A cantina da antiga escola de Mendões, em S. Mamede do Coronado, serviu de laboratório para os formandos produzirem cerveja de forma artesanal. O workshop da APVC realizou-se no sábado, 15 de março.

A produção de “trinta litros de cerveja” ficou a cargo dos dez formandos que se inscreveram para o workshop de “Produção de Cerveja Artesanal”, promovido pela APVC – Associação para a Protecção do Vale do Coronado.

Acompanhados pelo mestre cervejeiro Pedro Sousa, os formandos selecionaram os “vários tipos de malte”, “moeram-no” e escolheram “mais ou menos a cerveja que iriam produzir”. Segundo Pedro Sousa, a produção da cerveja foi feita “com grão, de forma tradicional”, esperando que “o processo, que normalmente dura entre seis a oito horas”, tenha a duração de “seis horas”. “Utilizamos panelas e fogões, num processo que facilmente é reproduzível em casa. Tento manter isto o menos tecnológico possível para que as pessoas consigam reproduzir este processo”, contou.

O mestre cervejeiro denotou que “alguns” formandos pensavam que era “mais difícil” do que realmente é. No entanto, há “uma parte teórica que convém perceber muito bem para se entender o que se está a passar e o que vai acontecer durante a fermentação”. “Uma má condução da fermentação ou uma qualquer falha processual” pode pôr “em causa todo o trabalho de um dia de produção de mosto”, sendo, por isso, “fulcral” a existência de “uma parte teórica”.

Dos vários workshops que já dinamizou, Pedro Sousa sublinhou que foi na antiga escola de Mendões que encontrou “as melhores condições” para este, devido à existência de uma “antiga cozinha industrial com extração de fumos” e “com espaço, o que normalmente não é habitual”.

Já o presidente da APVC, André Tomé, referiu que o workshop, que tem “um programa que apanha a cadeira operatória quase toda do fabrico de cerveja artesanal”, correu “muito bem”, tendo “alguns” dos participantes na Exponor regressado para “aprender mais alguns truques e técnicas”. Agora, a cerveja vai “ficar em estágio para ganhar as qualidades” e, daqui a “um mês”, será dada a provar.

André Tomé explicou que teve que “limitar o número de pessoas”, porque “as instalações não são muito grandes e como é uma coisa mais prática é necessário que haja um contacto mais direto com todos os formandos”.

As próximas atividades da APVC passam por uma atividade sobre as plantas silvestres e vegetação, com a ATIMATI e Elsa Aroso, “uma prova de vinhos” e a “caminhada da Primavera”.