O último passo da Bial foi o lançamento do antiepiléptico Zebinix (acetato de eslicarbazepina) em Espanha, numa acção conjunta com a multinacional japonesa Eisai.

Este é o 12º país a comercializar o Zebinix, que é comparticipado em oito, entre os quais o Reino Unido, a Alemanha, a Noruega e a Dinamarca. Foi também recentemente aprovada a comparticipação do medicamento na Grécia, estando previsto o lançamento neste mercado a curto prazo.

A Bial conta com uma equipa de 200 colaboradores em Espanha e tem instalada uma unidade de produção de vacinas e um de I&D (Investigação e Desenvolvimento), dedicado à área da imunoterapia alérgica.

Em Novembro de 2010 o Zebinix recebeu recomendação positiva do Scottish Medicines Consortium (SMC) relativa à sua utilização clínica e relação custo-benefício. O SMC é uma das entidades de maior prestígio científico na Europa no âmbito da avaliação e recomendação de novos medicamentos, novas formulações e novas indicações.

 

António Portela sucede ao pai na Bial

Luís Portela deixou o lugar de director executivo do Grupo Bial para António Portela. Esta alteração marca a passagem da quarta geração da família à frente da gestão do grupo farmacêutico, fundado a 1924 por Álvaro Portela.

António Portela tem 36 anos e é licenciado em Economia pela Faculdade de Economia da Universidade do Porto. “É com entusiasmo” que o novo director executivo da Bial encara “este desafio de dirigir o futuro” de uma empresa fundada pelo bisavô e “projectada para o primeiro plano do sector pela coragem e determinação” do pai.

Para além de ser Charmain, Luís Portela é ainda presidente da Fundação Bial, do Health Cluster Portugal, do Conselho Geral da Universidade do Porto e presidente da Assembleia-geral da AEBA – Associação Empresarial do Baixo Ave.

 

Apostar na investigação e internacionalização na próxima década

O objectivo da Bial para a próxima década é lançar novos medicamente de investigação própria e reforçar a sua internacionalização, nomeadamente na Europa.

A Bial foi a responsável pelo lançamento do primeiro medicamento de origem portuguesa comercializado à escala global, o antiepiléptico Zebinix.

A criação do departamento de investigação e desenvolvimento foi em 1993, onde actualmente trabalham 117 pessoas de oito países diferentes e que conjuga esforços com cerca de uma centena de instituições de investigação, muitas delas universitárias.

O grupo queria lançar novos medicamentos – um antiparkinsoniano para 2012 e um anti-hipertensor para 2015 –, mas face às restrições impostas pelo Governo, só poderão ser lançados em 2015 e 2017, respectivamente.