Grupo Danças e Cantares de Santiago de Bougado organizou na noite de sábado, dia 4 de janeiro, um Encontro de Cantares de Reis.

Munidos de lumieiras, os grupos vindos das terras de Coimbra, Maia e Matosinhos passaram por casa de uma família, onde encontravam avós e netos. Na cozinha, com a lareira acesa, os grupos cantaram aos reis e desejaram um bom ano novo, tendo-lhes sido ofertado pela família uma chouriça e um copo de “xarope”.

Foi assim, num ambiente descontraído e com humor à mistura, que decorreu o 8º Encontro de Cantares de Reis do Grupo Danças e Cantares de Santiago de Bougado, no auditório da Junta de Freguesia de Bougado, em Santiago, por onde passaram, além do grupo da casa, o Grupo Folclórico da Casa do Pessoal da Universidade de Coimbra, o Rancho Típico da Amorosa (Matosinhos) e o Grupo Regional de Moreira da Maia.

Para a presidente do Grupo, Manuela Moreira, o Encontro correu “muitíssimo bem, desde da chegada dos grupos, que foram extremamente simpáticos”, perspetivando-se “uma boa noite”. “Apesar do frio, da chuva e da intempere, estavam todos presentes, bem dispostos e gostaram da maneira como foram recebidos e de conhecerem a nossa sede.

O Grupo Folclórico da Casa do Pessoal da Universidade de Coimbra gostou imenso de vir ao norte e também de quando lá fomos, porque é uma tradição diferente”, afirmou.
A realização deste encontro tem como objetivo “trazer outras tradições” ao concelho. No entanto, Manuela Moreira “pondera” a sua realização no próximo ano, uma vez que esta iniciativa acarreta “muitas despesas” e “as ajudas são poucas”. “Nós gostamos de receber bem os nossos convidados. É todo um conjunto de despesas que para o ano é um caso a pensar”, explicou.

Esta “contenção de custos” também influenciou a escolha dos grupos a participar neste encontro, havendo “só um que tenha sido mais retirado” e os “outros dois são daqui de perto”. “É uma maneira de depois ao retribuir não termos viagens muito longas, porque os transportes também ficam muito caros”, salientou.

A presidente “agradeceu” à Junta de Freguesia de Bougado pela “cedência” do auditório, assim como à comunidade em geral, por os ter recebido durante o porta a porta, que está a decorrer desde o início de dezembro, para dar as boas festas. No balanço do porta a porta, Manuel Moreira referiu que a adesão “não é como nos anos anteriores” e que tem “reduzido”, mas “para a crise que estamos até tem corrido razoavelmente bem”.

“Alguns não abrem a porta, a gente vê que estão em casa, mas nota-se hoje que as pessoas estão muito controladas. Este ano estamos bastante atrasados devido ao mau tempo, só temos metade da freguesia feita, e nos anos anteriores por esta altura, a meio da freguesia, já temos um valor um bocadinho mais elevado do que este ano”, exemplificou, agradecendo à comunidade, pois, “dentro dos possíveis e dentro da crise”, têm sido “generosos”, tendo a “consciência que a vida não está fácil para ninguém”.

Nos próximos tempos, o Danças e Cantares de Santiago tem “várias saídas agendadas”, tal como o festival para setembro, nas Festas de S. Gens, e quer “continuar com uma atividade que gostamos sempre de fazer, que engloba um quadro agrícola ou etnográfico”.