O estudo do Projecto para a construção da VIM que deverá ligar Vila Nova de Famalicão à Trofa foi aprovado, pela maioria social-democrata em coligação com o CDS/PP, na última reunião camarária de Vila Nova de Famalicão. Assim a nova travessia sobre o rio ave deverá ligar as freguesia de Lousado a S. Martinho de Bougado (junto ao Hospital da Trofa), num investimento total de cerca de 10 milhões de euros.

  A nova Via Intermunicipal (VIM) que vai ligar o Município de Vila Nova de Famalicão ao da Trofa foi aprovada na reunião de câmara da semana passada, pela maioria social-democrata em coligação com CDS/PP, com os votos contra do vereadores do partido Socialista, por considerarem que o projecto "mal sustentado e vazio". Apesar de concordarem que as propostas "têm interesse" os socialistas alegam que " estão maltratadas e envergonham quem as aprovam".

A Câmara Municipal de Famalicão declarou interesse público para "desafectação dos terrenos para construção da VIM, " já que estes se encontram em zona classificada como Reserva Agrícola Nacional (RAN).

A VIM Famalicão/Trofa vai permitir a fluidez de transito entre a Vila de Ribeirão a Trofa já que a ligação a construir prevê que a VIM se inicie na rotunda junto ao Lago Discount, passando pela freguesia de Lousado, servindo a Continental Mabor e a zona industrial onde a empresa está inserida, terminando junto ao Hospital da Trofa.

A extensão da nova via rodoviária terá uma extensão de 2,7 quilómetros, dos quais apenas 330 metros se vão situar no concelho da Trofa e 700 metros será a extensão prevista para a nova ponte sobre o Rio Ave.

A via terá duas ligações, uma desnivelada a norte da Continental Mabor e uma outra ligação à estrada municipal 508, servindo as freguesias de Ribeirão e Lousado.

A obra ronda os 10 milhões de euros, incluindo expropriações, tem já o concurso para a elaboração do projecto aprovado e custará aos cofres da autarquia 100 mil euros.

Recorde-se que Armindo Costa, aproveitando uma visita recente do primeiro ministro à Continetal Mabor, em Lousado,sensibilizou José Sócrates para a necessidade de existir uma outra ponte sobre o rio Ave. U. Um projecto que já existe, faltando agora verba para a sua implementação. Trata-se de uma obra avaliada em cerca de 10 milhões de euros, concebido em parceria com os Municípios de Famalicão e Trofa que "estão dispostos a assumir a despesa da construção da nova via, competindo ao Estado a construção da nova travessia", referiu Armindo Costa, adiantando que, no entanto, José Sócrates "não se comprometeu" com essa missão.

O edil famalicense ainda desafiou o Primeiro Ministro a abrir excepção, permitindo à Câmara Municipal de Famalicão endividar-se para a construção desse acesso, mas o líder governamental não atendeu.

Perante a dimensão deste projecto, o primeiro-ministro reconheceu que o investimento em causa justificava o envolvimento do Governo. De acordo com o edil famalicense, José Sócrates sublinhou que o "Governo também não tinha dinheiro, mas aludiu que uma empresa como a Continental Mabor merecia um esforço, mostrando-se então disponível para interceder junto do Ministro das Obras Públicas para estabelecer uma parceria".