“Porque reciclar é defender o ambiente” é o lema da empresa JMR Resíduos que, na passada quinta-feira, abriu as suas portas para receber a visita da autarquia e da AEBA, integrada no projecto “Trofa – Concelho para Investir”.

Bernardino Vasconcelos, presidente da autarquia, Jaime Moreira, vereador de Acção Social da autarquia, Daniel Figueiredo e Mafalda Cunha, em representação da AEBA – Associação Empresarial do Baixo Ave, formaram a comitiva que ficou a conhecer de perto o trabalho desenvolvido pela empresa trofense, responsável por recolha, selecção e tratamento de resíduos industriais.

Recebidos pelos responsáveis da empresa, Maria José Ribeiro e ? Ribeiro, os elementos da autarquia e da AEBA realizaram uma visita às instalações da empresa e ao mesmo tempo deram a conhecer as suas valências de apoio e respostas sociais ao tecido empresarial.

Muito satisfeita com a visita das duas entidades, Maria José Ribeiro, sócia-gerente da JMR, aplaudiu o projecto de apoio às empresas trofenses e reconheceu os frutos do contacto directo com a autarquia. “É o reconhecimento do mérito que a JMR tem no concelho e do nosso trabalho que vimos fazendo ao longo de 30 e muitos anos, é importante porque, no fundo, promove um bocadinho a imagem da nossa empresa, junto da autarquia e damos a conhecer também ao Sr. Presidente o nosso trabalho, o serviço que prestamos e as dificuldades por que também estamos a passar todos nesta fase difícil”, afirmou Maria José Ribeiro ao NT/TrofaTv.

Segundo a responsável, a visita foi ainda útil para dar a conhecer à comitiva “o facto da JMR ter autorização para trabalhar com resíduos de construção e demolição, os chamados RCD’s”. Sobre a actual conjuntura de crise, a que a JMR não volta as costas, Maria José Ribeiro explicou que a principal dificuldade da empresa passa pelo “encaminhamento dos resíduos para reciclagem”. “Não tanto na quantidade que recebemos, embora tivesse diminuído, mas é mais a nível da quantidade que sai para reciclagem, porque nós trabalhamos com a Espanha, que a nível de têxteis está em crise e não está a receber, o que faz com que a JMR tenha uma quantidade de têxteis armazenada que não é normal nem deveria existir, mas é fruto da crise”, referiu.

 

Empresa com certificação ambiental

 

Bernardino Vasconcelos, presidente da autarquia, reconheceu o relevo da empresa JMR no concelho. “É uma empresa certificada ambientalmente, o que é importante e também nos satisfaz e nos descansa no que diz respeito ao seu funcionamento e ao seu nível de qualidade”, afirmou o edil ao NT/TrofaTv.

Para Vasconcelos a JMR é, na “área da recolha dos resíduos industriais banais, uma empresa com prestígio, uma empresa com importância, que no fundo não só recolhe os resíduos resultantes da indústria têxtil, além do cartão e do papel, além de os recolher faz a sua selecção, a sua separação e depois os encaminha para a reciclagem”.

“A sua existência no nosso concelho é para nós de relevar, porque se não houvesse empresas deste género toda esta quantidade de lixo que vimos aqui assim seria depositada claramente em aterro, o que era uma inutilidade com as consequências gravíssimas que isso trazia para os espaços cada vez mais superlotados por resíduos”, considerou.

Salientando o trabalho “muito importante em termos ambientais” concretizado pela JMR Resíduos, Daniel Figueiredo, vice-presidente da AEBA, salientou o “trabalho minucioso” ao nível do aproveitamento e separação de resíduos, o que é “extremamente importante para eliminar a contaminação das lixeiras, porque custa muito dinheiro e o volume que começa a criar é quase incomportável”.

Em declarações ao NT/TrofaTv, Daniel Figueiredo fez ainda um balanço positivo do projecto de visitas às empresas trofenses, que o responsável considera ter sido “uma excelente ideia, que tem sido extremamente bem recebida pelos empresários”. “Todos os empresários e as empresas precisam de ter uma união de esforços, isto é, temos que caminhar para a produtividade, temos que ter empresas dinâmicas, preparadas para exportar, empresas que realmente têm que mudar o paradigma e isso só se pode fazer com o apoio da associação AEBA na formação profissional, no apoio às empresas, nas auditorias que estão a fazer”, sublinhou o vice-presidente da AEBA.