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Cemitério de Vila das Aves está esgotado

Cemitério de Vila das Aves está esgotado

Resta apenas traçar soluções provisórias, enquanto se aguarda pela conclusão das obras de ampliação do cemitério de Vila das Aves, no concelho de Santo Tirso. Isto porque já não existe qualquer dos três lugares que, em Março, estavam ainda disponíveis – a última sepultura foi ocupada na semana passada.

Em Março passado, havia três lugares. Hoje já não há sepulturas"Tudo o que temos agora são campas e conseguimos arranjar mais um ou dois espaços", quantifica o presidente da Junta de Freguesia de Vila das Aves, Carlos Fernandes. Uma alternativa passa por reutilizar "campas de pessoas que tiveram a possibilidade de exercer o direito de concessão perpétua e não exerceram", especifica ainda.

A segunda hipótese é "criar, dentro do cemitério, espaços que não estavam previstos para enterramentos". Essas áreas compreenderão "algumas zonas nos campos e em corredores, que terão de ser adaptados", acrescenta o autarca.

Porém, o esforço nunca será suficiente para solucionar definitivamente o problema. "Servirá, apenas, para resolvermos temporariamente os casos que nos vão aparecendo, enquanto a obra não fica pronta". Porque, diz o autarca, as zonas improvisadas darão origem somente a "uma dezena ou uma dúzia de sepulturas".

"Desde Janeiro até hoje tivemos 23 funerais. Se continuar a este ritmo é complicado", avisa. O funeral mais recente teve lugar na passada terça-feira. Foi em campa da família. "Caso contrário, não saberíamos como fazer", conta Carlos Fernandes, assinalando que se trata de "uma situação muito melindrosa".

Para o presidente da Câmara de Santo Tirso, Castro Fernandes, o problema da lotação do cemitério de Vila das Aves não é tão dramático. "Esta semana, os técnicos da Autarquia visitaram o local e ficou esclarecido que ainda há terreno para mais sepulturas". E realça, ainda, a existência de "espaço para resolver o problema até a ampliação estar concluída".

Ultrapassados os impasses (o primeiro concurso para adjudicação do alargamento foi anulado), o presidente da Junta confessa-se "mais descansado", uma vez que começaram, na quinta-feira passada, a montar o estaleiro da obra. A ampliação deverá estar concluída em seis meses e irá disponibilizar 252 sepulturas e 69 ossários.  

Ana Correia Costa

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