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Edição 683

Assembleia vai reavaliar agregação de Alvarelhos e Guidões

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A moção “Pela reavaliação da reorganização administrativa das freguesias de Alvarelhos e Guidões”, apresentada pelos elementos eleitos pelo Partido Socialista, foi aprovada por unanimidade na sessão extraordinária da Assembleia de Freguesia, a 12 de dezembro.
O socialista Nuno Moreira apresentou a moção e expôs os motivos que levam o partido a sugerir que “Guidões deve voltar a fazer-se ouvir” numa altura “em que existem reformas em curso ao nível da descentralização administrativa e do processo das freguesias”.
Para sustentar o objetivo da moção, o socialista relembrou a luta dos guidoenses pela não agregação e as manifestações levadas a cabo já depois do processo que conduziu à fusão daquela freguesia com Alvarelhos. A mais recente está na forma de um “abaixo-assinado” que reivindica a desagregação e que “contém cerca de mil assinaturas”. “O caminho que o Governo e a Assembleia da República têm assumido é de abertura para o processo de revisão da fusão das freguesias. Nós não podemos perder nenhum momento, nem este espaço”, adiantou Nuno Moreira.
Os elementos eleitos pela coligação PSD/CDS-PP votaram a favor da moção, mas fizeram saber que “qualquer decisão que venha a ser tomada” tem de estar “em consonância com aquela que for a vontade do povo”, sugerindo o recurso à “consulta popular” através de um “referendo local”.
Também o presidente da Junta de Freguesia, Adelino Maia, admitiu não se opor à vontade do povo de Guidões, salvaguardando que “a população foi sempre respeitada” e que “irá lutar por ela até ao último dia”.

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Edição 683

Costa, o verdadeiro artista

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Nesta época é habitual escolher um português, como a figura que se destacou ao longo do ano que agora termina. Não vou fugir à regra, pois vou escolher, não a figura, mas o “figurão” do ano e vou tentar explicar o porquê desta escolha, que não mereceu qualquer tipo de dúvida. Foi uma escolha criteriosa e bem ponderada.
É incontornável fazer uma análise sobre as trapalhices e as matreirices do “figurão” por mim escolhido, que foi, sem qualquer hesitação, não António Costa, o primeiro ministro, mas Costa, o verdadeiro artista. Sim, porque Costa além de ser um obcecado pelo poder, pois conseguiu chegar ao mais alto cargo da governação do país depois de ter perdido as eleições, com um dos piores resultados obtido pelo seu partido, continua a passar por entre os «pingos da chuva» sem se molhar.
Costa é mesmo um verdadeiro artista, pois conseguiu passar incólume quando foi o número dois do pior governo que Portugal teve nas últimas décadas, o governo de má memória, o governo socrático. Com muitas habilidades e matreirices, também continua a passar incólume, nas mais diversas situações graves que o país tem vivido, mesmo sendo o mais alto responsável da governação,
Costa já tinha mostrado os seus dotes de prestidigitador matreiro na maior tragédia que aconteceu em Portugal, como foram os incêndios em Pedrógão, em que quase tudo foi dantesco, pois conseguiu passar muito ao lado do incêndio sem se chamuscar ao de leve e mais uma vez passou por entre os «pingos da chuva», talvez por ter preferido ir a banhos, para uma praia mediterrânica, em plena catástrofe. O mesmo aconteceu com o famigerado e malfadado SIRESP, que Costa tinha decidido quando era ministro do governo socrático e a agregação das freguesias, que Costa prometeu alterar, mas nada fez.
As manhas políticas de Costa, o verdadeiro artista, são muitas e variadas, como é o caso da substituição da Procuradora Geral da República; o caso das touradas, que num passado recente aplaudiu e agora diz-se chocado com as touradas; os não investimentos necessários nos hospitais, nas redes ferroviária e rodoviária; as obras que ainda não arrancaram em dezenas de casas destruídas no incêndio de Pedrogão; as taxas de IVA máxima (23%) para os serviços médico-veterinários e a taxa reduzida (6%) para as touradas; as promessas de melhores condições de carreira feitas há dois anos aos enfermeiros e nunca cumpridas (mas quem se está a “queimar” são os enfermeiros).
Também são exemplo das habilidades de Costa, a manipulação contabilística nos números do combate fiscal, para parecer um sucesso que não é; a suspeita da Polícia Judiciária referente aos subornos milionários, no parque escolar; a nomeação do seu amigo Joaquim Leitão, para Presidente da Autoridade Nacional da Proteção Civil; o roubo das armas, no quartel de Tancos; a nomeação de 30 chefias da Proteção Civil, poucos dias antes da tragédia de Pedrogão; o défice conseguido com perto de mil milhões de euros em cativações, que representam um forte travão no investimento, num momento em que o Estado está a colapsar (Costa congelou mais despesas em três anos do que o governo anterior em toda a sua legislatura).
Costa, que tem o condão de recorrer a toda a espécie de malabarismos, também tenta passar por entre os «pingos da chuva» nos casos da não construção dos poucos quilómetros, para ligar o metro de superfície do ISMAI à Trofa, em substituição do comboio «surripiado» em 2002 e a não construção das variantes à Trofa (circular e alternativa à EN14), que continuam a não sair do papel há dezenas de anos. Até parece que Costa não é o primeiro-ministro deste país, que tem o poder de decidir a construção destes equipamentos tão importantes para o desenvolvimento de uma região.
Votos de Festas Felizes e um Fabuloso Ano de 2019.

José Maria Moreira da Silva
moreira.da.silva@sapo.pt
www.moreiradasilva.pt

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Família da Escolinha de Rugby comemora 5 anos de projeto desportivo e social

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Atletas, treinadores, pais, amigos e parceiros da Escolinha de Rugby da Trofa reuniram-se no auditório do Fórum Trofa XXI, a 22 de dezembro, para comemorar o 5.º aniversário do clube, que está ligado à associação Polvilhar Alegria. Ao longo da noite, os atletas foram os anfitriões, assumindo o papel de apresentadores da Gala, atores e cantores. “Numa festa marcada por momentos especiais dinamizados por atletas e pais, foi possível constatar o crescimento deste projeto da associação de ação social Polvilhar Alegria. Em cinco anos de existência, a Escolinha de Rugby tem vindo a apoiar muitas crianças e jovens do concelho, através da sua intervenção holística, desporto, saúde e educação”, referiram os responsáveis Daniela Vieira e Ricardo Costa.
Um dos objetivos desta época é “manter a taxa de sucesso escolar” dos atletas “dos últimos anos”, cerca de 96 por cento, e “corresponder às necessidades das crianças e jovens que vão chegando”.
No dia 21 de dezembro, o atleta da Escolinha de Rugby Gonçalo Brás representou o concelho na Seleção sub-17 Norte/Centro, na Vila da Moita (Bairrada). Após várias presenças em seleções regionais e estágios nacionais no escalão de sub-16, chegou a vez de este atleta mostrar os seus atributos numa seleção sub-17.
Durante o ano de 2018, o clube viu 12 atletas serem convocados para várias seleções ARN sub-14, sub-16 e sub-18, Seleções Inter-Regionais sub-16 Feminino e sub-17 Masculino e Nacional sub-18 Feminino.
“Estas convocatórias atestam cada vez mais a evolução técnica e desportiva dos atletas da Trofa, sendo um objetivo da Escolinha de Rugby que este número seja maior a cada ano que passe”, sublinharam os responsáveis.

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