Em menos de 15 dias, o café/restaurante Bela-Vista, face à estrada nacional 14, em Santiago de Bougado, foi assaltado por duas vezes. Os prejuízos dos assaltos devem ascender os quatro mil euros.

Ramiro e Fernanda Pereira não têm tido uma tarefa fácil na gestão do café/restaurante Bela-Vista. Em menos de 15 dias, o estabelecimento, situado em Lantemil, foi assaltado por duas vezes. No total, os assaltantes furtaram três plasmas, sumos, bebidas alcoólicas, chicletes, rebuçados e dinheiro, num valor superior a quatro mil euros.

No primeiro assalto, ocorrido na madrugada de quarta-feira, dia 11 de abril, os assaltantes destruíram o estabelecimento, furtaram dois plasmas, de grandes dimensões, bebidas, um leitor de DVD e cerca de quatro mil euros em dinheiro, que estaria guardado dentro de um cofre escondido na cesta de costura. Já esta semana, decorreu um novo assalto, na madrugada de segunda-feira, dia 23. Segundo os proprietários, os indivíduos partiram o vidro da porta da cozinha e, por aí, destrancaram as fechaduras.

Desta vez, foi mais o prejuízo dos estragos do que os materiais furtados. Os “amigos do alheio” destruíram o estabelecimento, onde a máquina de tabaco e uma arca congeladora não escaparam. Também as arcas frigoríficas, que estavam no interior do balcão, foram deixadas abertas. Além disso, aproveitaram “para matar” a sede e a fome, tendo ainda deixado na janela um compal com a palhinha.

Antes de irem embora, os assaltantes ainda tiveram tempo de furtar todas as bebidas de um frigorífico, um plasma, de menor dimensão, e ainda guloseimas. “Quem foi, à priori, conhece muito bem a casa. Destruíram a fechadura da porta, destruíram tudo. Só por aqui é que podiam entrar, porque o resto das janelas estão resguardadas com o gradeamento. Esta era a única porta viável, por isso é que digo que foi quem sabia muito bem o que estava a fazer. Penso que são pessoas que querem que saia ou que estejam a embirrar comigo, porque nota-se que não vieram pelo dinheiro, mas sim para destruir tudo”, asseverou Ramiro Pereira.

A Guarda Nacional Republicana da Trofa e o Núcleo de Investigação Criminal de Santo Tirso estiveram no local a proceder à recolha de provas.

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