Trofa, 19 de Novembro de 2007
Escrevo-lhes esta carta aberta, ao final do dia de mais um aniversário, o nono, da criação do Concelho da Trofa.

  Escrevo-lhes esta carta aberta, ao final do dia de mais um aniversário, o nono, da criação do Concelho da Trofa.

Optei pela fórmula da carta aberta pois é a melhor maneira de vos fazer chegar a mensagem, não só a todos os antigos membro que são muitos, mas também a toda a população que apoiou e participou activamente no processo público e popular de emancipação do concelho da Trofa.

Foi um trabalho de anos, foi um trabalho de gerações e foi o trabalho de uma grande maioria da população que se apaixonou por uma causa liderada pela então Comissão Promotora do Concelho da Trofa.

Quero aqui prestar a minha homenagem e publica gratidão pelo trabalho de todos, membros da comissão e população que apoiou a causa. Se hoje somos uma realidade municipal autónoma é graças à nossa perseverança.

È, no entanto, com alguma tristeza que também tenho verificado algum alheamento da população em relação as questões do concelho. Se no processo de criação a arma fundamental foi a participação de todos, no processo de desenvolvimento da Trofa, essa mesma participação é igualmente determinante. O nosso concelho faz-se dia-a-dia. A 19 de Novembro de 1998 apenas ficou aprovado na lei. Mas é no desenvolvimento infra-estrutural, económico, social, cultural, educativo, ecológico, desportivo… que se vai tornando realidade. Um decreto não chega para fazer um concelho, mas sim o devir promovido pela acção constante de todos os agentes individuais ou colectivos da nossa terra.

Exorto pois ao espírito apaixonado e bairrista que caracterizou o período que antecedeu e conduziu à criação da autonomia municipal da Trofa. Esse espírito genuíno e único deverá permanecer para sempre, é ele que faz da Trofa uma terra diferente de todas as que conheço.

Confesso que senti igualmente alguma tristeza por verificar uma ausência crescente dos antigos membros da Comissão Promotora nas comemorações do aniversário do Concelho da Trofa. Espero que não sejam esquecidos, e por isso decidi escrever-lhes a todos. Para reavivar a memória e para publicamente lhes manifestar reconhecimento. Tive a oportunidade de convosco trabalhar enquanto membro da Junta de Freguesia de S. Martinho de Bougado, a qual pertencia à data da criação do Concelho da Trofa. Conheço bem o trabalho, sei da importância e do persistente empenho da Comissão, pelo que não posso deixar de aproveitar esta oportunidade para prestar o justo reconhecimento, e manifestar a minha gratidão.

Faço votos que continuem com a mesma vontade e prontidão para servirem as causas justas de uma comunidade e duma terra como é a Trofa e os trofenses.

Cordiais e amistosos cumprimentos deste grato trofense

 

Hélder Santos