A “Viela do Rancho da Trofa”, em Finzes, S. Martinho de Bougado, recebeu as vozes quentes e toda a emoção do fado, no sábado à noite.

O Rancho Folclórico da Trofa teve casa cheia para assistir a uma sessão de fados e Alcino Paixão, ficou satisfeito com o resultado final. “Estou feliz, a sala está cheia”, confessou o presidente da associação, acrescentando que o Rancho gostaria de receber mais espectadores, no entanto “não existe espaço”.

A ideia de organizar uma sessão de fados na sede do Rancho do Folclórico da Trofa partiu de um dos seus elementos para ajudar o grupo a “sobreviver”, pois é necessário “trabalhar um bocadinho em cada coisa, não só com o folclore, mas também com o fado”. Alcino Paixão explicou que “um Rancho tem uma despesa muito grande. Manter os trajes e as tradições é difícil e dispendioso”. A sessão de fados serviu, precisamente, para angariar fundos para fazer face às despesas do Rancho.

O Rancho Folclórico da Trofa esforçou-se para que tudo corresse bem durante o jantar e a sessão de fados. Paula Bastos, elemento da associação, ajudou à festa e estreou-se como fadista.”Estava muito nervosa”, confidenciou ao NT/TrofaTv depois do espectáculo. Para esta nova voz do fado na Trofa, actuar no último sábado “foi a realização de um sonho” e “uma experiência a repetir”.

Museu do Rancho é único na região

A sede do Rancho inclui, também, um museu dedicado à etnografia. Actualmente, estão ser catalogadas todas as peças expostas no piso superior da sede, com o objectivo de criar um livro sobre as relíquias. O NT/TrofaTv fez uma visita ao espaço antes do início da sessão de fados. Existem objectos expostos “que têm muito significado”, garantiu o presidente da colectividade, “algumas com mais de 300 anos”, mas os elementos do rancho não têm os conhecimentos necessários para catalogar as relíquias. Para realizar este trabalho “complicado”, Alcino Paixão espera “ter o apoio da Câmara Municipal”, uma vez que dispõem de técnicos que podem ajudar a fazer a catalogação. O museu é visitado por grupos oriundos de várias escolas do concelho e o livro seria uma ajuda para que os mais novos percebessem a cultura e tradição da região.

Alcino Paixão explicou que, para reunir os artigos expostos, neste que é um espaço único na região, “é necessário andar de casa em casa, de porta em porta”. “Só assim reunimos peças tão antigas”, garantiu.

O museu não tem horário definido, “de segunda a sexta-feira é o dia que quiserem, basta contactar o rancho” referiu Alcino Paixão.