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Ano 2008

Cinquenta anos ao serviço do Trofense

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Central possante, Domingos afirma que "punha a cabeça onde os outros punham os pés". Medo não era palavra que constasse no seu vocabulário: "não tinha receio de me atirar à bola e ficava ainda mais satisfeito quando encontrava um adversário à altura".

   "Estávamos a vencer o jogo da final e estava mesmo a acabar, mas a ansiedade era tanta que tive que dizer ao árbitro para parar com aquele sofrimento. Bastou dar um chuto na bola e ele fez-me a vontade. Acabou-me com o sofrimento". Domingos Peixoto recorda com emoção esta e muitas outras situações como jogador do Trofense entre 1958 e 1963 e desde então como dirigente do clube. Com 70 anos, entrou no "clube de coração", graças ao interesse de um antigo treinador que foi contratado para comandar a equipa da Trofa. "Nessa altura estava na tropa, em Braga, e o meu antigo treinador no Merelinense, António Marques, e fez questão de me levar para o Trofense. Fiz alguns treinos e os directores interpelaram-me no sentido de assinar pelo clube, assegurando-me trabalho e assim foi".

Desde a sua entrada até pendurar as botas, Domingos guardou muitas recordações, entre as quais duas subidas no regional, em jogos com o Desportivo das Aves e Rio Tinto. Central possante, Domingos afirma que "punha a cabeça onde os outros punham os pés". Medo não era palavra que constasse no seu vocabulário: "não tinha receio de me atirar à bola e ficava ainda mais satisfeito quando encontrava um adversário também à altura".

Um mar de recordações

 Quando deixou de jogar futebol, os dirigentes do clube decidiram homenageá-lo, na época de 1968/69, oferecendo-lhe um relógio, que continua a ser seu acessório. "A partir daí continuei no clube como dirigente até aos dias de hoje".

Até hoje Domingos colecciona momentos inesquecíveis que o acompanharão para sempre. Desde as brincadeiras com os colegas no balneário, em que se amarravam as roupas até ao apoio incondicional para a não comparência do Trofense no jogo com o Varzim no célebre ano de 1993, o dirigente confessou que o Trofense será sempre o "clube do coração".

Domingos sublinhou ainda que ganhou muitos amigos em 50 anos como membro do clube: "sou muito acarinhado por todos no clube e até por outras pessoas de fora ligadas ao futebol. Por exemplo, o árbitro Paulo Paraty, na final da Liga Intercalar aqui na Trofa, fez questão de vir cumprimentar-me e levar-me ao encontro do seu pai, que também foi árbitro".

Uma subida emocionante

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Como adepto incondicional do Trofense viveu com grande entusiasmo a subida à Bwin Liga, no passado domingo: "foi uma grande emoção. No final do jogo nem consegui conter as lágrimas", referiu.

Grande admirador de Toni, "grande treinador e boa pessoa", Domingos manifestou a vontade de ver o técnico no comando da equipa na próxima época e afirmou ainda que acredita que a equipa vai fazer um bom campeonato na Primeira Liga: "Com muita vontade e sacrifício de todos os trofenses, penso que iremos fazer um bom campeonato".

Domingos deseja, entretanto, que no próximo fim de semana em Portimão, a equipa lhe dê mais uma alegria, sagrando-se campeão da Liga de Honra.

Cátia Veloso

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Ano 2008

Cinco mulheres atropeladas, duas em estado grave

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 Dois feridos graves e três ligeiros é o balanço de um acidente de viação, esta segunda-feira, junto à empresa Ricon, em Ribeirão. O condutor do veículo terá ligado ao sogro a pedir auxílio, abandonando depois o local do sinistro, visivelmente transtornado. As mulheres já não correm risco de vida.

 José Marcelino nem queria acreditar no que viu quando regressou de uma tarde de pescaria. “Quando me aproximei do meu carro, que tinha ficado estacionado no sentido Ribeirão/EN14, vi que estava virado em sentido contrário e só quando cheguei perto da viatura me apercebi do que tinha acontecido. Tinha o carro com a parte lateral esquerda completamente desfeita”, adiantou ao NT, José Marcelino ainda mal refeito do susto.

O proprietário do Opel Vectra ainda estava incrédulo com os contornos deste acidente. “Ouvi sirenes enquanto estava a pescar mas como tinha o meu carro bem estacionado nunca pensei que a minha viatura estivesse envolvida”, adiantou.

O palco do acidente foi a Avenida da Indústria, perto da empresa têxtil Ricon, envolvendo três viaturas ligeiras e, segundo o NT conseguiu apurar, resultou de “uma colisão lateral entre dois ligeiros seguida de despiste e atropelamento de cinco peões”, adiantou fonte da Brigada de Trânsito de Braga, que esteve no local.

Alegadamente, as duas viaturas seguiam no mesmo sentido: “Uma das viaturas ia estacionar e a outra tocou-lhe, despistou-se e atropelou as pessoas que iam na berma, batendo ainda numa terceira viatura que estava estacionada. De acordo com a Brigada, trata-se de uma zona sem passeio, mas os peões “circulavam do lado correcto da estrada, com o trânsito de frente”. Os veículos seguiam no sentido poente-nascente, em direcção à EN14.

O acidente terá acontecido às 12.50 horas quando as vítimas, com idades entre os 30 e os 45 anos, regressavam ao trabalho após a hora de almoço. Segundo o NT conseguiu apurar, duas das mulheres são residentes na Trofa e as outras três serão de Ribeirão.

As vítimas foram transportadas para o Hospital S. Marcos em Braga e para o Centro Hospitalar do Médio Ave, unidade de Famalicão.

A mulher de 34 anos de idade, residente na cidade da Trofa, está estável e internada em Braga e segundo um familiar contactado pelo NT, “sofreu fracturas nas duas pernas, num braço e na bacia, apresentando ainda costelas partidas com perfuração dos pulmões, mas não corre riscos de vida”, adiantou. A vítima esteve consciente e contou aos familiares como tudo aconteceu: “Estava a chover, o veículo seguia em direcção à EN 14, estava a ultrapassar um outro que se encontrava parado, acabando por embater no veículo, abalroando ainda uma segunda viatura, e acabou por colher as cinco funcionárias da Ricon”.

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Outra das vítimas, que se encontra internada no Hospital de S. Marcos, apresenta lesões na coluna.

O condutor do veículo, que ficou “transtornado com o acidente”, abandonou o local “com medo que lhe batessem”, segundo confirmou a esposa, garantindo que ele ia entregar-se às autoridades.

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Ano 2008

Campeonato nacional é objectivo a alcançar

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Juniores do Trofense lideram campeonato

 Todas as equipas dos diferentes escalões do Clube Desportivo Trofense aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital.

 O frio que se sente no Complexo de Paradela nesta altura do ano não é obstáculo para os jovens que integram os escalões do Clube Desportivo Trofense. O sonho de um dia chegar ao patamar mais alto do futebol faz com que os poucos graus centígrados sejam esquecidos e a bola torna-se no único acessório de valor para os pequenos craques em altura de treinos e jogos.

Com a nova direcção liderada por Rui Silva, o departamento de futebol do Trofense modificou estratégias e delineou novas metas, numa clara aposta na formação para conferir ao clube expressividade na captação de jovens talentos. Todas as equipas dos diferentes escalões aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital, com quatro pontos de avanço sobre o segundo classificado, Paços de Ferreira. Todos alimentam o sonho de qualquer jovem no seu lugar: serem chamados para integrar o plantel sénior da equipa.

Jorge Gonçalves é o treinador da equipa há três anos. Já tinha integrado o departamento de formação noutra altura e depois de um período em que experimentou outros clubes decidiu “aceitar o convite do coordenador Jorge Maia” para abraçar um projecto de quatro anos, que está “a correr conforme o planeado”, afirmou em entrevista exclusiva ao NT/TrofaTv.

Os dois primeiros anos serviram para “criar condições para tornar a equipa competitiva”, no sentido de atingir a subida aos nacionais. “Esse é o patamar onde os jogadores poderão evoluir melhor”, referiu.

O projecto não abrangeu apenas o escalão júnior e os resultados de um trabalho “árduo” começam a notar-se: “Neste momento, nas camadas jovens, os juniores estão em primeiro lugar, os juvenis estão em terceiro lugar a um ponto do segundo, os iniciados estão em segundo lugar e os infantis ocupam o terceiro lugar”.

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Actualmente a ocupar, confortavelmente a liderança, os jogadores desfrutam do sucesso “confiantes no seu valor”. No entanto, há necessidade de “equilibrar as mentalidades para que eles não se deslumbrem”, adiantou Jorge Gonçalves que reforçou o facto dos feitos de hoje “serem fruto de um trabalho de três anos”.

O técnico considera que os resultados positivos são fruto da sintonia entre o departamento de formação e a direcção do clube e sabe que Tulipa, treinador da equipa sénior, está atento ao trabalho desenvolvido pelos juniores. “Existe uma grande comunicação entre o departamento e a equipa técnica profissional. Sei que (Tulipa) já veio ver um ou dois jogos da equipa e alguns juniores têm ido treinar com os seniores com alguma regularidade. Integraram, aliás, o jogo da Liga Intercalar e fizeram uma boa figura, com um excelente desempenho”, acrescentou.

O treinador acredita nas capacidades dos jovens para poderem fazer parte do plantel sénior, mas não esquece que “existem muitos outros factores, como estar no sítio certo no momento certo, a posição do jogador ou se o treinador estiver mais necessitado e também há o aspecto da coragem para o fazer”.

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