O Presidente da República, Cavaco Silva, louvou o trabalho de divulgação e preservação da memória de Alberto Sampaio, que tem sido desenvolvido pela comissão organizadora das comemorações do centenário da morte do historiador, formada pelos municípios de Vila Nova de Famalicão e Guimarães, pelo Museu de Alberto Sampaio, entre outras instituições culturais e universitárias.

O chefe de Estado, que preside à comissão de honra das comemorações, recebeu, na semana finda, no Palácio de Belém, diversos representantes da comissão organizadora, provenientes de Vila Nova de Famalicão e Guimarães, que lhe deram a conhecer as actividades, eventos e debates, que têm vindo a ser promovidos desde o início de 2008. Durante o encontro, Cavaco Silva mostrou-se interessado em conhecer melhor o historiador, fazendo perguntas sobre a vida e obra, mas foi a faceta de vitivinicultor de Alberto Sampaio que mais atraiu a curiosidade do Presidente da República.
A comitiva, constituída pelo vice-presidente da Câmara Municipal de Famalicão, Leonel Rocha, pela directora do Museu de Alberto Sampaio, Isabel Fernandes, e pela representante da Comissão Executiva das Comemorações, Emília Nóvoa, ofereceu a Cavaco Silva diversas publicações lançadas ao longo do ano, entre as quais o primeiro volume da obra “Cartas a Alberto Sampaio”, a garrafa de vinho verde comemorativa do centenário, produzido na Quinta de Boamense, e o busto de Alberto Sampaio, peça de uma edição especial limitada, produzida pela Fundação Castro Alves, entre outras peças alusivas ao historiador.
Dada a impossibilidade de marcar presença no encerramento das comemorações, que decorrem no próximo dia 2 de Dezembro, em Vila Nova de Famalicão, o Presidente da República, assumiu, no entanto, o compromisso de enviar uma mensagem que será lida no início da sessão solene.
O historiador Alberto Sampaio foi uma das maiores figuras culturais do Minho nos séculos XIX e XX. De tal modo que as Câmaras Municipais de Vila Nova de Famalicão e Guimarães uniram-se para lhe prestar homenagem. Ao longo de um ano, entre 1 de Dezembro de 2007 e até 1 de Dezembro de 2008 – data em que passa um século sobre a morte do historiador – têm sido muitas e variadas as iniciativas de índole cultural promovidas pelos dois municípios. Às autarquias de Famalicão e Guimarães juntaram-se ainda, as Universidades do Minho, do Porto e Coimbra, o Museu Alberto Sampaio e a Sociedade Martins Sarmento.
Alberto Sampaio que nasceu em Guimarães a 15 de Novembro de 1841 e morreu na Quinta de Boamense, Cabeçudos, Vila Nova de Famalicão a 1 de Dezembro de 1908, foi historiador, escritor e uma figura cimeira da cultura portuguesa. Foi um nome de referência da “Geração de 70”, também conhecida por “Geração de Coimbra”, que lançou um movimento académico que veio revolucionar as ideias políticas em Portugal, em finais do século XIX. Foi contemporâneo de Camilo Castelo Branco, com quem trocava correspondência, e de Antero de Quental. Mas Alberto Sampaio foi também um notável vitivinicultor e um profundo inovador na produção do vinho verde, cuja qualidade procurou desenvolver.