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Autarquia revela dados sobre toxicodependencia

Autarquia revela dados sobre toxicodependencia

"A situação da toxicodependência no concelho não é grave, temos problemas como todos os concelhos que nos circundam, mas queremos actuar já para que no futuro não surja nenhum cenário mais grave", afirmou Bernardino Vasconcelos, edil da Trofa, na conferencia de imprensa de apresentação do estudo intitulado "Toxicodependencias no concelho da Trofa".

 Apesar de ainda não assumir proporções preocupantes, a Toxicodependência tem vindo a crescer no município da Trofa, principalmente junto dos estabelecimentos de ensino. Para tentar fazer um diagnostico da realidade concelhia a traçar metas e estrategias para estancar o problrma aAutarquia trofense defende a implementação de uma plano regional de combate à toxicodependência autarquia encomendou à Quartenaire Portugal um estudo sobre esta realidade com o objectivo de possibilitar maior rapidez e eficiência no trabalho que está a ser desenvolvido ao nível da prevenção e combate à toxicodependência.

O estudo, apresentado por Filomena Faustino da empresa Quartenaire, que abrangeu alunos das escolas da Trofa com idades entre 10 e 17 anos, indicam que 11,4 por cento dos jovens inquiridos afirmaram já ter experimentado drogas, maioritariamente haxixe e que este consumo abrange maioritariamente os rapazes, sendo a maior prevalência entre os alunos dos 8º e 9º ano de escolaridade.

Com estes inquéritos chegou-se ainda à conclusão que "o início do consumo de drogas está relacionado com factores, como a ausência de locais de lazer e a falta de acompanhamento por parte de pais e professores".

O estudo revela ainda que não há locais específicos de consumo e trafico de droga, " surgindo como principais focos de consumo o parque existente no centro da cidade e a estação ferroviária, e que estão a frequentar no Centro de Saúde da Trofa o programa de substituição por metadona, 15 toxicodependentes, na sua maioria de S. Martinho de Bougado e S.Romão do Coronado, com idades entre os 41 e 48 anos, maioritariamente indivíduos do sexo masculino e solteiros.

Vasconcelos reiterou a importância de se "perceber perceber e conhecer a realidade, quem são os toxicodependentes do concelho, de onde vêm e qual o seu enquadramento social, já que muitos deles vem de concelho vizinhos e muitos dos toxicodependentes de cá vão também para fora do município, constituindo assim uma população migratória e difícil de quantificar com precisão"..

O estudo, intitulado 'Toxicodependência no concelho da Trofa: práticas, perfis, percursos e intervenções' revela que o fenómeno da Toxicodependência, apesar de não ser ainda problemático,

está a crescer na população estudantil e por esse motivo a autarquia "continua a apostar na prevenção e na sensibilização de crianças, jovens, pais, educadores e professores para os perigos da toxicodependência, em varias escolas do Ensino Básico do concelho", assegurou

"No âmbito da prevenção primária o município tem vindo a desenvolver o plano da prevenção primária junto das várias escolas, nomeadamente as EB 2,3 de Alvarelhos, S. Romão e S. Martinho, que estão a ser trabalhadas por várias instituições, em S, Martinho pelo ASAS, a Misericórdia em Alvarelhos, Cruz Vermelha em S. Romão, no Paranho também está a ASAS", frisou o edil.

Bernardino Vasconcelos frisou, no entanto, que o esforço que tem vindo a ser desenvolvido nesta área "é efectuado a expensas da autarquia, sem qualquer apoio financeiro do Estado, ao contrario do que já aconteceu", salientando que "é urgente que se trate este flagelo de uma forma diferente".

A Câmara da Trofa, assinou em 2003 um protocolo com o Instituto Português da Droga e da Toxicodependência (IPDT), que assegurou o financiamento estatal para o desenvolvimento de um plano integrado de prevenção, que incluía acções de prevenção e sensibilização nas escolas.

O protocolo terminou em 2005, mas a autarquia decidiu manter este programa de prevenção da toxicodependência nas cerca de duas dezenas de escolas de ensino básico do concelho, assegurando integralmente o seu financiamento.

Em articulação com o Instituto de Emprego e Formação Profissional, a autarquia deriu ao Programa Vida-Emprego, que visa promover a reinserção social e profissional de toxicodependentes através da sua colocação em serviços camarários.

Por seu lado Jaime Moreira, vereador da Acção Social considera que a toxicodependência "neste momento é uma situação controlável, mas este controlo é subjectivo, porque qualquer plano que se possa colocar em pratica no nosso território deve ser coordenado com outros municípios vizinhos, pois a toxicodependência regista uma mobilidade de indivíduos muito grande", assegurando no entanto que "não sou utópico de afirmar que vamos conseguir eliminar as toxicodependências mas vamos trabalhar para a diminuição da sua incidência", acrescentou.

O tabaco e o álcool foram dois exemplos de "drogas licitas", que segundo o vereador atingem percentagens muito elevadas mas que escapam ao controlo estatístico já que não há dados suficientes que permitam tomar medidas de combate a este flagelo", concluiu.

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