O mau tempo não deu tréguas aos pequenos craques da Escola Geração Benfica que, mesmo debaixo de chuva intensa, não desistiram de se divertir no reduto do Atlético Clube Bougadense, o Parque de Jogos da Ribeira, na manhã de sábado.

Apoiados por pais e familiares – em que muitos se solidarizavam com as crianças e assistiam aos jogos à chuva – os atletas de palmo e meio lá resistiram e deliciaram os adeptos que, de máquinas fotográficas e telemóveis em punho, eternizavam as suas exibições e os primeiros toques em habilidade.

A iniciativa, que juntou cerca de 200 crianças, desde os três anos (Geração Primeiro Passo) aos 14 (iniciados), está inserida no plano de actividades da Geração Benfica, e juntou no mesmo espaço os atletas de formação das escolas de Famalicão, Santo Tirso e Trofa e o Ringe.

“Devido ao mau tempo não tivemos presentes os cerca de 70 atletas federados, que temos também neste momento divididos por quatro equipas”, explicou José Figueiredo, responsável pelo departamento de comunicação e marketing da Escola Geração Benfica da Trofa. Também devido à chuva que caiu no início do fim-de-semana, a visita da águia Vitória teve que ser adiada, à partida para 12 de Dezembro.

Actualmente a tratar da “fase de adaptação e cimentação” do recente protocolo com o AC Bougadense, os responsáveis da escola benfiquista na Trofa desejam que “as coisas funcionem” e que o projecto “se mantenha por muitos anos”.

No que toca às competições, a Geração Benfica vai participar numa liga de futebol de cinco com os atletas do escalão de minis e pré-escolas. Já os mais velhos vão participar na liga interna e em outros projectos que vão aparecer. A intenção da escola é “aumentar o número de atletas nos escalões de minis e pré-escolas para poder ter competição constantemente”.

 

Temos conseguido crescer lentamente”

José Figueiredo não escondeu que, apesar de o feedback estar a ser “positivo”, tem sido “difícil” implementar o projecto Geração Benfica na Trofa, devido à “concorrência muito forte” que existe na cidade. “Temos conseguido crescer lentamente. Começámos há pouco tempo e temos nesta altura cerca de cem atletas inscritos. Será normal aumentarmos o número durante o próximo ano”, explicou.

O valor da mensalidade para integrar a escola “também tem influência”, frisou o responsável, por estar “um pouco acima” dos outros clubes. No entanto, José Figueiredo esclareceu que esse é o valor mínimo exigido, “devido às elevadas despesas” pelo facto de a Geração Benfica ser “uma empresa especializada na gestão de escolas de futebol”. “É-nos cobrado o IVA de cada mensalidade ao qual não podemos fugir. Na maioria dos clubes nem sequer existem facturas e o apoio com dinheiros públicos é fundamental. Pequenos pormenores fazem uma diferença muito grande na hora de podermos competir a todos os níveis”, atestou.

Apesar das dificuldades, o responsável mantém a convicção que “é a qualidade do trabalho que dita o sucesso ou insucesso e não pequenas diferenças como os valores praticados”. “Temos a noção de que teríamos o dobro dos atletas nesta altura se houvesse outro tipo de obrigações por parte de outras instituições. Com a abertura da escola na Trofa houve quem baixasse o valor da mensalidade, pelo que a nossa vinda foi positiva para muita gente”, asseverou.