“O Meu Cantinho de Terra” foi um projeto iniciado pela Santa Casa da Misericórdia, em 2010, e que atualmente apoia 27 famílias, que cultivam para subsistência.

Couve, alho-francês, ervilha e feijão. Estes são alguns dos muitos produtos que brotam da terra, graças à dedicação daqueles que cuidam de cerca de três mil metros quadrados disponibilizados pela Santa Casa da Misericórdia da Trofa.

João Fernandes é um dos que passa mais tempo na horta. “Entro de tarde e saio à noite e assim será até à reforma”, contou ao NT. Nasceu na lavoura, mas como vive em apartamento, o talhão de terra disponibilizado pela Misericórdia há dois anos deu-lhe a oportunidade de fazer o que gosta e acompanhado pela esposa, Rosa Matos, que também “percebe da área” por ter raízes na agricultura.

No cantinho de terra, João e Rosa cultivam “alho francês, penca, couve-coração, nabiça e pimentos”, os mais utilizados em casa.

Assim como este casal, mais vinte e seis famílias cuidam dos talhões que, em 2010, foram criados pela instituição e mereceram, logo à nascença, reconhecimento nacional, no Prémio Manuel António da Mota, por contribuir para combater a pobreza e a exclusão social.

Cinco anos depois, o projeto “O Meu Cantinho de Terra” é “a menina dos olhos” do provedor Amadeu Castro Pinheiro, que não escondeu o “medo” inicial por “não saber como as pessoas iam aderir”. “Passado todo este tempo, é com alegria que sentimos que este projeto foi e está a ser um sucesso”, referiu, sem esquecer de destacar “a dedicação e empenho de várias pessoas, como os técnicos e o mesário responsável por este pelouro”.

Novo projeto

Para “o início do ano”, anunciou o provedor, está prevista a abertura de um novo “Cantinho de Terra”, em S. Romão do Coronado, com uma área similar ao já existente na cidade da Trofa.

“Esta Santa Casa não para. Temos projetos constantemente e neste momento estamos numa fase de analisar aquilo que fizemos até agora e o que precisamos fazer no futuro”, sublinhou.