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Edição 430

Casal burlou idosa de Santiago

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Pensando tratar-se de familiares, uma sénior, moradora em Santiago de Bougado, entregou a um casal de burlões, dinheiro e um cordão de ouro, num valor global de 2150 euros.

 O relógio marcava 15 horas desta segunda-feira, quando uma senhora, com cerca de 70 anos, foi abordada por um casal, acompanhado por duas crianças, quando se encontrava próxima da habitação, situada na Rua do Outeirinho, em Santiago de Bougado. Num discurso coerente, o casal apresentou-se como sendo seus primos e o elemento feminino, que aparentava ter cerca de 40 anos, terá dito à senhora que estava emigrada em França junto da sua filha, tendo-se referido ainda ao nome e o local onde estaria emigrada.

No decorrer da conversa, o casal contou que a filha da idosa lhes teria pedido para falar com a mãe, para que esta enviasse dinheiro. A septuagenária não desconfiou de nada e, depois de ter ido a casa, entregou-lhes 650 euros em dinheiro e um cordão em ouro, no valor de 1500 euros.

No final, tudo não passou de um esquema bem montado pelo casal, que burlão a idosa esta segunda-feira, 1 de julho. O caso está entregue à Guarda Nacional Republicana (GNR) da Trofa, que está a investigar.

 

Homem importuna sexualmente duas mulheres

Duas mulheres foram importunadas sexualmente por um homem, quando circulavam via pública. O caso aconteceu na tarde de quinta-feira, 27 de junho.

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Uma mulher, de 50 anos, seguia, pelas 13.30 horas, na Rua D. Pedro V, em S. Martinho de Bougado, quando um homem, com cerca de 40 anos, a abordou, apalpando-lhe os seios e colocou-se de imediato em fuga apeada. Situação idêntica ocorreu três horas mais tarde, mas na Rua Santa Bárbara, também em S. Martinho de Bougado, quando o homem se aproximou de uma jovem de 17 anos e repetiu a aborbagem.

Um dos assédios ficou registado nas imagens de vídeo vigilância de uma das lojas das imediações.

As vítimas apresentaram queixas na GNR da Trofa e o caso seguiu para Tribunal. 

Furtam ferramentas e tampas metálicas

Duas aparafusadoras, uma lixadeira e duas rebarbadeiras. Estas foram algumas das várias ferramentas profissionais furtadas, durante a tarde do dia 26 de junho, do interior de um anexo de uma habitação, situada na Avenida de S. Gens, no Muro.

Para terem acesso ao interior do anexo, os indivíduos estroncaram uma porta metálica e furtaram as várias ferramentas profissionais, no valor global de 4500 euros.

Já durante o dia 21 de junho, foram furtadas seis tampas metálicas das condutas da Portugal Telecom, que se encontravam na Rua das Camélias, em Alvarelhos. O furto está avaliado em 1100 euros. 

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GNR deteve cinco infratores

Na última semana, a Guarda Nacional Republicana da Trofa deteve um pessoa por conduzir um ciclomotor sem habilitação, outra por posse ilegal de arma branca, uma por desobediência à autoridade por conduzir um veículo apreendido e dois por conduzirem sobre o efeito de álcool. Estes últimos conduziam um ciclomotor com uma taxa de 1.7 e 2.13 gramas de álcool por litro de sangue, respetivamente.

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Edição 430

«…E até mortos vão a nosso lado.» Do poema «Jornada» de José Gomes Ferreira

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atanagildolobo

O ministro caiu. Demitiu-se. Já há oito meses atrás tinha chegado à conclusão de que não tinha credibilidade, que falhara nos objetivos, nas previsões, na sua política. Já pedira a demissão por duas vezes. Alguém o andou a aguentar e à sua política no governo durante este tempo. Quem? Porquê? No passado dia 27 de junho realizou-se uma grande greve geral, sobretudo no sector público. De alguma forma, entre outros resultados da greve, como por exemplo saber-se que há gente, que apesar de perder um dia de salário, se indigna, protesta, luta por este país, acredita em Portugal e nos portugueses, aconteceu outro: Gaspar demitiu-se, o ministro caiu.

Também no passado dia 27 de junho ter-se-á realizado, provavelmente, a última assembleia de freguesia, antes da inevitável retoma da independência e da autonomia que um dia acontecerá, quiçá brevemente, na minha freguesia: Guidões.

O presidente da junta, Bernardino Maia, de forma emotiva e genuína, elogiou as atuações políticas de três pessoas já falecidas que, cada uma á sua maneira e em diferentes tempos, contribuíram positivamente para o debate democrático, para a resolução dos problemas concretos, para uma maior vivacidade na democracia em Guidões. Segundo afirmou, as suas influências marcaram a freguesia desde o tempo que integrava o concelho de Santo Tirso até hoje, fazendo de Guidões a «freguesia mais politizada». Obviamente que fiquei surpreendentemente encantado pela declaração, embora comovido, sendo duas dessas figuras os meus camaradas Arnaldo Ferreira e Augusto Lobo. Mas digo também ter-se tratado de um manifesto absolutamente justo. Provavelmente a história democrática de Guidões e mesmo a história de duas dezenas de anos antes de instalada a democracia, teria sido diferente se esses dois homens não tivessem existido. Eu acrescentaria, e estamos a falar apenas de pessoas que já desapareceram, o nome de Agostinho Ferreira Lopes, outra figura incontornável da história democrática de Guidões dos últimos sessenta anos. A história faz-se sempre mais tarde. E um dia essa história far-se-á.

Resta-me uma palavra para o Sr. Presidente. Contou a maioria PS com a oposição da CDU de 1993 a 1997 e de 2005 até agora, na assembleia de freguesia. Uma oposição lisa, sem borbulhas, contundente quando necessária, combatente sempre, proponente às vezes, coerente e consequente, permanentemente. É verdade que ao longo desses anos, foi mais o que nos separou do que o que nos uniu. Mas também é verdade que no grande valor, no mais alto de todos os valores estivemos unidos: o amor à nossa freguesia. Este combate, esta luta pela preservação da freguesia, contra a malfazeja política do PSD e do CDS que agora nos obrigou a agregar com Alvarelhos, extinguindo assim duas freguesias históricas, ao arrepio da vontade do povo, não terminou. A luta prosseguirá comigo, consigo e com todos os outros que se oponham à extinção das freguesias e assim germinará novas vozes, fomentará novos combates, até que a legalidade seja reposta e a freguesia seja devolvida ao seu legitimo proprietário: o povo.

Subsiste ainda uma saudação pela sua postura democrática, pela sua aceitação de críticas políticas, pelo seu poder de análise e também, já agora, uma coisa que até é rara em políticos no poder, pela sua capacidade de autocrítica política. Estou a lembrar-me da questão do grande terreno da urbanização de Vilar ou das taxas do cemitério, em que a história veio a confirmar a análise atempada da CDU.

Por isso, este abraço na despedida do cargo que desempenha, realçando o muito que nos separa, mas enfatizando sobretudo o essencial do que nos une politicamente e que, consequentemente, não será de adeus, mas de reencontro e de reafirmação na luta pela nossa freguesia e

«Aqueles que se percam no caminho

Que importa? Chegarão no nosso brado

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Porque nenhum de nós anda sozinho

E até mortos vão a nosso lado.»

 

Guidões, 2 de julho de 2013.

 

Atanagildo Lobo

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Edição 430

“S. Mamede ganhou um novo rumo, dinâmica e vitalidade”

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Em entrevista ao NT, José Ferreira faz balanço do mandato 

José Ferreira assumiu pela primeira vez a presidência de S. Mamede do Coronado há quatro anos. Em entrevista ao NT, o autarca nomeou a Casa Mortuária como uma das obras mais importantes do mandato e afirmou que a primeira grande dificuldade encontrada foi “uma dívida de 70 mil euros deixada pelo executivo anterior”.

Como avalia o mandato que está prestes a completar, assim como toda a sua governação na Junta de Freguesia de S. Mamede do Coronado?

José Ferreira (JF): O meu mandato à frente da Junta de Freguesia de S. Mamede do Coronado é francamente positivo. Toda a minha governação se pautou por muito empenho, rigor e perseverança, mas sobretudo, foi o trabalho e o apoio de toda a minha equipa que muito contribuiu para o sucesso da nossa governação.

A freguesia de S. Mamede ganhou connosco um novo rumo, uma nova dinâmica e sobretudo vitalidade. 

Leia a reportagem completa na edição desta semana d’ O Notícias da Trofa, disponível num  quiosque perto de si ou por PDF.

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