Com o fim da equipa sénior do Clube Académico da Trofa, a direção decidiu focar-se apenas no departamento de formação de atletas, com a novidade do escalão masculino. O novo responsável pelo departamento de formação precisa de atletas para formar equipas.

Carlos Caeiro é o novo responsável pelo departamento de formação do Clube Académico da Trofa (CAT), bem como treinador. “Uma grande responsabilidade” para o responsável, pois, apesar de ser um clube que existe há “muito pouco tempo”, conseguiu alcançar “grandes feitos”. 

Neste momento, o principal objetivo passa por formar “equipas e corpos técnicos”, para de seguida passar para a parte de competição. O objetivo futuro do CAT passa por formar “uma equipa sénior com jogadoras da casa”. Por essa razão, a direção do CAT decidiu suspender a equipa sénior e, nos próximos anos, dedicar-se apenas à formação de atletas. Devido a diversas situações que decorreram no passado, muitas atletas abandonaram o clube e neste momento só conta com cinco atletas. Carlos Caeiro contou que esta era “uma grande dificuldade” e, nesse sentido, andaram a “sondar antigas atletas”. O próximo passo é promover nas escolas “treinos de demonstração e palestras”, de forma a captar a atenção dos jovens para “uma modalidade única na Trofa”. Uma das novidades do CAT é a aposta no voleibol masculino, “uma lacuna” que existia no clube até agora. 

O novo responsável pelo departamento de formação denotou o afastamento de alguns diretores e, prova disso é o facto de apenas conhecer Mário Moreira, presidente do CAT, e Eduardo Moreira. Márcia Ferreira, que jogou dois anos no escalão juvenil, é uma das cinco atletas que neste momento encontra-se a treinar no CAT. Compreende a razão que levaram as atletas a abandonar o clube, mas pedelhes que considerem “dar uma segunda oportunidade”: “Os novos treinadores e dirigentes não são os mesmos e não têm culpa do que os anteriores fizeram. Desta vez, vão dar mais atenção às atletas e configurar-nos um futuro desportivo”.

Ana Santos, que já se encontra no clube da Trofa há sete anos, acha “muito bem” que tenham existido “mudanças” no clube, pois “antigamente ligavam muito mais às seniores do que aos escalões mais baixos”, tendo-se sentido um pouco discriminada, pois todo “o dinheiro era para elas” (seniores), não havendo apoio nos transportes para os jogos, que ficavam a cargo dos pais das atletas. 

Pertencer ao CAT é um orgulho e, por essa razão, nunca pensou em “sair do clube”, tendo chegado a apoiar na época passada a equipa sénior. Se tens entre seis e 18 anos e gostavas de fazer parte do CAT, podes aparecer nos treinos, que decorrem de segunda a sextafeira, entre as 19 e as 21 horas, no pavilhão gimnodesportivo da Escola EB 2/3 de S. Romão do Coronado.

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