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Câmara admite fecho da Savinor

Câmara admite fecho da Savinor

Savinor está instalada em Covelas há cerca de 30 anos e nunca se livrou de polémicas ambientais

A Câmara da Trofa admite pedir o encerramento da Savinor, uma fábrica instalada em Covelas, que transforma subprodutos do abate de aves e resíduos de peixe. Os maus cheiros provenientes da unidade estendem-se por quilómetros em redor e o presidente da Câmara, Bernardino Vasconcelos, apela à participação da população no processo de licenciamento ambiental, que está em consulta pública na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte até dia 13 do próximo mês.

Os problemas ambientais provocados pela Savinor arrastam-se desde há cerca de duas décadas e Bernardino Vasconcelos é peremptório "Admito que haja meios técnicos para eliminar os odores e tratar os efluentes da Savinor. Se a unidade os implementar e não resultarem, penso que a fábrica deve encerrar".

As queixas da população têm-se sucedido e, mau grado alguns investimentos efectuados pela empresa, que reduziram a intensidade dos maus cheiros, "trata-se de uma poluição ambiental grave", reconheceu Bernardino Vasconcelos.

Empresa cumpre

O caso mereceu, em Setembro do ano passado, um pedido de esclarecimento por parte do deputado do PCP Honório Novo, tendo o Ministério do Ambiente esclarecido que a empresa cumpre os valores-limite no que diz respeito às emissões gasosas e que descarrega os efluentes líquidos na ribeira de Covelas após tratamento em ETAR.

No entanto, o Ministério sublinhou que a empresa havia sido alvo de um processo de contra-ordenação e respectiva coima, em 2005, por infracções à legislação ambiental. A Savinor recorreu da decisão e o processo decorre no Tribunal de Santo Tirso.

Bernardino Vasconcelos, no entanto, sublinhou que a "luta" contra a poluição "muito grave"da Savinor se iniciou em 2000. "No ano seguinte, elaborámos um estudo de odores, pioneiro em Portugal, remetido às entidade competentes sem resposta. Ao longo dos anos, reunimos diversas vezes com o proprietário da empresa (vendida em finais do ano passado) e informámos a tutela. Reunimos, em Setembro do ano passado, com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte e aguardamos o desfecho do processo de licenciamento ambiental", concluiu o autarca.

O JN tentou ouvir, por diversas vezes, sem êxito, a Administração da empresa.

In JN

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