faz sentido…” a 5 de janeiro de 2014, às 17 horas, na Junta de Freguesia do Coronado .

A obra surgiu a partir dos textos escritos no blogue pessoal (www.porquenemtudofazsentido.blogspot.pt), que “começaram a ter algum sucesso”. “Depois de mais de 11000 visualizações e de incentivo de vários amigos decidi aventurar-me a transformar o blogue num livro de testemunhos e reflexões pessoais. Foi então que depois de ter enviado alguns emails para várias editoras, que recebi uma proposta da Chiado Editora para fazer a edição de um livro”, contou ao NT.

Na sinopse da obra, Emanuel António Dias refere que “reflexivo, calmo, mas também intempestivo, este livro leva-nos a refletir e a perceber que há muitas coisas importantes na nossa vida”. “Iremos perceber com ele que há diversos aspetos aos quais não damos o devido valor, mas que ainda estamos a tempo de valorizar”, frisa ainda.

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Edição 452

Natal 2013 – Mensagem do padre Alberto Vieira

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Aproveito este meio de comunicação da nossa terra para saudar todos e cada um de vós.

Nestes dias festivos as saudades da terra são maiores, mas a alegria de estar no lugar onde se contribui para um mundo novo com valores novos do Evangelho animam a minha presença nesta terra de Moçambique onde cheguei, pela primeira vez, em 1989.

 

Maia é aquela que sabe transformar um curral de animais na casa de Jesus, com uns pobres paninhos e uma montanha de ternura.

É a Mãe do Evangelho vivente!

Há um estilo mariano na atividade evangelizadora da Igreja.

PAPA FRANCISCO, Ex. Ap. Evangelii Gaudium (286-288)

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Natal 2013

Amados irmãos e irmãs. Queridos/as amigos/as

De novo estamos no Natal.

O tempo é sempre de vida e de VIDA em abundância, tanto humana (Natal) como divina (Páscoa).

Mas aqui em Moçambique os sinais de morte insistem em manifestar-se. O povo e a igreja lutam pela paz. Mas os grandes deste país teimam em resolver as diferenças pelas armas.

Neste momento de dor, angustia e desespero do povo moçambicano causado pelo regresso à guerra no país, queremos unir a nossa voz à voz do povo que clama pela paz e respeito da vida (Bispos de Moçambique).

Como sabem cheguei a Moçambique em 1989 durante a grande guerra civil. Depois das lágrimas rejubilei com a paz alcançada em 1992.

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Experimentei guerra, paz e de novo guerra. Por isso faço minhas as palavras dos bispos de Moçambique: Exigimos que parem imediatamente toda a forma de hostilidades, confrontos armados e que se reabra o caminho do diálogo. O mesmo deve ser sincero e efetivo.

Só na paz e com paz se experimenta o Natal de Jesus, o Emanuel, (Deus connosco). Vivamos em paz e não nos cansemos de lutar por este dom divino para todos os povos e pessoas.

É dentro desta esperança que partilho convosco mais uma experiência de missão.

Hoje fui visitar a comunidade de Santa Clementina Anwarite de Nimama. Deveria levar o Nissan mas, não foi possível. Os meus irmãos, no regresso de Nampula, onde tinham ido com aquele carro, tiveram imensa sorte em cá chegar.

Assim logo na manhã de ontem viu-se uma mola partida, e de que maneira! Fez-se a reparação até perto das 15.00h. Só depois disso se descobriu também que o veio de ligação estava mesmo para cair. Se tal tivesse acontecido na viagem ficariam no caminho sem hipótese de reparação no local. Tentou-se reparar durante o dia de ontem mas não se conseguiu. Hoje foi-se fazer o serviço com um mecânico daqui de Ribaué. Só se terminou no final do dia.

Assim por causa da avaria do carro fui a Nimama numa mota alugada. Veio o Jak Lino a acompanhar-me. Levou-me 500,00 mts. Eu ofereci-lhe ainda a galinha que me deram como oferta da comunidade. Porém valeu a pena.

Na ida ainda fui a pé todo o percurso do costume quando vou de carro. Fiz isso para acompanhar o animador da zona de Mwaliwa e os cristãos da comunidade que vieram esperar-me. Acompanharam-me com os cantos de boas vindas ao longo de todo o percurso. No regresso, como o Jak tinha conseguido chegar até à capela, vim diretamente de mota até casa. Assim não tive de fazer o percurso de 35 minutos a pé como seria normal quando vou de carro. Neste caso tenho de o deixar antes do rio, na casa de um catequista para que esteja em segurança.

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Durante as confissões lá em Nimama aconteceu uma coisa linda. Algo digno do Natal que se avizinha!

Aqui é normal, as mamãs virem confessar-se com as crianças às costas. Pois uma mamã tinha às costas a sua criança. Penso que com cerca de 2 anos. Enquanto a mamã se confessava a criança controlava o padre. E de que modo…! Estava sempre com os olhos fixos em mim. Depois quando chegou o momento de eu falar para a mãe ela fixou-se ainda mais atentamente, e sem medo, em mim.

No momento em que, para a absolvição, eu estendi as mãos sobre a cabeça da mamã, ele, fez o mesmo. Colocou as suas mãos na cabeça de sua mãe.

Que lindo sinal cristão realizou esta criança!

Viva a Missão!!!.

Um abraço de gratidão e amizade para todos/as.

Santo e alegre Natal e melhor ano 2014 cheio de Deus!

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Vosso, fraternalmente, Alberto Vieira, mccj

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