Bernardino Vasconcelos, lider da maior concelhia PSD do pais foi eleito esta esta sexta feira vogal  no Conselho Nacional do partido, com 48 votos favoráveis, 24 brancos e 15 nulos.

 Além de Bernardino Vasconcelos e o ex-vereador da Cultura do município de Lisboa José Amaral Lopes eleitos como vogais , os conselheiros nacionais social-democratas elegeram dois novos vice presidentes, Calvão da Silva e Macário Correio, que ocuparam as duas vagas existentes na vice-presidência da comissão permanente social-democrata. O método da votação escolhido pela direcção de Marques Mendes para a eleição dos novos membros mereceu, contudo, críticas de alguns conselheiros nacionais, nomeadamente a deputada Helena Lopes da Costa, Luís Cirilo e Pedro Portugal Gaspar.

Segundo Helena Lopes da Costa, uma das críticas tem que ver com o facto de nos boletins de voto apenas estar inscrito um quadrado, ou seja, os conselheiros só podiam votar favoravelmente, abster-se ou votar nulo.

Por outro lado, acrescentou a deputada, os conselheiros eram obrigados a votar nos quatro nomes em conjunto, ou seja, estava-lhes vetada a hipótese de, por exemplo, só votar favoravelmente dois dos membros propostos.

A situação levou mesmo 13 conselheiros nacionais a entregar na mesa do Conselho Nacional, presidida pela ex-ministra das Finanças Manuela Ferreira Leite, um requerimento onde solicitam que aquele órgão delibere futuramente "sobre qual o método a seguir em processos eleitorais em que existe apenas uma única lista concorrente".

Além disso, os conselheiros nacionais subscritores do requerimento solicitam ainda que "a legalidade do método adoptado" no Conselho Nacional que se prolongou pela madrugada de hoje "seja suscitado junto do Tribunal Constitucional".

"É importante que o partido defina o método de votação a seguir em situações idênticas", referem os 13 conselheiros nacionais no requerimento.

No documento, os 13 conselheiros nacionais recordam também que "em anteriores eleições realizadas no Conselho Nacional em momentos não muito distantes os seus membros puderam optar entre o voto favorável, a abstenção e o voto contra".

Os subscritores do requerimento lembram ainda que o método de votação escolhido pela comissão política nacional para a eleição agora realizada foi discutido pelo Conselho de Jurisdição Nacional e, apesar de ter sido apoiado por uma maioria dos membros daquele órgão, existiram "declarações de voto em oposição frontal ao entendimento da comissão política nacional".

Além disso, acrescentam, a presidente da mesa do Conselho Nacional, órgão máximo do partido entre congressos, "discordou publicamente do critério proposto pela comissão política nacional".

Instado a comentar estas críticas, o vice-presidente do partido Azevedo Soares desvalorizou a questão, sublinhando que "discordar é um acto democrático".

Azevedo Soares adiantou ainda que a forma como foram apresentados os boletins de voto foi aprovada pelo Conselho de Jurisdição social-democrata e lembrou que esta foi também "a forma como foi eleita a comissão política no último congresso" do partido.

Com a eleição de Calvão da Silva, que já tinha passado pela vice-presidência do partido no tempo da liderança de Mota Pinto, e de Macário Correia, o PSD volta a contar com seis vice-presidentes, em vez dos cinco com que se mantinha desde a saída de Paula Teixeira da Cruz para a presidência da Distrital de Lisboa.

No final da semana passada, foi conhecida a saída de outro vice-presidente, Luís Paes Antunes, que se terá demitido do cargo por divergências relativamente à forma como a direcção do PSD tem conduzido alguns processos, nomeadamente a crise na Câmara de Lisboa.

Mantêm-se na vice-presidência Eduardo Azevedo Soares, Arlindo Cunha, Assunção Esteves e Manuel Lancastre.