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Assembleia discutiu alargamento do cemitério e questionou autoria das intervenções nas ruas da freguesia de S. Martinho. O “panfleto anónimo” também foi tema desta sessão, que aprovou uma moção de protesto por este “atingir um elemento da Assembleia”, com apenas a abstenção de Manuel Pontes.

A questão do cemitério foi novamente levantada na última Assembleia de Freguesia de S. Martinho de Bougado. As notícias vindas a público nas últimas semanas suscitaram a curiosidade dos elementos do PSD que, pela voz de José Luís Monteiro, quiseram saber qual o ponto de situação do alargamento desta estrutura.

Sobre a notícia publicada por um órgão de comunicação sobre o alargamento do cemitério, o presidente da Junta, José Sá, afirmou que foi feita com base “numa conversa” e que “não corresponde tudo à verdade”. Sem especificar os pontos em que a notícia poderá não ter elementos verdadeiros, o autarca adiantou que a obra poderá começar “dentro de dois a três meses”, mas não quis dar esta previsão como “informação concreta”.

Ainda sobre este assunto, no período da intervenção do público, Luís Pinheiro manifestou a “necessidade de construir um cemitério novo”, argumentando que o alargamento só poderá resolver a situação apenas “por mais três ou quatro anos”.

Em resposta, José Sá afirmou que o habitante de S. Martinho “não é o primeiro a preocupar-se com isso”. “Há cerca de meio ano tive uma reunião com o senhor presidente da Câmara para avançarmos com um projecto novo”, explicou o presidente, que afirmou ainda que este alargamento é uma solução provisória.

Maria Emília Cardoso, eleita pelo CDS, trouxe à Assembleia o tema do “panfleto anónimo”, que circulou pelo concelho contendo acusações a alguns elementos da Câmara Municipal e personalidades da Trofa, para questionar a opinião de José Sá. O autarca respondeu que a sua preocupação “é igual à de todos”, manifestando a sua “indignação por ser anónimo”, mas deixando claro que não se vai “manifestar nem pedir auxílio para fazer alguma manifestação”.

Sobre o famoso “panfleto anónimo”, o socialista Botelho da Costa levou à votação uma moção de protesto, por este “atingir um elemento da Assembleia”, que foi aprovada por maioria, com a abstenção de Manuel Pontes, elemento referenciado no documento anónimo, que apesar da orientação de voto, agradeceu o gesto do elemento do PS.

A eleita do CDS também quis saber qual a opinião de José Sá quanto à localização dos Paços do Concelho. O autarca afirmou que o momento “não é oportuno” para revelar o seu parecer sobre o assunto, no entanto foi peremptório ao referir que “em S. Martinho há vários sítios que são os melhores do concelho” para acolher a sede do município.

A temática dos limites do concelho também foi abordada por José Luís Monteiro que solicitou uma tomada de posição de José Sá que, por sua vez, rejeitou “intrometer-se no assunto” que entende ser apenas “dos concelhos da Trofa e Santo Tirso”.
Mas no que toca aos limites da freguesia o presidente afirmou que lhe iria mostrar pessoalmente quando o elemento social-democrata quisesse.

Na discussão da informação escrita sobre a actividade da Junta, José Sá destacou as obras efectuadas em diversas ruas da freguesia, não deixando também de fazer um apontamento sobre a requalificação do Moinho da Abelheira, afirmando que “muito mais há para fazer, no sentido de agradar a população” e anunciando o “empenho em restaurar 90 por cento das ruas” de S. Martinho de Bougado.

Devido à existência de placas de sinalização que anunciam obras da Câmara Municipal da Trofa nalgumas ruas mencionadas, o social-democrata Filipe Azevedo questionou José Sá sobre a verdadeira autoria das intervenções. José Sá respondeu que “não há nenhuma obra que não tenha sido feita com a força da Junta” e ainda atirou: “admiro-me de não virem dizer ‘já está a trabalhar demais'”.

Sobre o número de obras efectuadas pelo executivo, Maria Emília Cardoso referiu que “podia haver eleições todos os anos”, mas elogiou a Junta pela intervenção no Moinho da Abelheira e pela sessão de cinema promovida para as crianças das escolas da freguesia.

Na discussão sobre a Conta de Gerência de 2008, Manuel Pontes mostrou algum desacordo com o executivo, afirmando que houve “má gestão” do orçamento. Apesar das explicações do tesoureiro José Luís Moreira, que destacou o facto de as despesas de 2008 terem sido “inferiores” às de 2007, o documento foi aprovado com seis votos favoráveis e sete abstenções. Assim como este ponto, as duas actas das sessões anteriores mereceram a abstenção de sete elementos da Assembleia, tendo sido aprovadas com seis votos favoráveis.

A distribuição do saldo de 2008, o Protocolo de Delegação de Competências, o Inventário e a proposta de alteração do Regulamento das Feiras Semanais foram todos aprovados por unanimidade.