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 Miguel Portela, director de Recursos Humanos da empresa Bial, anunciou à Agência Lusa que a farmacêutica está a ponderar a redução da estrutura em Portugal, mas garantiu que “neste momento” não estão previstos despedimentos.

 “Não está em cima da mesa (despedir pessoal)”, afirmou o responsável, à margem do debate “Recursos Humanos: Gestão da Crise ou Crise de Gestão?”, promovido pelo Instituto Português de Administração de Marketing (IPAM).

No entanto, o filho do presidente da Bial não deixou completamente de lado a possibilidade de “ponderar, a longo prazo, se faz ou não sentido manter a estrutura em Portugal”, que se localiza na Trofa, onde trabalham 400 pessoas.

Em declarações à Lusa, Miguel Portela realçou que o investimento em Investigação & Desenvolvimento (I&D) pode vir a ser afectado pela política de baixa de preços dos fármacos, que em alguns produtos atinge os 30 por cento.

“No dia 1 de Abril, os preços voltaram a descer de uma forma abrupta, o que para as empresas que estão a realizar uma política de investimento vem tirar o ar”, acrescentou.

Para 2009, o grupo Bial tinha previsto investir mais de 30 milhões de euros em I&D, valor que corresponde a cerca de 20 por cento da facturação da farmacêutica, um aumento de dois por cento em relação a 2008.

Aos dois centros de investigação, na Trofa e em Bilbao (Espanha), a Bial juntou recentemente uma terceira empresa, instalada na Suíça, com vista a fazer a distribuição para a Europa e EUA.

“O novo medicamento obrigou-nos a criar uma estrutura central na Europa para fazer a distribuição. Entrar em ruptura de mercado com um antiepiléptico era impensável”, concluiu.