A Assembleia de Freguesia de Alvarelhos aprovou quase todos os pontos a discussão por unanimidade. Apenas o elemento socialista José Júlio se absteve na votação do Orçamento e Plano Plurianual de Investimentos (PPI) para 2011.

 

Na discussão do Orçamento e Plano Plurianual de Investimentos para 2011, Joaquim Oliveira, presidente da Junta, afirmou que o orçamento “é magro”, devido “ao corte das receitas que provêm do Governo e eventualmente das tradicionais (que provêm da Câmara)”.

José Júlio questionou em que seria aplicado o valor contemplado para a Escola de Giesta 1, já que as obras neste estabelecimento estavam já rubricadas no Plano de Actividades da Câmara Municipal da Trofa. Joaquim Oliveira referiu que ainda não conseguiu entendimento com os proprietários dos terrenos junto à escola para proceder ao alargamento das acessibilidades, lamentando que “infelizmente, as opções políticas mudaram e está a ser difícil dar seguimento a este processo, que parou”.

O mau estado das ruas da freguesia também foi tema debatido e levantado pelo PSD, no ponto relativo aos assuntos de interesse para a freguesia. Sérgio Quelhas levantou o problema dos buracos da Rua de Felgueiras, “que está intransitável”, e Neusa Ramos apelou mesmo para que esta “fosse fechada ao trânsito”, pois “está um verdadeiro perigo”. Joaquim Oliveira reiterou que o mau estado das acessibilidades da freguesia é um problema “que todos constatam” e que “foi alvo de cartas trocadas entre a Junta, a Câmara e a Trofáguas”. “Eles dizem que vão resolver, mas têm que fazer levantamentos e oficializar empreiteiros”, frisou. No caso da Rua de Felgueiras, o autarca referiu que “há a promessa da presidente da Câmara que, logo que o tempo permita, vai repavimentá-la, assim como a Estrada Nacional (318), que vai da Carriça ao Parque de Avioso”. Oliveira afirmou que não pode fechar a rua, mas “colocar uma placa a desaconselhar a passar por lá”.

No período de intervenção do público, o alvarelhense Vítor Rocha também pediu ao autarca para que faça um “forcing” junto da Trofáguas para resolver o problema.

“Recentemente numa reunião, onde estava o presidente da Trofáguas, que é um economista e não percebe nada de obras, e a técnica mais responsável da empresa, indispus-me, porque não posso aceitar que o técnico mais responsável da Trofáguas se permita a tecer as considerações que teceu relativamente à defesa dos empreiteiros”, referiu Joaquim Oliveira.

O presidente da Junta também alertou para a possibilidade de haver uma “catástrofe” junto à Ponte do Juncal. Segundo o autarca, “a empresa Águas do Noroeste escavou dos dois lados da ponte” para fazer passar a tubagem dos esgotos que vão para a ETAR (Estação de Tratamento de Águas Residuais) e depois “compactou mal”. “Agora, as águas depositam-se lá, e formam uma bacia, infiltram-se e já fizeram com que parte de um muro de betão cedesse. Já enviei uma carta à empresa, mas não podemos fazer nada. A situação é muito complicada”, atestou.

A transacção de uma capela do cemitério de Alvarelhos foi o tema que mais celeuma despoletou na Assembleia de Freguesia. Na intervenção do público, a alvarelhense Fátima Azevedo, membro da família antiga proprietária da capela, acusou o presidente do executivo, Joaquim Oliveira de “não fazer tudo” para inviabilizar o negócio com o novo dono. “Senhor presidente, o dinheiro é o mesmo, as pessoas é que não”, atestou Fátima Azevedo, que apelidou a transacção como “um acto macabro”.

Joaquim Oliveira defendeu-se, garantindo que ao executivo cabia apenas “munir-se de pareceres para saber se a transacção se podia fazer”. “A Junta de Freguesia não teve outro remédio e legalmente não podia opôr-se. Eu chamei-lhe (ao novo proprietário) à atenção para o aspecto moral, mas pura e simplesmente não fui ouvido”, explicou.

Fátima Azevedo questionou ainda como se processa a entrega dos cabazes de Natal, alegando que “há famílias que não precisam, que o receberam”. O presidente do executivo relegou responsabilidades para a Câmara, explicando que à Junta cabe “recolher as inscrições e os documentos solicitados”.

Os pontos referentes às taxas a aplicar em 2011 pela Junta e ao mapa de pessoal foram aprovados por unanimidade.