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Em dois jogos importantes do apuramento para a fase final do campeonato A1 feminino de voleibol, o Clube Académico da Trofa consentiu a terceira derrota esta época com o Sports Madeira e venceu o Gueifães.

Apesar da vitória as campeãs nacionais assinalaram uma má exibição, frente à equipa maiata

Em quatros jogos em que defrontou o Sports Madeira, o Clube Académico da Trofa não conseguiu superioridade suficiente para vencer mais que um jogo às madeirenses.

Na partida em que opôs as duas melhores equipas do campeonato de voleibol A1 feminino, o Sports Madeira surgiu motivado, fruto da derrota do Boavista e começou o jogo mais forte, não dando qualquer hipótese às trofenses no primeiro parcial, acabando por vencer (19-25). As trofenses, no segundo set, não queriam conceder mais facilidades às madeirenses e mantiveram a liderança no resultado até ao décimo segundo ponto. Por seu lado as adversárias não desistiram e chegaram mesmo a vencer para surpresa de todos, por 21-25. A derrota do terceiro parcial seria decisiva para o desfecho da partida, que dava a vitória das insulares. Mesmo com alguns erros durante o set, as campeãs nacionais primaram pela qualidade, na ponta final e acabaram por levar a partida a um quarto parcial, com uma vantagem de apenas dois pontos. Este parcial revelou-se, ao contrário do anterior, definitivo, com a vitória das madeirenses por 21-25.

No final do jogo Sílvio Costa afirmou à imprensa que “precisávamos mesmo de vencer e a equipa deu uma excelente resposta. Foi sempre superior, realizou um desafio em que esteve tacticamente disciplinada e mereceu amplamente este resultado, que inclusive, tal foi a nossa superioridade, poderia ter sido pela margem máxima”.

Já no último jogo desta fase, em que defrontou o Gueifães, o CAT venceu por 3-1, mas não convenceu quem assistiu ao jogo.

As atletas trofenses facilitaram em muitos momentos da partida e em dois sets quase davam a vitória às adversárias. O primeiro parcial foi ganho pelas forasteiras, que aproveitaram a apatia das campeãs nacionais e acabaram por fazer o 0-1, por 24-26.

O segundo set foi igualmente renhido, mas prevendo o pior, o CAT não consentiu a perda de mais pontos e venceu por 25-20. Conscientes que se perdessem mais sets a situação poderia piorar, as trofenses não deram muitas hipóteses e deram 25-15 às adversárias. No derradeiro parcial, a apatia voltou a tomar conta das eventuais “favoritas” a vencer o jogo e permitiram que o Gueifães dificultasse, mais uma vez, a situação. Contudo a vitória não lhe fugiu e o CAT, acabou por respirar de alivio quando alcançou o vigésimo sétimo ponto.

Manuel Barbosa mostrou-se insatisfeito com o desempenho das jogadoras e assumiu que “foi um mau jogo”. A partir de agora “maus jogos pagam-se caros e se num desses jogos pode dar em derrota e, quem sabe a perda do campeonato e da taça”.

Por seu lado, o treinador do Gueifães, António Ferreira estava satisfeito com as suas atletas e afirmou que “a minha equipa é jovem e também não tem grandes condições de trabalho. Como ainda é um pouco imatura, nos jogos importantes tem tendência a ‘tremer’ um pouco. Como neste jogo não havia uma responsabilidade acrescida, as minhas atletas libertaram-se e tornaram-se perigosas”.

Relativamente ao jogo mais importante do passado fim-de-semana do campeonato A1 feminino de voleibol, que opôs Sports Madeira e Boavista, as madeirenses saíram vencedoras, com os parciais de 25-23, 25-20 e 25-17.