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Um “Novo rumo para a Educação” foi o tema escolhido para um debate organizado pela CDU, na passada sexta-feira, no Auditório da Junta de Freguesia de S. Martinho de Bougado. Em cima da mesa estiveram temas como os direitos dos jovens e das crianças, o papel dos pais e dos professores na educação e o novo rumo do ensino numa sociedade “diferente”.

“Será que hoje em dia existe uma escola de exclusão em vez de uma escola de inclusão?”. Esta foi uma das questões colocadas durante o debate promovido pela CDU sobre o “Novo rumo para a Educação” no Auditório da Junta de Freguesia de S. Martinho de Bougado.

Pais e professores juntaram-se para uma sessão para a qual foram ainda convidados Mário David Soares, membro do Conselho Económico Europeu e da FENPROF, Teresa Fernandes, membro da FENPROF, Paulo Queirós, dirigente associativo, e João Ferrer, professor.

A “exclusão” das crianças e jovens foi um dos problemas levantados por Mário David Soares, membro da FENPROF e do Comité Económico Social Europeu. “A educação não pode ser vista como um direito colectivo, mas como um novo direito individual, isto é, todas as crianças têm o direito à educação e como tal tem de se retirar daí as consequências quer nas condições de trabalho, quer nas condições de aprendizagem, nos apoios àqueles que têm mais dificuldades, sejam eles deficientes, ou com outras necessidades, sejam emigrantes, que é outra das realidades que nós temos no nosso país e que têm de ser apoiados, caso contrário serão excluídos”, afirmou.

Mas de acordo com Mário David Soares, “a escola também tem de ser um lugar de aprendizagem” e o saber tem o papel mais importante. “As aprendizagens são múltiplas, mas há uma aprendizagem importante que é o saber e se nós na escola reduzirmos a aprendizagem do saber, estamos a prejudicar as crianças que vindas das classes mais desfavorecidas e com mais dificuldades, exigem mais da escola. A escola hoje parece que tem de fazer tudo menos ensinar”, lamentou, frisando o papel importante da família no ensino.

As “desigualdades” na educação também foram um dos problemas levantados por João Ferrer, professor. “Ainda existem desigualdades em termos de educação neste país, as dificuldades de uns e as facilidades de outros, daqueles que têm dinheiro para as boas explicações, para as boas faculdades, o dinheiro para os bons livros e bons computadores e aqueles que não têm sequer dinheiro para comer”, lamentou.

Apesar de João Ferrer saber que “existe um esforço no sentido de colmatar essas dificuldades”, o facto é que “o trabalho não chega”.

“É importante fazer estes debates para que as pessoas percebam as dificuldades das nossas escolas e dos professores”, frisou Conceição Silva, candidata à Câmara Municipal da Trofa pela CDU.

E para além de ter lamentado os problemas da “exclusão” e “desigualdades” existentes um pouco por todo o país, a candidata alertou: “no nosso concelho precisamos do alargamento das escolas, creches e jardins-de-infância e constata-se que nem todas estas crianças têm acesso a estas valências. Precisamos de mais uma Escola Secundária, porque há crianças que se deslocam para outros concelhos”.

Porque “a educação é um bem essencial para todos”, Conceição Silva garantiu que esta será mais uma luta da CDU.