Fernando Sá e Paulo Queirós apresentaram a candidatura à Câmara e Assembleia Municipal, no dia 7 de maio, numa ação pública realizada junto ao Fórum Trofa XXI, no Parque Nossa Senhora das Dores e Dr. Lima Carneiro.

Quatro anos depois, Fernando Sá apresenta-se, novamente, a eleições pela CDU, porque considera que os mesmos desafios e necessidades mantêm-se atualmente.

“Tivemos quatro anos de mandato autárquico sem grandes novidades relativamente àquilo que consideramos prioritário para o concelho”, referiu, nomeando como uma das grandes apostas a reivindicação pela “vinda do metro até à Trofa e não apenas até ao Muro” e a execução do projeto intermunicipal MobiAve, que criará uma rede de transportes partilhada com os municípios de Santo Tirso e Vila Nova de Famalicão. A criação de uma “rede articulada de ciclovias que promova a interligação das freguesias” também é um dos propósitos do candidato.

“Todos aqueles que aqui escolheram viver ou trabalhar devem ter a possibilidade de se deslocarem em transportes públicos confortáveis, com horários aceitáveis, a preços acessíveis e com rotas que sirvam todas as freguesias”, salientou.

Além da mobilidade, mantém-se como prioridade da CDU a “reposição das freguesias” e a resolução de problemas ambientais, dos quais se destaca a “despoluição do Rio Ave e restantes cursos de água”, a “travagem da plantação de eucaliptos”, na procura de “minimizar os riscos dos fogos florestais”, e a “defesa das reservas agrícolas e ecológicas”, numa alusão ao projeto da instalação de um aterro sanitário em Covelas, que esteve em cima da mesa da Câmara Municipal da Trofa.

Fernando Sá acena ainda com ambições culturais, sugerindo a “criação de um espaço cultural que possibilite ensaios de bandas de garagem e artistas plásticos”, e realização de “iniciativas de promoção e valorização profissional dos artistas”, capazes, igualmente, de “atrair e diversificar públicos”.

Paulo Queirós também se repete na candidatura à Assembleia Municipal, órgão no qual a CDU, após quase oito anos de representação consecutiva, considera que “faz muita falta”. “Foi uma luta muito forte contra uma maioria muito avassaladora, da qual se faziam valer para condicionar e conduzir a Assembleia da maneira que pretendiam, mas mantivemos a nossa posição e não nos deixamos intimidar. Notou-se que PS e PSD estavam mais interessados em combater o passado e saber quem era o mais culpada pela dívida e esqueciam-se muitas vezes de discutir o essencial, que é o estado atual e o que nós queremos para o futuro”, criticou o candidato.

As críticas vindas dos eleitos que lideram os órgãos autárquicos à postura da CDU não melindra Paulo Queirós. “Uma das coisas que nos acusavam ao início era que nós tínhamos ideias contrárias ao desenvolvimento concelhio e nós conseguimos demonstrar que, muitas das vezes, podemos não ter a mesma ideia acerca das mesmas coisas, mas o nosso fim é o mesmo, a valorização e o engrandecimento da Trofa. Nós nunca fizemos uma votação em que estivéssemos contra sem justificar a razão”, sublinhou, não deixando de assinalar o que considera a “falta de ética” de alguns responsáveis políticos “atirarem para atirarem para as discussões chavões anticomunistas sem nenhuma relação com que a CDU faz ou propõe”.
Nas listas às assembleias de freguesia, haverá novidades, mas essas continuam por oficializar. Porém, o processo de constituição de listas continua “aberto a novas contribuições” de “trofenses que não tenham filiação partidária ou estejam desiludidos com o rumo da sua filiação e que veem nos fundamentos da candidatura da CDU algo em que podem acrescentar valor para construir um futuro melhor para o concelho”, frisou Fernando Sá.
Em 2017, a CDU obteve 932 votos para a Câmara Municipal, não elegendo nenhum vereador, assim como ficou em branco na eleição de candidatos nas assembleias de freguesia. Na Assembleia Municipal, conseguiu eleger o cabeça de lista Paulo Queirós, pela segunda vez consecutiva.