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Naquela que foi a última sessão ordinária do mandato, os representantes dos quatro partidos aproveitaram para reflectir sobre a actividade da Assembleia Municipal nos últimos quatro anos. Carlos Martins, presidente da Junta de Freguesia do Muro, apresentou uma petição para a criação de um “pulmão arborizado e um espaço de lazer e recreio” no lugar do Quintão, no Muro.

Rapidez, objectividade e ausência de divergências podem bem definir a última sessão ordinária da Assembleia Municipal da Trofa, no dia 30 de Setembro, em que a única questão levada a discussão ainda no período antes da ordem do dia foi uma petição apresentada por Carlos Martins, presidente da Junta de Freguesia do Muro. Com o objectivo de criar um “pulmão arborizado e um espaço de lazer e recreio” no lugar do Quintão no Muro, Carlos Martins apelou à Câmara para não vender o terreno onde o autarca quer instalar o projecto que pretende ser uma “importante fonte de oxigénio e ponto de encontro entre a população circundante”. “O lugar do Quintão está em processo de expansão urbana, contando com uma zona residencial de assinalável dimensão. Para manter a qualidade de vida das populações há a necessidade redobrada de criação e manutenção de pulmões arborizados e espaços de lazer e recreio”, defendeu Carlos Martins, apelando à autarquia a que o terreno privado em questão se torne público “de forma a ser usufruido por todos os munícipes”. “Eu queria trazer isto à Assembleia para pedir à Câmara Municipal que não vendesse este terreno”, sustentou o autarca, adiantando que a mesma petição foi votada por unanimidade na última Assembleia de Freguesia do Muro.

António Pontes, que assumiu a presidência da autarquia por suspensão de mandato de Bernardino Vasconcelos, respondeu a Carlos Martins, esclarecendo que a autarquia “ao longo destes anos não vendeu um único terreno do seu domínio privado”. “Permitiu foi doações às Juntas de Freguesia, associações, clubes e outras entidades para avançar com projectos de interesse para o concelho”, acrescentou, remetendo para o próximo mandato o futuro do terreno em causa para “então ver o que se pode fazer”.

Na última assembleia municipal foi ainda privilegiado o tempo de reflexão, em que os representantes dos quatro partidos fizeram o balanço do mandato que se encerra. Paulo Queirós, membro eleito pela CDU, realçou a “melhoria qualitativa da assembleia” com as “moções, denúncias, propostas e iniciativas” apresentadas pela coligação. “Durante estes anos procurámos fazer uma intervenção que visasse o enriquecimento do diálogo e o progresso da terra, procurámos trazer a esta assembleia assuntos candentes do nosso concelho e sentimos que a presença da CDU alargou o âmbito das discussões aqui havidas”, afirmou.

Já António Barbosa, da bancada do PSD, considerou que “a qualidade de vida dos trofenses melhorou significativamente”. “As opções que aqui tomámos ao longo deste mandato contribuíram para melhorar a nossa qualidade de vida, há obra feita, há obra em construção e há obra a fazer-se, a prova disso é o autêntico estaleiro em que a Trofa se tornou nos últimos anos “, realçou.

Por sua vez, Magalhães Moreira, membro eleito pelo PS, recordou a posição do partido na assembleia municipal, que “actuou sempre sem qualquer reserva mental e obedecendo apenas àquilo que considerou serem os superiores e legítimos interesses da Trofa”. “Os nossos votos contra estão sobejamente justificados e devidamente plasmados nas actas desta assembleia porque não receamos os julgamentos da história”, referiu.

Do lado da bancada dos CDS-PP, Renato Pinto Ribeiro afirmou que o partido representou “uma oposição crítica e exigente e simultaneamente capaz de viabilizar todos os propósitos do executivo nas matérias que lhes pareceram válidas”. “Fomos uma oposição construtiva, cuja conduta se pautou exclusivamente pelos interesses de todos os trofenses”, asseverou, sublinhado que o CDS-PP “contribuiu para importantes medidas do desenvolvimento do concelho”.