O atleta trofense Celestino Pinho terminou a carreira de ciclista profissional, aos 28 anos de idade. Decisão prende-se com “o atual panorama do ciclismo português”, que “não se coaduna com uma vida familiar estável”.

 “Não é fácil deixar uma coisa que sempre foi aquilo que mais gostei de fazer, sobretudo sabendo que tenho apenas 28 anos e poderia ainda ter algo mais para dar na modalidade”. Estas foram as palavras de Celestino Pinho que, em comunicado enviado à imprensa, anunciou, no sábado, dia 15 de dezembro, o fim da carreira de ciclista profissional.

O atleta trofense mencionou que foi uma decisão “muito ponderada”, tendo chegado à conclusão que, mesmo tendo em conta “os esforços de muitas pessoas ligadas à modalidade”, o “atual panorama do ciclismo português não se coaduna com uma vida familiar estável”.

“Mesmo assim saio com a cabeça erguida e com muitas recordações boas destes nove anos de ciclista, recordações essas que devo às pessoas que sempre acreditaram em mim e me apoiaram, e às quais deixo o meu sincero agradecimento”, afirmou.

O ciclista, que este ano competiu com as cores do Louletano-Duras Douradas, ainda não tem “planos imediatos” para o futuro, mas “pensa poder ficar ligado à modalidade”, uma vez que, apesar deste “abandono algo prematuro”, não sai “magoado” com o ciclismo.

“Tinão”, como é conhecido no seio do pelotão nacional, é o atual campeão nacional de ciclocross e estreou-se como ciclista profissional, na temporada de 2003, com apenas 19 anos de idade, pelas mãos de Carlos Pereira na equipa Barbot, onde permaneceu durante três anos e na qual, segundo o próprio, “aprendeu muito com os ciclistas mais velhos da equipa”.

Em 2007, passou pela equipa do Paredes, onde mereceu “um voto de confiança de Mário Rocha”. No ano seguinte, passou para a equipa algarvia, Louletano-Dunas Douradas, onde se manteve até ao presente ano.  

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