As Marchas populares de S. João Baptista, em Guidões, saíram à rua na noite de sábado, 21 de junho. Várias centenas de pessoas ocuparam a zona envolvente à igreja matriz para verem o colorido das roupas e as músicas alegres das quatro marchas populares.

De vermelho e branco, a Marcha do lugar da Póvoa foi a primeira a apresentar-se no recinto e homenageou a primavera. Seguiu-se a Marcha dos lugares do Bicho e Aldeia Nova que, de trajes brancos e desenhos de uvas cor de vinho, fizeram recordar as vindimas, ofertando aos presidentes da Junta de Freguesia de Alvarelhos e Guidões e ao vice-presidente da Câmara Municipal da Trofa uma garrafa de vinho.

Com trajes coloridos, onde imperava o dourado, a Marcha do lugar do Cerro recordou a desfolhada, terminando com a Marcha do lugar de Vilar, que, vestidas de azul, verde e dourado, também fizeram um culto às vindimas.

De forma a manter uma tradição com muitos anos de história, as marchas populares foram reativadas há sete anos. Para os participantes nas marchas a opinião é unânime: “é importante” a continuidade desta tradição, uma vez que dá “mais vida” à festa de S. João Baptista.

A assistir pela primeira vez às marchas na tribuna estava o presidente da Junta de Freguesia de Alvarelhos e Guidões, Adelino Maia, que também frisou a importância destas festas, uma vez que “beneficia a terra, a freguesia e o concelho e é enriquecedor”, apontando que “se poder aumentar a receita o fará para que esta tradição não morra mas se mantenha”. “Não precisamos de ir ao Porto, nem a Lisboa, finalmente temos marchas em Guidões. Este povo está de muitos parabéns e é de louvar o mérito de todos”, afirmou.

Adelino Maia avançou que ficou “surpreendido pela positiva” com as marchas populares, considerando que os guidoenses são “muito alegres, humildes e bem dispostos”. “Quando demos a nossa ajuda para as marchas, sinceramente eu pensei que era muito dinheiro, mas afinal pelo que falei com o povo e pelas roupas, que são caras, não é. As marchas são uma mais-valia não só para Guidões mas para o concelho da Trofa. Gostei imenso desta festa e estou disposto a ajudar dentro dos possíveis, para que isto não pare e que continue, com todo o entusiasmo deste povo, e que juntos possamos enriquecer a freguesia e o concelho”, rematou.

Se lhe perguntassem a quem dava o prémio, o presidente da Junta respondia que “dava às quatro, porque estiveram todas muito bem”. Mesmo assim, Adelino Maia esteve atento à performance da Marcha da Póvoa, por ser esta que vai representar Guidões na ExpoTrofa. O responsável pela Marcha, Pedro Sousa, referiu que este convite pelo executivo da Junta (a escolha da marcha aconteceu em sorteio) “incentiva e as pessoas também querem ir à Trofa e estão contentes, mas tem sido uma correria”, estando ainda previsto a realização de “mais um ensaio ou dois”, para que a atuação “corra ainda melhor do que hoje (sábado)”.

As festas ficaram ainda marcadas pelo embelezamento da típica cascata de S. João Baptista, a atuação do Grupo Arco Íris e pela sessão de fogo de artifício. A vertente religiosa não foi esquecida pela comissão de festas, que lhe dedicou terça-feira, dia 24 de junho, com a missa solene com sermão e a procissão em honra de S. João Baptista.

Organização satisfeita com a festa

Paulo Sousa, elemento da comissão de festas, afirmou que a festa em honra de S. João Baptista correu “muito bem para quem preparou a festa em dois meses”, que foi feita “em feição” do que puderam. “Tanto se fala na crise que nunca pensamos que íamos tão longe quando pegamos na festa, mas começou a correr bem, nós todos os dias a trabalhar e acho que fomos além do que esperávamos”, concluiu.

Este ano, para que “não fosse tudo igual”, a comissão de festas colocou no regato “umas fotografias de como era o regato antes de ser todo restaurado”, uma vez que “muita gente não o conhecia”.