Foram hoje aprovados, com os votos favoráveis dos vereadores da coligação Unidos Pela Trofa e abstenção dos vereadores do PS, o Orçamento e Plano Municipal de Atividades para o ano de 2020.

A Câmara Municipal anunciou um orçamento de 35,7 milhões, que considera “ambicioso, criterioso e responsável para continuar a construir a Trofa do Futuro”. As prioridades para o próximo ano são, diz o executivo, “a construção dos Paços do Concelho, a construção da Ciclovia do Coronado, da CicloviaNorte, da Diagonal21 e da Praça envolvente aos Paços do Concelho” e “a requalificação da rede viária”.

Depois da reunião extraordinária da Câmara Municipal, os vereadores socialistas justificaram o sentido de voto pelo facto de as propostas apresentadas “não refletirem a vontade política do Ps

Um dos outros pontos a votação na reunião de Câmara foi a redução da taxa de IMI e que mereceu o voto favorável por unanimidade.

Apesar da redução os vereadores socialistas consideram “pouco ambiciosa”a redução do IMI em 0,01 por cento, de 0,45 para 0,44.

“O PS congratula-se com esta redução, porque foi algo que, enquanto vereadores, defendemos durante os últimos dois anos, de que era possível e isso está comprovado com esta proposta. No entanto, a redução de apenas 0,01 é insuficiente, pois defendemos que a Câmara Municipal tem uma almofada financeira que permitiria a redução para 0,4 por cento. Além disso, o executivo mantém a não adesão ao IMI Familiar, que permitiria a agregados com um, dois ou três filhos, uma poupança de 20, 40 ou 70 euros”, afirmou José Amadeu.

O vereador do PS utiliza um exemplo para sustentar a sua posição. “Um agregado familiar com dois filhos, com um imóvel com valor patrimonial de 100 mil euros, com a redução da taxa para 0,44 por cento, vai poupar apenas 10 euros. Se a proposta do PS fosse aceite e a redução fosse para 0,4 por cento e houvesse adesão ao IMI Familiar, além da poupança de 50 euros pela redução da taxa, a família, por ter dois filhos, iria poupar mais 40 euros. Ou seja, a poupança total seria de 90 euros anuais por agregado”.

Sobre as propostas apresentadas pelos vereadores socialistas para o PAM, José Amadeu refere que “vê-se algumas pontas soltas, mas são manifestamente insuficientes para que tivesse a aprovação do PS”.

“Acreditamos que, por exemplo, era possível aplicar a medida da criação da bolsa de medicamentos que defendemos durante a campanha eleitoral ou que era possível fazer-se uma aposta mais forte na agenda cultural do concelho. Também tínhamos uma proposta para a erradicação do analfabetismo no concelho e é preciso desencadear uma estratégia, um plano municipal para que isso aconteça e não estar apenas vertido numa rubrica do plano municipal de atividades”, sustentou o socialista.

Além disso, acrescentou o vereador, “também há um conjunto de intervenções que são necessárias fazer na rede viária, principalmente no Coronado, não obstante as propostas que apresentamos de todas as freguesias. Mas no Coronado, durante mais de dois anos, o executivo da Junta viu-se privado da verba que era delegada na transferência de competências, porque não houve acordo, mas se queremos uma verdadeira coesão territorial, tem que haver essas requalificações”, frisou.