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Três meses depois da abertura efectiva do Centro de Dia, Guilherme Ramos, presidente da ASCOR, está satisfeito com o balanço da actividade da valência, instalada nos terrenos da Quinta de S. Romão.

Inaugurado em Abril de 2008, o Centro de Dia da Associação de Solidariedade Social do Coronado (ASCOR) já se encontra em pleno funcionamento desde Maio deste ano, data em que abriu pela primeira com dois utentes. “Estou convencido que, passo a passo, a instituição vai realmente evoluir, vai começar a aproximar-se do equilíbrio, estamos a falar de uma estrutura que é um pequeno hotel que tem uma óptima qualidade, situada numa zona ímpar”, considerou Guilherme Ramos, presidente da associação, em entrevista exclusiva ao NT.

Dimensionado para cerca de 30 utentes, o Centro de Dia está no entanto capacitado para uma margem de cinco ou seis situações de recurso. De acordo com Guilherme Ramos, o maior esforço é reservado às pessoas da freguesia “que devem ser compensadas e ter prioridade”, mas também há lugar para as pessoas do concelho da Maia, já interessadas naquele espaço e “que irão ter a mesma possibilidade de o poder frequentar”.

Esta nova valência, construída nos terrenos da Quinta de S. Romão, está dotada de ginásio, salão polivalente, enfermaria, cabeleireiro, quartos de descanso, um bar e diversas salas para a realização de ateliês ocupacionais. Para usufruir destes serviços como utente do Centro de Dia da ASCOR, o custo é de 200 euros mensais. “Com esses 200 euros a pessoa toma o pequeno-almoço, almoça, lancha e tem acesso a todos os serviços que se vão promovendo no centro, claro que depois quem precisar de transporte tem um pequeno complemento, quem precisar que lhe seja assegurado o jantar, tem outro pequeno complemento”, adiantou Guilherme Ramos.

Não menos importante que todos os cuidados inerentes são as actividades de ocupação dos tempos livres. “Estamos já a estudar um protocolo de cooperação com a Unidade de Saúde Familiar (USF) para que realmente haja a possibilidade de promover vários serviços ao nível da saúde e que são de extrema importância para as pessoas, porque temos lá um ginásio óptimo”, realçou o presidente da instituição.

Entre as 8 e as 18.30 horas, de segunda a sexta-feira, os familiares dos utentes do Centro de Dia em S. Romão do Coronado podem estar descansados, garante Ramos. “Sabem que o seu familiar está acompanhado, está cuidado, tem garantias de alimentação, é transportado de casa ao centro, do centro a casa, acho que é uma mais-valia e quem dera a muitos poderem realmente dispôr deste tipo de serviço”, frisou. E para garantir esta confiança, o Centro de Dia conta com a colaboração de quatro funcionários e um grupo de voluntários, que aceitaram abraçar esta causa de solidariedade social.

Apesar de tudo estar a corre bem e dentro do previsto, Guilherme Ramos lamenta, no entanto, o objectivo ainda não concretizado de estabelecer um acordo de cooperação com a Segurança Social, no sentido de baixar o valor a pagar pelos utentes. “Temos tido algum acompanhamento técnico por parte das pessoas responsáveis no sector da Segurança Social e vamos procurando por todos os meios exercer também alguma influência para que dentro de pouco tempo se assegure que o próximo ano seja diferente, porque isso permitiria baixar os valores e proporcionar a pessoas com mais dificuldades, com menor recursos, poderem também estar no Centro que no fundo são esses os mais necessitados daquele serviço”, referiu.

Recorde-se que o Centro de Dia da ASCOR resulta de um investimento de 500 mil euros, dos quais 30 por cento foram assegurados pela Câmara Municipal da Trofa.