Paços de Concelho e piscinas marcaram trabalhos.

A localização dos Paços do Concelho, a vinda do metro, as piscinas municipais a carta educativa e a Trofa Park, foram os assuntos debatidos na Assembleia Municipal, que decorreu no Salão Nobre dos Bombeiros Voluntários da Trofa, no dia 27 de Junho.

 A eleita Teresa Carvalho, foi a primeira a intervir no ponto dos assuntos de interesse geral para o município, falando sobre o movimento Um Dia pela Vida, "movimento de orgulho para todos os trofenses".

Seguidamente Paulo Queirós da CDU, começou por acusar a Câmara Municipal de "fazer tudo como quero posso  e mando", não dando assim, outras hipóteses aos projectos que apresenta. Falou então do espaço onde irá ser colocada a nova sede da Câmara Municipal. António Barbosa do PSD respondeu, tentanto "serenar" Paulo Queirós afirmando que o projecto dos Paços do Concelho elaborado por Souto Moura, terá um espaço aberto para a discussão pública.

O membro da CDU, asseverou dizendo que "os problemas não podem ser resolvidos com chás dançantes, colónias balneares, etc.", referindo-se aos idosos que segundo ele, necessitam de mais carinho, deixando um pedido para " que os técnicos da câmara pudessem acompanhar mais outros centros para idosos".

Bernardino Vasconcelos respondeu a Paulo Queiros questionando-o "já viu o sorriso nos lábios deles, por terem momentos de alegria e convívio com pessoas de mesmas idades de diferentes pontos do concelho? ", acrescentando "se não viu, convido-o a ir ver".

Por seu lado João Fernandes, representante do PS, falou na situação dos semáforos inexistentes entre a Rua Pires de Lima e a EN14, "motivo pelo qual se deu um grave acidente no dia 23 de Junho", lembrou ainda as confusões que existirão, chegando agora a época balnear. Bernardino Vasconcelos respondeu afirmando que "estamos a avaliar o que será melhor, por ou não por semáforos", em relação ao acidente "era possível o carro parar, mesmo que tivesse semáforos, à velocidade a que vinha.".

No que respeita à questão do metro, muitos foram os que felicitaram Bernardino Vasconcelos e a sua equipa, pela conclusão do processo, como António Barbosa e os membros do PPD/PSD, que redigiram uma moção de agradecimento ao presidente, para ser aprovada pela Assembleia. No entanto, João Fernandes, do PS, acusou António Barbosa de "ser mais papista que o Papa", em relação ao agradecimento ao presidente da câmara, por ter resolvido a questão do metro, afirmando que o presidente "limitou-se a fazer apenas o seu papel", acrescentando "recuso-me a agradecer uma coisa que é do seu dever", asseverou.

Bernardino Vasconcelos referiu ainda, que sempre o culparam "por não haver nada", referindo-se ao metro e à variante, "tenham coerência de quando as responsabilidades não são do Presidente da Câmara, virem-se para quem de direito", afirmou.

Citou alguns dos projectos desenvolvidos pela câmara, que "está em constante actividade", e deu como exemplos "o encontro Lusófono, a semana da família, o dinamismo das associações, que devemos apoiar, a menção honrosa de boas práticas administrativas da câmara municipal, o plano de defesa da floresta, rastreios de saúde, na área da educação, a carta educativa que apenas 70 municípios têm, requalificação urbana, " e referiu ainda, que "metro não foi um processo fácil, mas a Trofa ganhou em toda a linha, não foi o presidente da câmara, foi a Trofa".

Por seu lado Isabel Cruz também do PSD, acusou os membros do PS, de "fazerem criticas à carta educativa, mas esta foi aprovada por quem de direito." E para prová-lo citou algumas frases proferidas por um dos membros numa assembleia anterior. João Fernandes respondeu dizendo que "não ridicularizamos a carta educativa".

Foi, seguidamente, aprovado por unanimidade a cedência de um loteamento em Guidões, no qual a Junta de Freguesia queria construir uma casa mortuária.

O empréstimo para finalizar as obras nas piscinas municipais foi outro dos assuntos que marcaram a Assembleia com Magalhães Moreira, membro do PS, a afirmar que "vamos votar a favor, tendo em conta o fim deste financiamento, mas tudo me parece estranho", visto que a entidade bancária escolhida é o BPG, Banco Português de Gestão " banco que poucos conhecem, ganha com um spread de 1,5%, acho estranho, porque nenhum dos outros 11 bancos, aos quais foram pedidos empréstimos, apresentou propostas concorrentes."

Tiago Vasconcelos saiu em defesa da autarquia e respondeu, "eu se tivesse tantas dúvidas, era incapaz de votar a favor, no mínimo abstinha-me". Bernardino Vasconcelos prometeu " a partir de agora mostrar à Assembleia os projectos de financiamento.". Depois de toda a controvérsia a proposta acabou por ser aprovada por unanimidade.

No último ponto, antes da intervenção do público, discutiu-se a alteração dos estatutos da Trofa Park, que segundo o presidente da câmara seria feita "para os enquadrar na nova legislação". Carlos Martins membro do CDS felicitou Bernardino Vasconcelos, "pelo trabalho realizado na Trofa Park.", acrescentando que "o concelho vai para a frente é com as empresas". Já Paulo Queirós, mostrou-se descontente com este projecto afirmando que "já parece a central de negócios da Câmara", votando assim contra esta alteração.