Manuel Barbosa, treinador do Cat reconheceu que no primeiro seta sua equipa falhou "muitos serviços" e o Ribeirense aproveitou para sair em vantagem. Contudo, as atletas trofenses conseguiram "corrigir" e "direccionar melhor os serviços", o que contribuiu para a saída dos Açores com uma "vitória justa".

   O Clube Académico da Trofa está a uma vitória de revalidar o título nacional da Divisão A1 de voleibol feminino. Depois de terem vencido o Ribeirense, no primeiro jogo do play-off, na Trofa, por 3-1, as trofenses viajaram aos Açores e saíram de lá com mais um triunfo, pelo mesmo resultado.

As jogadoras de Manuel Barbosa não entraram bem na partida e concederam o primeiro parcial às insulares, que mesmo assim precisaram dos pontos adicionais para triunfarem (26-24). Depois de uma entrada pouco fulgurante, as actuais campeãs nacionais defenderam o seu estatuto e imprimiram uma vitória por 21-25.

Galvanizadas pelo empate, as pupilas de Barbosa não mais deram hipótese às adversárias e repetiram o triunfo nos dois últimos sets, pelos parciais de 13-25 e 18-25.

Em declarações ao NT, Manuel Barbosa explicou que no primeiro set o CAT falhou "muitos serviços" e o Ribeirense aproveitou para sair em vantagem. Contudo, as atletas trofenses conseguiram "corrigir" e a "direccionar melhor os serviços", o que contribuiu para a saída dos Açores com uma "vitória justa".

"Nada está decidido, mas foi uma vitória muito importante, porque temos ainda três jogos para fazer uma vitória. Nesta época em cinco jogos que fizemos com o Ribeirense só perdemos um e por isso estamos em vantagem. Temos tudo a nosso favor e só nos resta continuarmos concentrados, motivados e não pensar que tudo está ganho. Temos que continuar a trabalhar para conseguirmos fazer a festa no próximo domingo, na Trofa", referiu.

O treinador explicou ainda que "neste momento, numa final, o factor psicológico é que conta. Já estamos há nove meses a trabalhar juntos, fisicamente já não há muito a trabalhar, temos é de nos manter bem tacticamente. Conhecemos as jogadoras e alguma coisa que esteja menos bem tentamos corrigir e alertar, mas basicamente tentamos manter as jogadoras alerta, motivá-las e dizer que têm de estar motivadas".

Por seu lado, o técnico vencido, Fabiano Kwiek, frisou que no primeiro set, o factor surpresa acabou por surtir o efeito esperado, no entanto, foi fugaz. "As jogadoras do CAT demoraram um pouco a adaptar-se à nova formação do jogo que tínhamos feito, a jogar com a Carla na ponta e a Taís que é uma distribuidora a jogar ao poste. Tiramos vantagem no primeiro set, mas às vezes nem o improviso corre bem durante o jogo e foi o que aconteceu. A nossa relação de reflexão mudou no bloqueio e na defesa, o que acabou por prejudicar um pouco a equipa. Não está nada terminado, enquanto não acabar o terceiro jogo, vamos continuar na luta".

O treinador não deixou de enunciar alguns problemas que assolaram a equipa, no que concerne ao número reduzido de atletas disponíveis, mas não os aponta como principal motivo para a derrota. "Temos que manter sempre as mesmas jogadoras no treino, nos jogos e nas viagens, o que é muito desgastante. O campeonato é longo e elas sentem agora no final, mas isso não é motivo para colocarmos isso como principal motivo da derrota. É apenas uma agravante".

Desistir não é uma palavra que está no pensamento da equipa açoriana, que vai à Trofa com o intuito de diminuir a desvantagem. A partida está marcada para as 18.30 horas de domingo, no pavilhão desportivo da EB 2,3 de S. Romão do Coronado.

 

Atletas do Trofa sempre bem dispostas durante a viagemTrofa TV e O Notícias da Trofa  acompanharam CAT nos Açores

 

A Direcção do Clube Académico da Trofa convidou os órgãos de comunicação social do concelho para acompanhar a equipa na sua deslocação à ilha do Pico, nos Açores. A Trofa TV e o jornal O Noticias da Trofa enviaram uma jornalista, que durante tres dias seguiu de perto as atletas, equipa técnica e direcção do CAT nesta importante deslocação aos Açores de onde regressaram com mais uma vitória.

Os momentos de boa disposição da comitiva trofense foram muitos, sobretudo depois do bom resultado alcançado frente ao Ribeirense. E nem a cansativa viagem de 10 horas e três escalas em outros tantos aeroportos e a viagem final de barco, que fez a ligação Horta-Pico, conseguiu indispor a comitiva.