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Assinado acordo para acabar com maus cheiros

Assinado acordo para acabar com maus cheiros

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Um investimento previsto de dois milhões de euros, anunciado hoje, nas instalações da empresa Savinor, em Covelas, na Trofa, vai permitir eliminar os maus cheiros gerados há cerca de três décadas e que muito tem incomodado as populações.O aditamento ao Contrato de Conformidade Ambiental, que visa o incremento de medidas de sustentabilidade ambiental na Savinor – Sociedade Avícola do Norte SA, do Grupo Soja Portugal, hoje assinado, na presença do Ministro do Ambiente Moreira da Silva, refere o investimento 1,5 milhões de euros por parte desta indústria e de cerca de 500 mil por parte da Trofáguas – Serviços Ambientais, Empresa Municipal da autarquia da Trofa.

À Savinor, cabe dinamizar um projeto que permitirá desativar as lagoas de arejamento do atual equipamento, apostar num sistema de pré-tratamento dos resíduos e ligar a indústria a um intercetor, cuja construção está a cargo dos serviços camarários.Por sua vez este canal, com cerca de sete quilómetros, estará ligado à Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) Agra, localizada em Famalicão, percorrendo no entanto varios quilometros a par do Ribeiro de Covelas e rio Trofa até lá chegar.O problema de maus cheiros tem cerca de três décadas, estando esta empresa próxima de aglomerados populacionais como S. Romão do Coronado, S. Mamede e Covelas, na Trofa, mas também Silva Escura e Folgosa, no concelho da Maia, acrescentando-se a proximidade à A3.


Questionado, à margem da cerimónia, sobre se com este investimento o problema de emissão de odores ficará resolvido, o presidente do conselho de administração da Savinor, João Pedro Azevedo, vincou que “as atuais lagoas estão reconhecidas” como “principais fontes de mau cheiro”, garantindo que estas serão “eliminadas”.Segundo o administrador, dentro de três meses será iniciada a ligação ao intercetor, um prazo que poderá estender-se a 15/18 meses para que todo o processo esteja concluído.

João Pedro Azevedo aproveitou para sublinhar que este “investimento cria um conjunto de condições para executar outros projetos”, adiantando um segundo investimento de três milhões para na área de valorização de produtos finais, o que inclui a criação de postos de trabalho.

A cerimónia contou com a presença do ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia, Jorge Moreira da Silva, que centrou o seu discurso na ideia de que “a economia verde é um fator de crescimento e de emprego e não apenas um objetivo de proteção ambiental”.”Portugal tem tudo para vencer na aposta na economia verde. Temos recursos naturais, infraestruturas, talentos (…). A Europa conseguiu numa altura de estagnação, em três/quatro anos, aumentar o empregoverde em 20 por cento. Portugal, mesmo num período de aumento de desemprego e fase de recessão, aumentou o emprego verde em quase 8 por cento”, defendeu, posteriormente, em declarações aos jornalistas, o governante.

Já para o presidente da câmara da Trofa, Sérgio Humberto, o investimento neste projeto resume três fatores: “dar qualidade de vida aos habitantes da região, preservar o meio ambiente, sem deixar de acarinhar a empresa” que tem, atualmente, cerca de 230 postos de trabalho e fatura cerca de 30 milhões por ano.

Também a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), bem como as Águas do Noroeste assinaram este contrato de parceria que se espera esteja concluído no prazo máximo de 18 meses, ou seja em inicio de 2016.

C/lusa

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