Equipa do CAT continua sem apoios e ameaça não viajar à Madeira, faltando pela segunda vez a um jogo esta época. Em caso de castigo, a Federação Portuguesa de Voleibol pode também sancionar o departamento de formação do clube.

A situação do Clube Académico da Trofa (CAT) é como uma bomba prestes a explodir. Há muito que as dificuldades assolaram o CAT e, com as restrições financeiras, os maus resultados pioraram o cenário. Mas este ainda pode ficar mais negro. Depois de mais uma derrota, desta vez na primeira jornada da fase de despromoção frente ao Castêlo da Maia (0-3), o treinador alertou para a possibilidade de a equipa abandonar o campeonato antes
de a época terminar. A possibilidade de fazer a segunda falta de comparência, desta feita no jogo com o Câmara de Lobos, na Madeira, no domingo, está em cima da mesa. “Aquilo que tínhamos estruturado para em dezembro fazermos não foi possível, por falta de apoios. O clube reduziu o orçamento, não tem conseguido responder a nível desportivo e financeiro”, afirmou o técnico. 

Manuel Barbosa critica a falta de apoios que terão sido prometidos, sublinhando que “as jogadoras e os treinadores mereciam outra atenção” de diretores que “fugiram”. E alertou para o facto de que a possível extinção do clube poder “sair caro” aos mesmos, devido a responsabilidades junto da banca. “Havia empresas conhecidas na Trofa, que o ano passado garantiram que davam e não deram. Se esta semana, isto não se alterar, claro que os treinadores, jogadoras, e penso que também o presidente, vão divulgar o nome das empresas e das pessoas que não têm aparecido”, sublinhou. O técnico considera “uma vergonha” a falta de apoio para com o plantel e equipa técnica, que têm feito o seu trabalho apesar de não verem nenhuma retribuição financeira: “O clube não tem só responsabilidades com as finanças e a banca. Também as tem com pessoas que deram e dão muito ao clube todos os dias e que gastam o seu dinheiro sem ver nada retribuído a nível financeiro, nem com a presença dos diretores. Só o presidente e um ou outro elemento da direção é que aparecem”.

Ao azar de ver a época desportiva quase arruinada, o presidente do CAT lamenta ainda o desinteresse dos patrocinadores. Mário Moreira garantiu que “há empresas a recusar cem euros” ao clube, mas rejeita falar em extinção, salvaguardando que essa decisão carece de uma decisão em assembleia. No entanto, nesse cenário, alguns diretores “serão chamados” para assumir responsabilidades junto da banca, confirmou o presidente.

De acordo com Mário Moreira, o passivo do CAT é de “cerca de 200 mil euros”. O plantel também tem sentido dificuldades e lamenta a ausência de responsáveis para motivar a equipa. Joana, a capitã, afirmou que “não tem sido fácil”. “Está tudo contra nós, nem para treinar temos gente suficiente. Nós precisamos de apoio, mas a nível de direção só o presidente é que aparece”, afiançou. Em caso de castigo da Federação Portuguesa do Voleibol, o CAT pode ver também extinto o departamento de formação de voleibol. Durante esta semana, a equipa e presidente esperam com expectativa o aparecimento de um patrocinador que assegure o resto do campeonato e a próxima viagem à Madeira.

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