Paróquia de S. Martinho de Bougado dinamizou o Concerto da Páscoa, na noite de 16 de abril, na Igreja Nova, subordinado à oratória “A Criação” de Haydn.

“No princípio, deus criou o céu e a terra; e a terra era informe e vazia; as trevas cobriam o abismo. E o espírito de Deus pairava sobre a superfície das águas. Deus disse: Que haja luz! E houve luz! E Deus viu que a luz era boa e separou a luz da escuridão”. Esta foi a introdução da oratória “A Criação” do compositor Joseph Haydn, interpretada pelo Coro da Sé Catedral do Porto, Orquestra Filarmonia das Beiras e pelos solistas Ana Maria Pinto, Mário João Alves e Berthold Possemeyer, sob a direção do padre António Ferreira dos Santos.

Para o trofense foi uma honra trazer esta obra ao concelho da Trofa, de onde é natural. “Quando nós gostamos mesmo de uma coisa, nós queremos que os nossos próximos partilhem dela. Eu como responsável tinha uma coisa muito boa para oferecer aos meus, aqueles que estão próximos de mim e aos meus conterrâneos. Eu quis partilhar e falei ao padre Luciano, que agarrou com ambos os braços”, contou.

Segundo o Cónego Ferreira dos Santos, a “liturgia e teologia diz que a Páscoa é uma nova criação”, pois como “Jesus veio ao mundo e aceitou a cruz morrendo por nós, recriou tudo o que estava criado”. Também Luciano Lagoa, pároco de S. Martinho de Bougado, referiu que “a celebração da paixão também está ligada com a criação, obra criadora de Deus, e depois a recusa do homem ao amor de Deus leva a que também Cristo tenha que exercer a sua ação redentora através da cruz”.

Para o pároco, “escutar esta obra de Haydn no início deste tríduo pascal” foi “realmente apropriado”, porque “lembra o projeto criador de Deus, que não se esgota na obra criadora mas também se completa na obra redentora”. Por considerar como “uma das obras mais importantes da música sacra”, para Luciano Lagoa foi “extraordinário” apresentá-la na Trofa, tendo sido “um gesto de grande nível cultural que as gentes da Trofa já adquiriram”.

Nesse sentido, Luciano Lagoa agradeceu o esforço de várias entidades, empresas e grupos que “se prontificaram a ajudar financeiramente”, tornando assim este concerto possível.