O presidente da Câmara Municipal da Trofa, Sérgio Humberto, solicitou reuniões ao Governo para saber o ponto de situação da Circular da Trofa e da extensão da linha do metro até à Trofa.O executivo da Câmara Municipal da Trofa reuniu-se, a 31 de março, para a discussão e aprovação de cerca de 30 pontos. Mas foi no período de intervenção do público que surgiram as questões que dominaram a sessão, pelo trofense Luís Pinheiro.

Quanto à questão da extensão da linha do metro, o autarca, Sérgio Humberto, contou que, no seguimento das “declarações do ministro do Ambiente”, as “Câmaras da Trofa e da Maia” solicitaram uma reunião “há mais de um mês”. Recorde-se que em sede de discussão do Orçamento na Comissão de Ambiente e Ordenamento do Território, o ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, declarou que a conclusão da linha da Trofa do metro do Porto estava em “paridade de circunstâncias” com obras da segunda e terceira fase do projeto do metro.
O presidente disse ainda “não gostar” quando se fala que a extensão da linha “vai ser englobada no Plano Juncker”, por acreditar que este é um “empurrar com a barriga para a frente a resolução disto”. Contudo, o autarca “não quis tecer mais” comentários, por estar presente “um órgão de comunicação social” e “às vezes as coisas podem ser deturpadas”. Apesar de “não se querer esticar mais”, o edil trofense adiantou que está a “aguardar para perceber se o metro vem, pelo menos nesta primeira fase e num presente próximo, até ao Muro”, uma vez que essa empreitada engloba a construção de uma rotunda na Carriça.
Conhecido como Plano Juncker, o Fundo Europeu para Investimentos Estratégicos pretende mobilizar 315 mil milhões de euros de investimento público e privado, para financiar projetos viáveis que não se consigam aprovar nos fundos atuais, nem financiar pelo mercado.
Quanto à Circular da Trofa, Sérgio Humberto, adiantou que “se não terminou, o concurso está para terminar”, podendo já estar “em fase de avaliação para definir a empresa ou consórcio que venceu a empreitada” da primeira fase, que compreende o nó do Jumbo da Maia e a Avenida 19 de Novembro, que sofreu “um ajustamento”, passando a custar cerca de “26 milhões de euros”. O edil trofense declarou que as “câmaras da Trofa, Maia e Vila Nova de Famalicão” solicitaram, “há mais de um mês”, uma reunião com o primeiro-ministro, António Costa, para “aferir o ponto de situação” da Circular e se “mantem os prazos de em maio/junho entrar as máquinas no terreno”.
O projeto da 2.ª fase da Circular, que une os concelhos da Trofa e de Vila Nova de Famalicão, está “em fase de execução”, tendo o Município trofense já dito “o que era mais benéfico” para o concelho.
Em declarações ao Porto Canal, Paulo Cunha, presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, adiantou que a autarquia famalicense “já pagou ao projetista um projeto executado” da 2.ª fase, cabendo ao “Estado, através da Estradas de Portugal, abrir o concurso e a obra começar”.

Faculdade de Engenharia vai corrigir “cotovelos” na rotunda e “abatimentos” na EN104
Na sessão, Sérgio Humberto avançou ainda que “uma faculdade de Engenharia” está a trabalhar num procedimento para corrigir “os cotovelos na rotunda” e “os abatimentos na EN104, em direção a Santo Tirso”. “Eles já estão a trabalhar nele e dizem que é uma coisa relativamente simples de resolver”, referiu.
Quanto aos dois aluimentos da via na EN104, junto aos Parques, o edil trofense mencionou que a autarquia “não pode mexer”, uma vez que estão a “fundamentarem-se com documentação” para, “possivelmente, avançar com um processo com o projetista”
Relativamente à conclusão das obras nos Parques Nossa Senhora das Dores e Dr. Lima Carneiro, o presidente contou que houve “um erro mínimo na execução” da concha acústica, em que “uma parede lateral ficou com algum defeito na união”, tendo que “ser retirado o painel”. A colocação da “marmorite” implicou “alguns trabalhos” e a “vitrificação não está como devia”. Além disso, a 31 de março ainda “não” tinha sido feito “o adiantamento ao subempreiteiro para a colocação da peça” na rotunda do Catulo.
 
Câmara da Trofa devolve impostos à de Santo Tirso
Luís Pinheiro quis ainda saber se o Município da Trofa colocou “alguma providência cautelar para impedir as diligências que a autarquia tirsense estava a preparar” relativamente à “Zona Industrial de Fontiscos”.
O autarca, Sérgio Humberto, avançou que a Autoridade Tributária os notificou para “devolver o dinheiro que foi cobrado desde 2010”. Além disso, este ano, “todos os impostos que estavam associados a essa área do território” vão ser “desviados” para o concelho de Santo Tirso. O edil trofense assegurou que “já avançou com mais um processo” contra o Município de Santo Tirso, estando prevista, a 1 de abril, uma “reunião” para saber o ponto de situação dos “vários processos” que o Município da Trofa tem contra o de Santo Tirso e que, garante, “serão muito mais”.
Sérgio Humberto contou que, a 30 de março, o vice-presidente, António Azevedo, recebeu “uma informação da Habiseque”, por causa do “terreno em frente ao polo 2”, que foi vendido pelo “Município de Santo Tirso em 1999”, quando “não tinham essa autonomia”. Essa venda levou o Município da Trofa a colocar “um processo” contra o de Santo Tirso.