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Edição 609

Cerca de 200 no Raid de Enduro

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Conhecer novos percursos e o convívio são as razões apontadas pelos praticantes de Enduro para participarem no 3.º Raid promovido pelo Team Extreme Maia. PATRÍCIA PEREIRA

O passeio decorreu ao longo de sábado, 4 de fevereiro, pelos cerca de 100 quilómetros pelas paisagens naturais do concelho da Trofa, especialmente na Vila do Coronado e em Covelas, e com uma curta passagem pelo concelho da Maia.
André Silva já participou em “todos os raid”, com o objetivo de “conhecer novos percursos para depois praticar” esta modalidade, e de “conviver com a malta”. O atleta considerou que a organização é “espetacular” e proporciona “percursos muito bons”. Além disso, não tem dúvidas de que o concelho “tem” condições para a prática do desporto motorizado, dada a existência de “muito monte para andar”, o que “é bom para o concelho”. Também Mário Veiga participa neste passeio de Enduro dada “a amizade que tem para com a organização” e por ser “uma prova que gosta e um desporto que ama”.
Tomás Martins, de oito anos, e David Oliveira, de 11 anos, são a prova de que esta modalidade não tem idades. Com apenas cinco anos, Tomás, de Gondomar, começou a praticar Enduro e participa “sempre” nas provas do Extreme Maia, porque os elementos da organização “gostam de si”. “Para mim, o passeio é difícil, mas tem de ser difícil, porque se fosse fácil ninguém vinha à prova”, acrescentou.
Consigo, Tomás trouxe David Oliveira, de Alfena, que decidiu participar no raid para “experimentar” esta modalidade.
E no decurso das inscrições, a organização do Team Extreme Maia registou mais de 200 participantes, incluindo um grupo de amigos oriundos de França. Um número que “já é bom”, referiu Ricardo Silva, do Team Extreme Maia, dado que contavam que participassem entre “300 a 400”. E apesar de estar “muito mau tempo e de chuva”, Marco Silva fez “um balanço muito positivo” deste passeio de Enduro, que proporcionou um percurso “muito porreiro”.
E é com o objetivo de “dar a conhecer o concelho da Trofa”, assim como “os percursos que têm”, com “bons caminhos e zonas porreiras” para a prática desta modalidade, que o Team Extreme Maia promove este passeio. “O concelho tem todas as condições para a prática do Enduro e acho que temos as condições para ir para a frente. O Extreme Maia está em grande”, frisou.
Por outro lado, o presidente da Junta de Freguesia do Coronado, José Ferreira, destacou o facto deste passeio prender-se “com o reconhecimento da freguesia”, que é o que o seu executivo pretende: “atrair gente e dar a conhecer a freguesia, sempre pelas melhores razões”.
José Ferreira acredita que “estão a ser dados os passos para se consolidar” este passeio de Enduro, para que, “nos próximos anos, cada vez mais cresça e atraia mais gente à freguesia e dê a conhecer a Vila do Coronado a quem não conheça”.

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Nostalgia do mérito

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Vivemos numa época em que muito facilmente atingimos a fama. Aquilo que, em tempos idos, era um feito de pessoas que muito trabalhavam para atingir o topo, entendendo por topo aquele momento em que o público, de uma maneira geral, conhece e reconhece o nosso trabalho, está, nos tempos atuais, à distância de um vídeo polémico, uma declaração bombástica, ou uma série de figuras tristes passadas em televisão nacional.

É a época dos reality-shows, dos vídeos do youtube, ou dos programas da manhã. Se, há uns bons anos, víamos com orgulho alguém chegar ao topo pelo seu trabalho, hoje somos confrontados com pseudo-artistas que se regem pela máxima: bem ou mal, o que interessa é que as pessoas falem.

Onde é que erramos para que as nossas prioridades mudassem tanto? Qual foi, exatamente, a asneira que cometemos para que hoje o que interessa era o que, dantes, encaminhado para o lixo?

Opinamos sem conhecer, partilhamos sem ler, e juntamo-nos ao coro, ao barulho, ao ruído que assola, principalmente, as redes sociais, sem olharmos primeiro para nós e para a nossa vida e pensarmos se estamos a cair num erro crasso. Penso nisto quando me lembro da polémica em relação a um  livro do escritor Valter Hugo Mãe, que foi retirado da lista do PNL do 3º ciclo por revolta de um conjunto de pais de uma escola do país, por conter «conteúdo sexual que consideram “violento” e “inapropriado” para alunos do 3º ciclo.» Coitados dos meninos do 3º ciclo, que apenas com a obra do escritor português tiveram o seu primeiro contacto com linguagem obscena e conteúdos sexuais inapropriados. No entanto, estou descansado. Tenho a certeza que estes pais também proíbem os filhos de ver os conteúdos sexuais dos programas de televisão, tenho a certeza que estes pais não dizem um palavrão junto dos filhos, pequenos, do 3º ciclo e, sobretudo, tenho a certeza que estes pais controlam tudo o que os filhos veem na Internet, quer seja no computador ou no smartphone. Nem me refiro a que, em breve, os alunos irão conhecer Gil Vicente ou Eça de Queirós. Refiro-me, sobretudo, à hipocrisia desta atitude.

Choveram críticas ao escritor, à sua pessoa, provavelmente de indivíduos que nunca leram sequer uma obra do autor. Ou, se calhar, que nunca um livro leram na vida. Mas que consomem, violentamente, os conteúdos degradantes que a televisão portuguesa nos apresenta e que falam disso nos cafés e nas redes sociais. Porque é obsceno um livro que choca, mas não é obsceno que indivíduos estejam fechados numa casa a ganhar dinheiro para criarem confusão, ou que personalidades ganhem tempo de antena na comunicação social pelas figuras tristes e vazias de exemplo que deixam ao público.

Para mim, é a nostalgia do mérito. Muito dificilmente, hoje, alguém chega ao topo por mérito. O topo em que o público reconhece e conhece o nosso trabalho. Se não for chocante, polémico ou bombástico, não tem atenção. Mas se gerar uma quase revolta social, o público junta-se para criticar em coro, mesmo que não saiba do que está a falar. O elogio perdeu-se pelo caminho mas, pelo menos, tem a companhia do verdadeiro mérito.

Tenhamos zelo, coerência e racionalidade na nossa opinião. E lembremo-nos de que os jovens vão, um dia, viver num mundo que demonstra ser pior que uma passagem de um livro ou uma palavra menos própria. E que a melhor forma de os prepararmos para essa realidade é educa-los para que, pelo menos, não sejam como nós.

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Literariamente, estamos conversados.

Literária Mente

Nostalgia do mérito

                Vivemos numa época em que muito facilmente atingimos a fama. Aquilo que, em tempos idos, era um feito de pessoas que muito trabalhavam para atingir o topo, entendendo por topo aquele momento em que o público, de uma maneira geral, conhece e reconhece o nosso trabalho, está, nos tempos atuais, à distância de um vídeo polémico, uma declaração bombástica, ou uma série de figuras tristes passadas em televisão nacional.

                É a época dos reality-shows, dos vídeos do youtube, ou dos programas da manhã. Se, há uns bons anos, víamos com orgulho alguém chegar ao topo pelo seu trabalho, hoje somos confrontados com pseudo-artistas que se regem pela máxima: bem ou mal, o que interessa é que as pessoas falem.

                Onde é que erramos para que as nossas prioridades mudassem tanto? Qual foi, exatamente, a asneira que cometemos para que hoje o que interessa era o que, dantes, encaminhado para o lixo?

                Opinamos sem conhecer, partilhamos sem ler, e juntamo-nos ao coro, ao barulho, ao ruído que assola, principalmente, as redes sociais, sem olharmos primeiro para nós e para a nossa vida e pensarmos se estamos a cair num erro crasso. Penso nisto quando me lembro da polémica em relação a um  livro do escritor Valter Hugo Mãe, que foi retirado da lista do PNL do 3º ciclo por revolta de um conjunto de pais de uma escola do país, por conter «conteúdo sexual que consideram “violento” e “inapropriado” para alunos do 3º ciclo.» Coitados dos meninos do 3º ciclo, que apenas com a obra do escritor português tiveram o seu primeiro contacto com linguagem obscena e conteúdos sexuais inapropriados. No entanto, estou descansado. Tenho a certeza que estes pais também proíbem os filhos de ver os conteúdos sexuais dos programas de televisão, tenho a certeza que estes pais não dizem um palavrão junto dos filhos, pequenos, do 3º ciclo e, sobretudo, tenho a certeza que estes pais controlam tudo o que os filhos veem na Internet, quer seja no computador ou no smartphone. Nem me refiro a que, em breve, os alunos irão conhecer Gil Vicente ou Eça de Queirós. Refiro-me, sobretudo, à hipocrisia desta atitude.

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                Choveram críticas ao escritor, à sua pessoa, provavelmente de indivíduos que nunca leram sequer uma obra do autor. Ou, se calhar, que nunca um livro leram na vida. Mas que consomem, violentamente, os conteúdos degradantes que a televisão portuguesa nos apresenta e que falam disso nos cafés e nas redes sociais. Porque é obsceno um livro que choca, mas não é obsceno que indivíduos estejam fechados numa casa a ganhar dinheiro para criarem confusão, ou que personalidades ganhem tempo de antena na comunicação social pelas figuras tristes e vazias de exemplo que deixam ao público.

                Para mim, é a nostalgia do mérito. Muito dificilmente, hoje, alguém chega ao topo por mérito. O topo em que o público reconhece e conhece o nosso trabalho. Se não for chocante, polémico ou bombástico, não tem atenção. Mas se gerar uma quase revolta social, o público junta-se para criticar em coro, mesmo que não saiba do que está a falar. O elogio perdeu-se pelo caminho mas, pelo menos, tem a companhia do verdadeiro mérito.

                Tenhamos zelo, coerência e racionalidade na nossa opinião. E lembremo-nos de que os jovens vão, um dia, viver num mundo que demonstra ser pior que uma passagem de um livro ou uma palavra menos própria. E que a melhor forma de os prepararmos para essa realidade é educa-los para que, pelo menos, não sejam como nós.

                Literariamente, estamos conversados.

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Resíduos e inertes da obra da Alameda da Estação depositados em aterros ilegais

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Resíduos e inertes provenientes das obras da Alameda da Estação estavam a ser depositados em aterros ilegais.

A informação foi confirmada ao NT pelo Comando Territorial do Porto da Guarda Nacional Republicana (GNR) que, através do Núcleo de Proteção Ambiental do Destacamento Territorial de Santo Tirso, descobriu “três situações que constituíam infração à legislação ambiental, relacionadas com resíduos e inertes provenientes das obras que decorrem na antiga estação de comboios da Trofa, designada por Corredor Central da Trofa”. A “12, 18 e 28 de janeiro”, a GNR deparou-se com o “depósito de inertes junto a linha de água, o transporte de resíduos sem Guia de Acompanhamento de Resíduos, o depósito de resíduos em aterro não licenciado e o depósito de resíduos em local não adequado”.
O último episódio ocorreu, conforme atesta o Comando Territorial da GNR do Porto, “na freguesia de Covelas” e todas as situações “foram, naturalmente, alvo do competente auto de contraordenações que foram encaminhadas para a Autoridade Administrativa, competente, no caso a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, estando a decorrer diligências para a remoção dos resíduos”.
A obra da Alameda da Estação, da responsabilidade da Câmara Municipal da Trofa, iniciou a 9 de janeiro e propõe dar uma nova vida à zona da antiga estação de comboios, ligando a Igreja Matriz de S. Martinho de Bougado ao Parque Nossa Senhora das Dores e Dr. Lima Carneiro. Esta é a obra mais relevante lançada por este executivo municipal, que tem início na reta final do mandato. A autarquia prevê conclui-la no verão, a pouco tempo das eleições autárquicas.
O projeto está orçado em 2,5 milhões de euros, cofinanciados em 85 por cento pelo Programa Portugal 2020 e no âmbito do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano.

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