Um cavalo foi resgatado de um poço onde caiu, na segunda-feira, em Alvarelhos. Bombeiros e veterinária municipal comandaram operação de salvamento do animal.

O caso foi insólito, mas teve um final feliz. Um garrano do Gerês, que caiu numa mina com cerca de seis metros no campo onde pastava, em Alvarelhos, acabou por ser resgatado com vida e apenas com ferimentos ligeiros.

Alertado por um vizinho, um amigo do proprietário do animal, Manuel Santos, deparou-se com uma mina, a qual “desconhecia” a existência. Aparentemente, o “Castiço”, que pasta no campo “há cerca de cinco meses”, estava “bem” e enquanto esteve na vala manteve-se “calmo”.

Os Bombeiros Voluntários da Trofa estiveram no local, com seis elementos e duas viaturas, e prepararam a operação de resgate que contou com a participação de Manuel Santos, que se ofereceu para ir colocar as cintas para guindar o garrano. Toda a operação decorreu com as instruções da veterinária municipal, Joana Matos.

De acordo com o comandante dos bombeiros, João Pedro Goulart, “foi utilizada uma retroescavadora” para acelerar o processo. “Poderíamos demorar mais tempo e correr alguns riscos com o nosso equipamento, já que está mais vocacionado para o salvamento de pessoas e animais de pequena dimensão”, explicou.

Já Manuel Santos “queria socorrer o animal o mais depressa possível” e entrou na mina para lhe colocar as cintas.

Duas horas depois do alerta, o garrano foi resgatado com “um ferimento sem gravidade na zona da garupa”. “Apesar da queda grande, não lhe aconteceu nada de especial e foi fácil içá-lo”, referiu Joana Matos.

A Polícia Municipal esteve no local com dois elementos para apoiar na operação, que atraiu os olhares de alguns vizinhos que viram o cavalo sair da mina são e salvo.

Depois do acidente, na quarta-feira, Manuel Santos começou a tomar medidas para tornar o terreno mais seguro. De acordo com o guardião de “Castiço”, ia ser colocada “uma placa de cimento de seis centímetros para tapar a mina”, como solução provisória, para depois “o proprietário do terreno encarregar-se de entulhar o buraco”.

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