Pertence à Delegação da Trofa da Cruz Vermelha Portuguesa o projeto vencedor do Prémio BPI Solidário. “Casa ComVida” pretende dar uma nova oportunidade a pessoas que ultrapassam uma fase difícil. Dar-lhes um novo lar é o primeiro passo para que tenham uma nova vida.

Em 2015, segundo “dados das técnicas de ação social do concelho da Trofa”, 19 pessoas habitavam em quartos ilegais e 14 residiam em habitação em ruínas. No Relatório da Loja Social constavam pedidos de 50 famílias para realojamento e/ou situação de emergência habitacional. Os números falam por si e agravam quando se constata que “no concelho predomina o aluguer de quartos ilegais sem condições de habitabilidade, aos quais, por falta de resposta, os utilizadores têm que recorrer”. A situação não deixou a Cruz Vermelha da Trofa indiferente, que se candidatou ao Prémio BPI Solidário com o intuito de combater a precaridade social no concelho.
O projeto “Alojamento de Emergência e Autonomia Social de Adultos (AEASA) – Casa ComVida” pretende “garantir alojamento temporário a pessoas em situação de sem abrigo ou emergência social, com vista à autonomia de vida a adultos em situação de vulnerabilidade, assegurar a satisfação das necessidades básicas dos utentes aos níveis de alojamento, vestuário, alimentação e medicação, apoiar e operacionalizar o plano de inserção, no que diz respeito à estadia no AEASA, e transmitir diversas competências, ao nível da organização da vida em sociedade, através de um apoio multifacetado, quer pelo acompanhamento psicossocial, cuidados médicos e de enfermagem, quer através de ateliers ocupacionais”, fez saber fonte da Delegação da Trofa. A ideia passa pela “colocação provisória em quartos/residenciais” e pela integração na sociedade pessoas que por si só não o conseguem fazer.

Leia a reportagem na íntegra na edição n.º 673 do jornal O Notícias da Trofa, já nas bancas.