Andreia Sá, atleta do Futebol Clube do Porto, foi a vencedora do Torneio de bilhar feminino organizado pelo Clube Slotcar da Trofa.

Inicialmente praticado apenas pelos homens, o Bilhar é cada vez mais um desporto escolhido também pelas mulheres. Prova disso é a organização do Torneio da responsabilidade do Clube Slotcar da Trofa/GMLUX que juntou, no sábado, dez mulheres em torno das mesas de bilhar.

De camisolas amarelas, com o nome do clube, as atletas nacionais consagradas, pertencentes a equipas como o Futebol Clube do Porto, Benfica, Leixões, BCP e Dany Bar, competiram com grande desportivismo. Tanto no início como no final o jogo, era oficializado com dois beijos entre as atletas.

“É uma modalidade que já não é vista como um desporto de café ou de homens. Temos tido grandes atletas femininas, com boas prestações”, confessou Luísa Leal, vice-campeã nacional de pool na modalidade de bola dez, antes de iniciar mais um jogo. A atleta de 27 anos, que veio de Santo Tirso, mostrou-se satisfeita por encontrar num concelho vizinho “um clube que apela à divulgação do bilhar feminino”.

No Norte existem “cerca de 50 jogadoras” deste desporto, mas de acordo com Sara Rocha, campeã nacional de pool, nas vertentes bola nove e dez, não existem “muitas iniciativas destas”, porque na generalidade os torneios são organizados apenas para “os atletas masculinos”.

Estas duas jogadoras fazem parte da equipa de bilhar feminino do Sport Lisboa e Benfica e para os dirigentes do Clube Slotcar da Trofa, poder ouvir estes elogios, significa que parte dos objectivos da organização deste Torneio foi alcançada. “Para além de o bilhar ter muitos elementos do sexo masculino, queremos também apostar no escalão feminino e nos jovens”, avançou Mário Costa, presidente do Clube. A colectividade tem já “alguns elementos femininos a participar”, no entanto Mário Costa garante que “o clube é para todos”, por isso são aceites inscrições.

No final do Torneio, apenas uma jogadora poderia sair vencedora. Andreia Sá, atleta do Futebol Clube do Porto, bateu na final Luísa Leal por quatro partidas a duas, terminando o torneio sem nenhuma derrota.

 A perícia do bilhar

O bilhar é um desporto que “exige perícia”, apela à concentração e promove o espírito de grupo. No entanto, cada jogo, embora colectivo, depende sempre de uma prestação individual e das tácticas de cada jogadora. Para dar a tacada certeira é necessária “muita concentração”. Quem o diz é Luísa Leal, que muitas vezes é “desafiada” pelos homens, que não se vêem “a perder com uma mulher”.

Sara Rocha, de 29 anos, joga bilhar “desde pequenina” e deu “os primeiros passos” na modalidade com o pai. “Só há cerca de quatro anos é que eu conheci a Academia de Bilhar de Braga, onde fiquei a saber que havia competição feminina através da Federação Portuguesa de Bilhar e foi aí que eu evoluí”, explicou a atleta.

“Puxar bola, seguir bola, dar efeitos e o jogo mental” são as tácticas utilizadas por todas as atletas, capazes de desafiar qualquer homem para uma partida.