As tradicionais Festas da Páscoa em Cidai realizaram-se com uma Comissão de Festas renovada. Para colmatar a falta de pessoas que organizam estas actividades, Joaquim Ferreira, presidente da Comissão de Festas de 2008, confessou ao NT a vontade de ver nascer uma associação na aldeia.

As Cruzes do Compasso juntam-se em Cidai e seguem ao fim da tarde para a Igreja MatrizAproximava-se a data das festas da Pascoa e não se vislumbrava no horizonte nenhuma comissão de festas e muito menos programa para alegrar o fim-de-semana em Cidai, Joaquim Ferreira e algumas pessoas de Cidai decidiram afixar uma convocatória para marcação de uma reunião a realizar no dia 26 de Fevereiro com o intuito de se formar uma Comissão de Festas que haveria, em puco mais de tres semanas organizar as Festas da Pascoa de Cidai.

José Ferreira, presidente da Comissão relembra que "apareceram cerca de uma dúzia de pessoas" que integraram a comissão e colocaram maus à obra para não deixar cair esta tradição de muitos anos.

Apesar dos poucos recursos e tempo de que dispunham os elementos contactaram a Junta de Freguesia, o pároco de Santiago de Bougado – Armindo Gomes, os habitantes, empresas da aldeia e a Câmara Municipal da Trofa, que "colaboraram desde logo" e apoiaram com dinheiro e recursos a realização desta Festa.

Ao longo de três dias, 22, 23 e 24 de Março, a aldeia de Cidai foi palco de várias iniciativas com a participação do Grupo Sons e Cantares do Ave, do cantor Joca, do Rancho Etnográfico de Santiago de Bougado, do Rancho Infantil da Escola Primária de Cidai e o Rancho de São Cosme de Gemunde, Maia, para além dos habituais festejos católicos. A Tradição ainda é o que era e no Domingo de Páscoa, ao final da tarde os elementos do compasso juntam-se em Cidai para dar por encerrada a volta de cada Cruz e dali partem rumo à igreja Matriz de Santiago de Bougado onde decorre a Eucaristia.

Joaquim Ferreira nunca tinha integrado uma comissão, por isso, informou-se e pediu ajuda às entidades locais. Visto que são apenas uma comissão de festas provisória e não uma associação a Câmara e a Junta de Freguesia não puderam ajudar com dinheiro, mas disponibilizaram outro tipo de ajudas. "A sugestão do presidente da Junta foi, aproveitar os protocolos que têm com algumas associações e ranchos, e "ofereceram-nos" o Grupo Sons e Cantares do Ave, que integramos no programa de domingo à noite, o Grupo de Danças e Cantares de Santiago de Bougado, o Rancho Etnográfico de Santiago de Bougado e o Rancho Infantil da Escola Primária de Cidai. O Grupo de Danças e Cantares acabou por não ir, visto que tinham um problema com um tocador, mas pediram a colaboração do Rancho São Cosme de Gemunde da Maia, que os substituiu", afirmou.

O presidente da Comissão de Festas falou também com António Pontes, responsável pelo pelouro da Cultura na Câmara Municipal da Trofa e "numa reunião concordamos que nos podiam ceder o palco, o sistema de som, um gerador para assegurar energia electrica e a Polícia Municipal", atestou.

Para coordenar os aspectos religiosos e do arraial da festa, Joaquim Ferreira falou com Armindo Gomes, pároco da freguesia. "Pedimos as bandeiras que são da paróquia e da comissão fabriqueira, coordenamos os aspectos do fogo de artificio, como por exemplo o fogo de Aleluia que tem de ser a horas próprias e em simultâneo com o Aleluia da Igreja", frisou.

"E com tudo isto tínhamos a festa montada, demos uma volta pela aldeia para fazer o habitual peditório, as pessoas colaboraram de uma forma extraordinária, fomos também a algumas empresas que estão sediadas localmente e com muito poucas excepções todas colaboraram", afirmou.

Quando questionado sobre a dificuldade em encontrar alguém que integre a comissão de festas todos os anos, Joaquim Ferreira diz não acreditar no fim das festas: "não sei até quando continuará a tradição dos compassos pelas aldeias, mas não acredito que as Festas da Páscoa acabem", asseverou.

Depois de um balanço positivo das Festas da Páscoa 2008, Joaquim Ferreira espera agora poder formar uma associação que junte os moradores da aldeia de Cidai. "Eu penso que a aldeia devia organizar-se em proveito próprio , não só para as Festas da Páscoa, mas também para outro tipo de eventos e penso que a maneira de fazer isso é criar ali uma associação. A Comissão de Festas da páscoa devia ser substituída por uma associação que, entre outras coisas, organizasse as festas da e que fosse a garantia da existência de uma identidade permanente que todos os anos organize actividades para a aldeia, quer para as pessoas mais novas, quer para as mais velhas", afirmou. Confiante de que esta ideia se confirmará, Joaquim Ferreira deixou o mote para a criação de uma associação para dinamizar a aldeia de Cidai.